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Oliveira
Olea europaea L.
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A oliveira é
uma das plantas cultivadas mais antigas e tem actualmente um
grande interesse comercial. A sua forma silvestre (Olea eropaea
ssp. Silvestris) é geralmente arbustiva e tem folhas mais
pequenas, frutos esféricos e ramos espinhosos. Já na Antiguidade
o azeite era utilizado na cozinha, como iluminação e também com
fins litúrgicos. Trás-os-Montes é um dos maiores produtores
nacionais de azeite e o brilho prateado dos seus olivais são uma
presença constante na paisagem transmontana. É uma árvore que
raramente ultrapassa os 10 m de altura e, como geralmente o
homem intervém no seu crescimento, pode apresentar diferentes
tipos de copas. Pode atingir os 1500 anos, sendo por isso a
árvore europeia de maior longevidade. Necessita de muita luz
para se desenvolver e de solo de boa qualidade. As geadas
costumam afectar o seu crescimento e a maturação dos frutos,
pelo que convém que o terreno esteja protegido do frio. As
folhas da oliveira são um pedúnculo curto, com 4 a 8 cm de
comprimento, com uma cor verde acizentada na página superior e
prateada na página inferior, devido à presença de inúmeras
escamas apertadas em toda a superfície. As flores são pequenas e
brancas, e com um aroma agradável. Os frutos, as azeitonas, são
a princípio verdes e, quando maduros, variam entre o violáceo e
o preto. São comestíveis, depois de curados, ou transformadas em
azeite.
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