15/10/2002
Cientista diz que Governo da Colômbia já iniciou as pesquisas com fungos contra plantações de coca e de papoula
MARCELO AMBROSIO do JB
A guerra biológica na Amazônia é real. Está bem ali do nosso lado, na Colômbia, ainda restrita a laboratórios mas perto, muito perto, de mudar de cenário. Para cumprir o prazo de cinco anos estabelecido pela ajuda militar americana para erradicar metade das plantações de coca e papoulas nas suas florestas, o país terá que usar mais do que as toneladas de herbicidas químicos que vem despejando de aviões desde 1976. A ameaça não dimensionada à biodiversidade está no compromisso para o uso de fungos e outros vetores sobre a floresta, confirmado finalmente pelo governo no fim do mês passado depois de muitas negativas. Adotar a "solução verde" foi a maneira de acabar com culturas ilícitas de forma, aparentemente, seletiva.
"Foi iniciada uma investigação sobre possíveis controles biológicos a partir da fauna e da fora nativas, com a qual se assegura não existir risco para o meio-ambiente e a saúde", afirma o Ministério do Meio-Ambiente colombiano em nota oficial. O comunicado responde às críticas à proposta de se usar na floresta um herbicida que teria sido desenvolvido com DNA de um tipo importado do fungo Fusarium Oxysporum.
Risco - A resposta esconde mais do que explica. Isso porque, entre as possibilidades de controle biológico nativo - e é preciso que se encontre uma rapidamente - fungos como este têm a preferência pelo ataque interno às plantas, que morrem, em média, em três semanas. "Temos um tipo de Fusarium Oxysporum nas regiões onde se plantam a coca e a papoula. Provavelmente será esse o caminho a seguir. E é perigoso da mesma forma", avalia o sociólogo e escritor colombiano Ricardo Vargas, há 12 anos analisando os efeitos sociais e ambientais da dispersão química por aviões na floresta e em seus habitantes.
Ligado à ONG Acción Andina, Vargas está certo de que o projeto, que custará US$ 3 milhões, já começou, longe dos olhos da opinião pública e vai além da simples pesquisa, como vinha dizendo o Ministro do Meio-Ambiente, Juan Mayr. "Não se faz pesquisa sem objetivo prático. É parte essencial do plano assinado com os Estados Unidos e não haverá ajuda se não for cumprido. E o tempo é muito curto", analisa, revelando que a coordenação das pesquisas, secretas, estaria a cargo da Polícia Antinarcóticos do Ministério da Justiça. "Os ministério da Saúde e do Meio-Ambiente não têm acesso", garante ele, por telefone, de Bogotá.
Nota - A desconfiança está baseada também nas contradições do discurso oficial. A nota do Ministério do Meio-Ambiente afirma que o projeto inicial - de testes com o Fusarium importado - tinha apoio do Programa Internacional de Drogas das Nações Unidas.
Será? "Isso simplesmente não existe. O principal elemento da nossa estratégia é o desenvolvimento alternativo. Trabalhávamos com o governo da Colômbia para um método ambientalmente seguro à erradicação de cultivos ilícitos por fumigação aérea, mas não chegamos a nenhum acordo", declarou o diretor executivo do Programa das nações Unidas para Fiscalização Internacional de Drogas (UNDCP), Pino Arlacchi, em comunicado emitido em Viena, Áustria, no último dia 2.
Área - A UNDCP está tão preocupada que o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, designou um alto funcionário da instituição para acompanhar o caso. O emissário, o norueguês Jan Egeland, já está trabalhando em Bogotá. Procurados pelo JORNAL DO BRASIL, os representantes do governo negam tudo, até o teor da nota que emitiram. "Não vamos usar nada biológico. A erradicação deverá ser obtida através da fumigação com herbicidas e do corte manual", declarou o porta-voz do ministério, Carlos Rangel.
