Conservação das florestas
05/10/2002
Uma carta com 14 propostas para políticas públicas de meio
ambiente, entre elas, a criação de uma Agência Nacional de
Florestas, será encaminhada aos candidatos à presidência da República
e ao governo do Estado de São Paulo ao longo desta semana pelos
organizadores do Seminário "100 anos das Árvores no
Brasil". O documento, aprovado por unanimidade, resume as
principais propostas do encontro de três dias, encerrado ontem,
em Rio Claro, no interior de São Paulo. O seminário foi
patrocinado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Prefeitura
Municipal de Rio Claro.
Potência Florestal
A denominada "Carta de Rio
Claro aos Presidenciáveis" pede aos candidatos que as sugestões
sejam inseridas na agenda dos próximos governos federal e
estadual. Além da Agência Nacional de Florestas para cuidar e
normatizar o desenvolvimento da produção, o documento propõe
fortalecer a ciência e tecnologia para transformar o Brasil em
potência florestal. Também é sugerida a retomada do plantio de
florestas para evitar situação já definida como "apagão
florestal", nos próximos anos.
Outro ponto reivindicado é o
resgate urgente, pelo governo federal e Congresso Nacional, do
projeto de lei sobre a biopirataria, de autoria da senadora Marina
Silva, aprovado em 1998 pelo Senado. É sugerida ainda a inclusão
nos próximos acordos internacionais de redução de 15 a 20% no
ritmo de desmatamento na Amazônia, além da democratização das
informações dos projetos Sistema de Proteção da Amazônia
(Sipam) e Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).
Cúpula Mundial
A exigência de fortalecer os órgãos
que planejam e implementam políticas de recursos hídricos e a
busca urgente de alternativas de financiamento da recuperação
dos mananciais também constam do texto. A carta propõe a
retomada da proposta brasileira na Cúpula Mundial de
Johannesburgo, a Rio +10, de que 10% da energia consumida no
planeta, exceto a opção nuclear, provenha de fontes renováveis.
Os ambientalistas pedem ainda a
transformação da Floresta Edmundo Navarro de Andrade,
administrada pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio
Ambiente de São Paulo, em referência nacional para pesquisas e
desenvolvimento ambientais de florestas plantadas e ecossistemas
autóctones.
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