|
Itaipu pesquisa produção de hidrogênio
Foz do Iguaçu (PR) - Projeto começa a ser
desenvolvido já no início de 2006 com a Unicamp, Ford e
Daymler-Chrysler.
A Itaipu Binacional poderá se tornar um grande
centro produtor de um dos combustíveis do futuro -- o
hidrogênio, utilizando a capacidade de suas máquinas de produzir
energia fora das horas de pico, principalmente à noite.
Um projeto nesse sentido está sendo
desenvolvido e deverá começar a operar em escala de pesquisa e
desenvolvimento a partir do início do ano que vem, em Foz do
Iguaçu, num trabalho conjunto com a Unicamp, de São Paulo. A
Ford e a Daymler-Chrysler fornecerão os veículos que irão
circular com hidrogênio para efeito de demonstração, e que
significam aproximadamente da metade do custo do projeto-piloto.
O maior problema na produção do hidrogênio é o alto consumo de
energia elétrica na sua produção em grande escala e também o seu
transporte que, num percurso superior a 200 quilômetros de
distância, é inviável economicamente. "Nós temos as duas
maneiras de solucionar o problema. Há uma grande quantidade de
água que é jogada fora a noite porque não existe consumo.
Assim, poderemos usar a energia que seria
produzida com ela, e que está sobrando, para a produção do
hidrogênio", explica o diretor técnico da Itaipu Binacional,
Antônio Otelo Cardoso. "E temos a vantagem de possuir extensas
linhas de transmissão, o que quer dizer que a fábrica ou planta
industrial comercial poderia ficar mais próxima de um grande
centro consumidor como São Paulo, por exemplo, agregando apenas
o custo do transporte da energia pela linha para esta unidade de
produção", acrescenta.
O que a Itaipu quer como estratégia é se preparar para uma
modificação no mercado das grandes cidades onde a legislação
ambiental está sendo alterada de maneira drástica em várias
partes do mundo e inclusive o Brasil. "Grandes metrópoles como
Los Angeles e mesmo São Paulo logo terão áreas onde será
permitida somente a circulação de veículos que não ocasionem
qualquer tipo de poluição como os elétricos e os movidos a
hidrogênio. Acredito que isso pode envolver muitas outras usinas
brasileiras que também tem sobras de água noturnas", diz o
diretor da Itaipu Binacional.
O projeto com a Unicamp é para mapear custos e parâmetros de
produção, já que a tecnologia por eletrólise é antiga e
amplamente conhecida em todo o mundo. Depois de conhecer estes
números, a Itaipu irá à busca dos parceiros que podem alavancar
o negócio e desenvolver o projeto de produção de hidrogênio em
escala comercial.
Carro elétrico
Itaipu também estará iniciando no ano que vem os testes com um
carro elétrico de passeio que utiliza baterias de alto
rendimento, em parceria com a Eletropaulo, a canadense Ballares
e a Petrobras. "Nesse caso queremos ajudar no desenvolvimento de
um veículo de passeio comercialmente viável testando a
tecnologia que existe ou que possamos ajudar a desenvolver",
informa Antonio Otelo Cardoso.
Origem:(Gazeta
Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Norberto Staviski)
|