Ricardo Vargas contesta a afirmação usando a "matemática da coca". "Desde 1976, as plantações cresceram numa proporção muito mais rápida que a capacidade de fumigação. Dessa forma, nem em cem anos eles conseguirão acabar com os cultivos. Mas certamente acabarão com a floresta antes disso", analisa. Em tempo: em 1994 existiam 40 mil hectares plantados com coca na Colômbia. Hoje, depois de fumigados 230 mil hectares apenas nos anos 90, restaria ainda o triplo a ser atacado, apesar de o governo colombiano ter anunciado, quinta-feira, que em 2000 já foram destruídos quase 43 mil hectares.
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Fungo ataca ser humano
Centro da discussão sobre o controle biológico da planta da coca, o fungo Fusarium Oxysporum tornou-se a vedete dos debates sobre a guerra biológica na Amazônia depois que, no início de julho, foi divulgada a informação de que seu uso, ou melhor, o uso de uma parte do seu DNA que ataca especificamente a coca, serias importada com o aval da ONU para fazer parte do pacote antidrogas na Colômbia.
Segundo a micóloga da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, Kátia Rodrigues, o Fusarium é um tipo de fungo fitopatogênico, ataca apenas as plantas. "Ele se aloja no sistema radicular das espécies, causando danos vasculares e impedindo que haja circulação de seiva. A planta morre asfixiada", analisa. Kátia confirma a possibilidade de um ataque específico. "Há um tipo de fungo na família que afeta a Eritroxilum coca, como a planta da coca é conhecida. O problema é que fungos atacam também insetos e outras plantas. Ninguém sabe que tipo de dificuldade surgiria da introdução de grande quantidade de uma espécie. Será que ele destrói somente a coca?", pergunta.
Além da questão da manipulação, a micóloga ressalta que é preciso lidar com os fungos tendo em mente que eles se alteram. "O próprio Fusarium encontrado aqui no Brasil antes fitopatogênico, já está causando infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos, como os soropositivos, além da onicomicose, uma doença nas unhas e ceratite, inflamação da córnea", descreve a cientista. Curiosamente, uma das culturas do laboratório da Fiocruz veio das areias da Praia de Ipanema.
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A sombra tóxica do Glifosato
Independente do desmatamento que cria ao destruir as plantações, os efeitos da fumigação prolongada com o herbicida Glifosato sobre as áreas de coca e papoulas já começaram a aparecer. E poderão, segundo o cientista colombiano, chegar ao Brasil pelos rios Japurá e Icá, no Amazonas. Nos Estados Unidos, o fabricante foi obrigado judicialmente a retirar do rótulo a expressão "biodegradável". "E o que tenho visto confirma que é um produto que se acumula. Só morre 27% daquilo que se fumiga", conta ele. Nos catálogos disponíveis no Brasil, o Roundup, ou Fosfometilglicina, aparece como um herbicida de persistência curta no ambiente, com deslocamento pequeno, absorção lenta pelas plantas e sem seletividade.
Em áreas de pasto, o local atingido pelo spray aéreo costuma ficar amarelado por mais de um ano. "O gado que consome essa gramínea perde peso e pelos. Além disso, morrem galinhas e outros pequenos animais. Espécies inteiras de peixes desaparecem de uma hora para outra", afirma outro cientista, o biólogo holandês Martin Jelsma, do Instituto Transnacional, organização com sede em Amsterdam que se dedica à pesquisa do narcotráfico em todo o mundo.
Porém, mais que os animais, é a população que sofre. "A ingestão da água de rios ou de alimentos nessas regiões tem provocado vômitos, diarréia, dores de cabeça e náusea. Sabe-se lá que moléstias virão", descreve o biólogo. No ecossistema, o maior prejuízo é o desaparecimento de uma espécie de palma, o Cananguchal, "oásis vegetal" que abriga e alimenta vários animais e pássaros amazônicos. É também essencial à vida dos índios, que a chamam de Árvore da Vida, tal a gama de utilizações.
