Genoma do camundongo reúne rivais

Numa incomum parceria, pesquisadores ligados ao consórcio público que sequenciou o genoma humano e à empresa americana que competiu com ele na corrida pela decifração do DNA do homem assinam juntos o estudo que marca a produção do mapa físico do genoma do camundongo.
A pesquisa, produzida por cientistas de instituições que incluem, entre outros, o The Wellcome Trust Sanger Institute (um dos principais parceiros britânicos do Projeto Genoma Humano) e o The Institute for Genome Research (mais conhecido pela sigla Tigr, ligado à companhia americana Celera), está publicada na internet desde ontem pela revista "Nature" (www.nature.com).
O mapa físico é um rascunho organizado das letras já conhecidas de um genoma. É ele que permite a realização de comparações mais genéricas entre genomas de organismos diferentes e ajuda a preencher as lacunas nas sequências (tarefa que, no caso do camundongo, só deve estar concluída em 2005).
A conclusão do genoma do camundongo é vital para o melhor aproveitamento dos dados do genoma humano. Como o material genético do roedor é muito similar ao do homem, será muito mais fácil localizar sequências importantes no DNA humano e suas respectivas funções comparando-as com as equivalentes animais.
O camundongo também é um animal modelo para a realização de experimentos de laboratório que objetivem a criação de medicamentos para humanos, o que valoriza ainda mais o entendimento de sua composição genética. 

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