Casa Branca estuda exame prévio de segurança para alimentos transgênicos

Preocupada com a possibilidade de que vegetais geneticamente modificados (transgênicos) alcancem inadvertidamente a cadeia alimentar, a Casa Branca está propondo novos controles de segurança para proteger consumidores e evitar a necessidade perturbadora de recolher produtos do mercado.
As regras publicadas ontem se baseiam na premissa de que há tantos experimentos de campo com plantas geneticamente modificadas que algumas inevitavelmente encontrarão um caminho até os alimentos, seja por polinização cruzada, seja pela mistura de sementes de variedades transgênicas com outras.
Como as culturas em teste não foram aprovadas para plantio comercial e consumo humano, mesmo níveis pequenos de contaminação poderiam motivar alarmes para a saúde pública ou recolhimento de produtos.
O Escritório de Políticas de Ciência e Tecnologia da Casa Branca está sugerindo que as culturas transgênicas passem por uma avaliação preliminar de segurança, a cargo da EPA ou da FDA [agências ambiental e de fármacos e alimentos, respectivamente", antes que os experimentos de campo se disseminem a ponto de tornar a contaminação provável.
A avaliação, que não seria obrigatória, investigaria se a nova proteína introduzida na planta por engenharia genética não é tóxica ou capaz de provocar alergias. Se o vegetal for considerado inofensivo, as pequenas quantidades que escaparem para a cadeia alimentar não causariam alarmes ou recolhimentos.
A Casa Branca espera também que importadores de produtos americanos deixem de rejeitar carregamentos por causa da presença de níveis baixos de organismos geneticamente modificados não-aprovados.
A proposta não especifica quanta contaminação seria permitida nas análises.
Testes de campo são hoje sujeitos só à aprovação do Departamento de Agricultura, que se concentra em efeitos ambientais. A FDA e a EPA verificam aspectos de saúde, mas em geral não antes que as plantas estejam próximas da comercialização.
A Organização da Indústria Biotecnológica recebeu bem as novas propostas: "Para consumidores, esse aperfeiçoamento acrescenta outra camada de segurança para o controle existente de culturas agrícolas".
(ANDREW POLLACK, DO "THE NEW YORK TIMES")


 

 

 

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