E não foram poucos os litros de Glifosato lançados em vôos que, atualmente, atingem também culturas de subsistência das comunidades rurais pobres. São misturadas às plantações de coca como uma tática dos traficantes ou alternativa desesperada de quem já teve a terra atingida indiscriminadamente - um dos efeitos sociais mais drásticos da fumigação. Segundo Jelsma, entre 1992 e 1998, 1.897.357 litros de Glifosato foram jogados sobre áreas de coca. As papoulas receberam, no mesmo período, 540.979 litros.
Poderia ser pior. Por pressão americana, testes com os herbicidas granulados Imazapyr e Tebuthiuron foram feitos na Colômbia. Contra a vontade do mesmo Ministério do Meio-Ambiente que garante que a pesquisa biológica não será usada e dos próprios fabricantes. "Além de mais tóxicos, eles poderiam ser lançados a uma altitude maior, contra os 10 a 15 metros do Glifosato. Com isso, áreas muito maiores seriam afetadas", avalia Ricardo Vargas.
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ENTREVISTA / RICARDO VARGAS
Ameaça real
Sociólogo, autor de vários livros sobre temas andinos, com larga experiência no acompanhamento local dos efeitos sócio- econômicos da ação contra drogas nas florestas colombianas, Ricardo Vargas é um dos muitos cientistas que vêm tentando representar, para a sociedade, o papel de "periscópio", furando o muro de silêncio em torno do combate biológico às drogas erguido à sombra dos compromissos assumidos com o Plano Colômbia. Compromissos que, segundo ele, impõem muito mais em consequências do que cedem em soluções, sobretudo no campo econômico. "O único benefício comercial que o país terá será a facilidade na entrada, no mercado americano, de produtos têxteis e manufaturados. Isso deixa toda a população envolvida com o plantio da coca de fora de qualquer programa de substituição", afirma. O tema é tão preocupante para a comunidade científica dos países vizinhos que será objeto de uma conferência internacional que será realizada em Quito, no Equador, em outubro.
- No que o sr. se baseia para temer a pesquisa anunciada pelo governo ?
- Em 25 anos de ataque aos cultivos ilícitos, nunca foram realizados estudos de impacto sobre a saúde e o meio-ambiente provenientes do lançamento de herbicidas. Não há acesso, estrutura e equipamentos para medir o impacto, que já é sério sem a guerra biológica. Se não foram criados dispositivos para estudar os efeitos dos herbicidas, logicamente não o serão para fungos e outros agentes.
- Quais seriam os riscos para países vizinhos como o Brasil?
- O argumento de que se tentará usar apenas agentes biológicos nativos é uma desculpa para escapar das críticas ao Fusarium importado. Para o prazo acordado, até 2005, a alternativa poderia ser o mesmo Fusarium Oxysporum que há na semente da coca, que é controlado pela natureza. Espalhar quantidades maiores representa um desastre potencial para toda a Amazônia. Incluindo a brasileira.
- Por que?
- Porque em um ambiente natural estariam entrando mais agentes, mesmo nativos, de uma mesma espécie muito superior ao que a natureza consegue administrar. Os efeitos dessa superpopulação são imprevisíveis.
- O governo nega.
- O ministro do Meio-Ambiente, Juan Mayr, enviou uma carta à Organização de Povos Indígenas Colombianos afirmando que o controle biológico é uma alternativa que está sendo buscada. O estilo de governo aqui é assim, vertical, excludente, secreto e arbitrário. A comunidade científica não participa do projeto.
- Qual foi a reação dos países mais próximos à decisão pelo ataque biológico?
- Estão temerosos. Peru e Equador, por exemplo, já proíbem qualquer tipo de pesquisa com agentes biológicos e até a fumigação. A Bolívia não proibiu, mas, segundo o presidente Hugo Banzer, os pés de coca estarão extintos lá antes que o agente esteja desenvolvido. Não sei do Brasil.
- Nunca houve acompanhamento dessas questões?
- Até 1986 algumas comissões estiveram fizeram análises. Os governos anteriores criaram mais exigências e debates, mas não condições técnicas. Somos o país que mais fumigou cultivos no mundo e o que menos sabe do impacto sobre a saúde.
- Voltando ao Brasil, a ameaça biológica assusta. Mas a contaminação por químicos não é mais imediata?
