ANTI-OXIDANTES E RADICAIS LIVRES

Radical Livre! O nome parece a bandeira de luta de um movimento extremista. Na verdade, os radicais livres são parte de uma batalha travada no próprio organismo. 

Embora não se saiba muito ainda sobre eles - 20 após sua descoberta ainda suspeita-se que estejam envolvidos no desenvolvimento de maior parte das doenças - existe uma relação de doenças potencialmente letais nas quais os radicais livres estão implicados, como câncer, catarata, artrite e ataque cardíaco. 

Quando oxigênio que respiramos entra na corrente sanguínea através dos pulmões, viaja até as células, onde será utilizado para a produção de energia requerida pelo organismo. 

Neste processo que ocorre no interior das mitocôndrias, uma pequena percentagem de moléculas de oxigênio "escapa" com um elétron a menos em sua última camada orbital. Esses são os radicais livres. Radicais porque possuem uma camada externa de elétrons incompleta, e livres porque, pela sua natureza elétrica de radical, ficam soltos pela célula a caça de outros elétrons para deixarem de ser radicais estabilizando-se. 

É exatamente esta atividade de caça de elétrons que torna os radicais de oxigênio tão perigosos à vida: atuando sobre uma molécula da parede de uma célula, um radical rouba-lhe elétron, tornando-a um outro radical e alterando sua natureza anterior. A parede da célula seria destruída neste ponto, literalmente oxidada, isto é, enferrujada, e haveria um novo radical agindo na célula. 

Fatores externos como poluição, consumo de álcool e tabagismo são aliados dos radicais, pois interferem nos mecanismos de defesa que o próprio organismo desenvolve para combatê-los. 

Os principais agentes nesse combate são os anti-oxidantes, que atuam fornecendo o elétron que o radical livre tanto busca e, desta forma, estabilizando-o. O agente anti-oxidante, nesse trabalho, geralmente se transforma em uma molécula que é eliminada. 

Os seus representantes de maior significância para o organismo humano são as conhecidas vitaminas E e C. 

Muito mais fácil se ser obtida que a vitamina E, na maioria dos mamíferos a vitamina C é produzida pelo organismo à medida em  que vai sendo necessária. O homem, alguns primatas próximos dele, o porquinho da India e outros poucos mamíferos são, reconhecidamente, dependentes da alimentação para o suprimento das necessidades dessa vitamina. 

A vitamina C, no entanto, é uma molécula muito instável, perdendo-se como tal quando o alimento fonte está em contato direto com a luz, com o ar ou com o calor. Além disso, por ser solúvel em água, quantidades significativas são perdidas no cozimento.

Frutas e saladas cruas, portanto, são a regra para o consumo. Salsa, rúcula e pimentão como salada e frutas como camu-camu, acerola, goiaba, caju e laranja estão entre as mais recomendáveis

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