
Bela Vista conquista
certificação ambiental
São Paulo, 12 de Novembro de 2002 - A
busca constante da melhoria de produtividade e de produção
proporcionou à empresa de genética bovina Central Bela Vista a obtenção
das certificações ISO 9001 e 14001, que garantem a qualidade de serviços,
produtos, além do compromisso com a preservação ambiental. Segundo o
pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro Filho, presidente da Central, é a
primeira empresa do setor pecuário a receber a certificação
ambiental.
Segundo o empresário rural, foram necessários
investimentos em prevenção de poluição, monitoramento de resíduos e
educação ambiental pela Bela Vista para a obtenção das certificações,
além da mudança de cultura por parte de todos funcionários.
"Houve uma modificação completa de todos os sistemas de
trabalho", afirma.
Localizada no município de Pardinho
(SP), a cerca de 200 quilômetros de São Paulo, a Central Bela Vista
vende em média 750 mil doses de sêmen por ano das raças angus,
brahman, brangus e nelore - "as quatro principais raças dos países
do Mercosul" -, um trabalho feito em parceria com a empresa Alta
Genetics. A parceria tem cerca de 100 reprodutores.
Além da coleta e venda de sêmen e embriões,
a Central Bela Vista tem trabalhos em pesquisa genética, em convênio
com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu (SP) uma
tecnologia de animais superprecoces. O programa é coordenado pelo
professor Antônio Carlos Silveira que já representa resultados práticos
com a produção de carne de excelente qualidade a partir de animais
abatidos entre 12 e 13 meses. "Nosso objetivo é a venda de carne
bovina de qualidade."
Novilho superprecoce
O programa de novilho superprecoce já
tem obtido resultados práticos, com a comercialização de carne bovina
a alguns frigoríficos e até restaurantes, segundo informa Jovelino
Mineiro.
O intenso trabalho em genética, manejo e
alimentação proporcionou à empresa a obtenção dos chamados novilhos
superprecoces. Os animais são desmamados aos cinco meses e obtêm
alimentação especial - com destaque para silagem de milho úmido - nos
próximos cinco ou sete meses, que o deixam aptos a serem abatidos.
"A carne obtida é de excelente qualidade.
O empresário Jovelino Mineiro está na
área rural há 25 anos. Sociólogo e economista, com doutorado na
Universidade Sorbone, na França, o pecuarista também atua na
agricultura, com o cultivo de grãos.
Mineiro tem aproximadamente 1,5 milhão
de pés de cafés na região de Cornélio Procópio, no norte do Paraná,
além de outros 500 mil pés em Buritis (MG). Nesta fazenda em Minas, o
empresário também se dedica à pecuária. O empresário também
cultiva soja. Nos municípios paulistas de Rancharia e em Teodoro
Sampaio o empresário cultiva cerca de 6 mil hectares com o grão.
Idade média
Nos últimos anos, o investimento em pecuária
tem proporcionado grandes avanços no setor. A idade média de abate de
animais no Brasil, por exemplo, caiu 18% em dez anos, um reflexo da
melhoria obtida da pecuária. Segundo José Vicente Ferraz, diretor da
FNP Consultoria, hoje o abate de bovinos é feito na média em 37 meses,
enquanto há dez anos esta média era algo entre 44 e 46 meses. "É
um avanço significativo, sobretudo pelo tamanho do rebanho brasileiro,
de 170 milhões de cabeças."
Outro quesito que pode atestar a melhoria
da produtividade da pecuária brasileira é a taxa de abate, ou seja, a
participação de animais abatidos em relação ao tamanho do rebanho.
Segundo a FNP, a taxa deve fechar em 23,7% neste ano, em relação a
21,6% em 1993. "É uma melhoria significativa", diz.
Além disso, a taxa de mortalidade caiu
muito nos últimos anos e a de natalidade aumentou, embora seja difícil
quantificar tais índices, segundo informa Vicente Ferraz.