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Fedex aposta na exportação de pequeno
29/10/2002
A FEdeX
Express do Brasil, subsidiária da norte-americana FEdeX Corporation,
maior empresa do mundo no transporte aéreo expresso, APOSTA no
crescimento das exportações por micro, pequenas e médias empresas
para expandir sua atuação NA região Sul. Há um mês, a empresa lançou
o Web Export Manager (WEM), serviço de envio de mercadorias de valor até
US$ 10 mil ao exterior feito integralmente pela Internet.
Segundo estimativas do governo federal,
em poucos anos, o volume de embarques originados em micro e pequenas
empresas brasileiras poderá passar dos atuais 2% do total de exportações
para até 10%.
Contribuem para isso as recentes
medidas de estímulo ao comércio exterior (como a melhoria das condições
de financiamento e a eliminação do Imposto sobre a Circulação de
Mercadorias e Serviços -ICMS-sobre a exportação de produtos primários
e semi-elaboradores) e a atuação da Agência de Promoção das Exportações
(Apex), com foco nas micro e pequenas empresas. Os projetos da Apex já
envolvem mais de 8 mil empresas, em 400 municípios.
Outro fator positivo é o surpreendente
saldo da balança comercial brasileira, cujo superávit previsto para
2002 -pelo menos US$ 10 bilhões- será o maior desde 1994. As previsões
mais otimistas, no início do ano, apontavam para metade desse valor.
Além da desvalorização cambial e
da conseqüente redução das exportações, o desempenho da balança
comercial neste ano será resultado de uma mudança de mentalidade das
empresas, principalmente as de menor porte, que passaram a ver no comércio
exterior uma perspectiva viável de crescimento.
de olho nesse nicho, as principais
empresas de transporte expresso incrementaram ou lançaram seus serviços
exclusivos para atender a demanda. FEdeX, DHL e até os Correios
passaram a dar atenção à exportação simplificada.
No início de setembro, a FEdeX lançou
comercialmente no Brasil o serviço WEM, que estava em teste com
empresas selecionadas havia um ano. Ele utiliza a declaração
Simplificada de exportação (DSE), do Sistema de Exportações
Brasileiras (Siscomex), que permite a liberação dos embarques de
produtos no valor máximo de US$ 10 mil diretamente pelo exportador, sem
a intermediação de despachante.
´Com a subida do dólar, muitas
empresas que não tinham know-how e, no passado, consideravam a exportação
inviável, começaram a ter esse foco´, afirma Guilherme Gatti, diretor
de Marketing da FEdeX para a América Latina, Porto Rico e Caribe.
Segundo ele, a estratégia da empresa será o investimento em propaganda
e marketing direto com usuários, para ´educá-los para essa tecnologia´.
Para o exportador, todo o processo
pode ser feito pela Internet, no site da empresa. O gerenciador WEM
prepara e imprime os documentos que acompanham a mercadoria a ser
embarcada, transfere as informações diretamente para o Siscomex,
agenda a coleta e faz o rastreamento instantâneo das remessas, que pode
ser acompanhado pelo usuário em seu próprio computador.
Gatti prevê uma ´participação
significativa´ do serviço NA movimentação total da empresa no País
já no próximo ano, sem revelar números. A FEdeX atua em 211 países e
teve, no ano passado, faturamento de US$ 16 bilhões. Tem 640 aeronaves
e 44,5 mil veículos em sua rede integrada global.
No Brasil, a empresa possui quatro
centros de distribuição, em São Paulo e Campinas (SP), Rio de Janeiro
e Porto Alegre. Atua com uma frota de 130 veículos e duas aeronaves -um
DC-10-30 e um B727-200-, que decolam cinco vezes por semana do aeroporto
de Viracopos, em Campinas.
No Sul, além da base operacional
da capital gaúcha -que atende a região metropolitana, o Vale dos Sinos
e Caxias do Sul com veículos e pessoal próprio, a FEdeX tem parcerias
com duas empresas de transporte. A Transportadora Americana atua no
interior do Rio Grande do Sul e em todo o Estado de Santa Catarina, e a
Transportes Araçatuba, no Paraná. A FEdeX tem dois representantes de
vendas, em Curitiba e Joinville.
Segundo Gatti, em breve as duas
empresas representantes passarão a usar também a bandeira FEdeX, sem
perder suas próprias logomarca
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