- Sim, e mais drástica. Apenas entre 1992 e 1998, foram jogados na floresta 1 milhão e 900 mil litros de herbicida Glifosato (conhecido como Roundup) sobre áreas de coca e 541 mil litros sobre papoulas. Tudo isso foi para algum lugar.
- Para onde?
- A água leva o excesso do herbicida, e também os produtos usados para prepará-lo, como vinagre e dispersante, um surfactante altamente tóxico. Além disso, o solo recebe químicos do processamento da pasta base da coca, como gasolina, cimento, ácido sulfúrico e permanganato de potássio.
- Que áreas o Sr. apontaria na Colômbia como críticas? O Brasil pode estar sofrendo esse envenenamento?
- Eu destacaria os vales dos Rios Putumayo e Caquetá. Os dois estão arrastando uma quantidade de elementos para o seu país, para o Amazonas. (No Brasil, o Putumayo vira Japurá e o Caquetá é rebatizado de Icá).
- Os defensores do herbicida afirmam que não é agressivo ao meio-ambiente. O que leva o sr. a concluir o contrário?
- O tempo do uso e também o fato de que, na Colômbia, a proporção da mistura não é a recomendada pelo fabricante (a americana Monsanto). O ideal é que em 200 galões, 10 sejam de Glifosato, 184 de água, 4 de vinagre e dois de surfactante. Dois a três litros são suficientes para desfolhar um hectare (10 mil metros quadrados). Aqui se usam 13 litros por hectare em uma mistura que, muitas vezes, traz o dobro da quantidade de herbicida. (M.Am.)
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ARMAS BIOLÓGICAS EN LA GUERRA CONTRA LAS DROGAS
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información:
Martin Jelsma (mjelsma@tni.org)
or Ricardo Vargas Meza (rivarme@colomsat.net.co)
Informe
de prensa: Naciones Unidas se Retiran de Planes para Usar Armas
Biológicas contra las Drogas en Suramérica
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La política internacional de drogas está virando hacia una estrategia agresiva de reducción de la oferta de drogas ilícitas. En lugar de enfatizar el trabajo en la reducción de la demanda, más y más esfuerzos y recursos están siendo canalizados en la erradicación forzosa de los cultivos utilizados en la producción de drogas. Las herramientas preferidas de los países que promueven la erradicación forzosa son la fumigación con químicos, que se ha intesificado en varios países productores de drogas y, más recientemente, la introducción de agentes biológicos para la erradicación, que se ha sumado al arsenal de los guerreros contra la droga.
Los Estados Unidos son la fuerza política detrás del uso de armas biológicas y han llevado a cabo programas encaminados a identificar, probar y usar agentes microbiológicos para matar los cultivos de marihuana, amapola y, en especial, coca. Varios candidatos patógenos han sido identificados y desarrollados, e incluso, en el trabajo de laboratorio, se ha usado ingeniería genética para crear cepas de microbios con virulencia mejorada . Parte de la investigación y las pruebas de campo se están siendo llevando a cabo através del Programa de las Naciones Unidas para la Fiscalización de Drogas (UNDCP por sus siglas en inglés), con el patrocinio y apoyo de los Estados Unidos. Pese a los intentos de alto nivel de internacionalizar el apoyo a esta investigación, solamente el Reino Unido ha accedido a respaldar la idea de EEUU de la erradicación biológica con dinero.
En una antigua planta soviética de armas biológicas en Uzbekistan, varios científicos están intentando perfeccionar el hongo Pleospora, que destruye la adormidera – fuente de la oferta ilegal de heroína en el mundo–. Aunque el PNUFID está a la cabeza del proyecto del hongo, los americanos son los auténticos promotores, con los británicos aportando 100.000 libras. Ningún otro país se ha animado a participar en el programa.
Según un antiguo oficial del PNUFID entrevistado por el programa Panorama de la BBC, ha habido discusiones dentro del PNUFID donde “en un punto se consideraba seriamente intentar que el gobierno afgano en el exilio, en Islamabad, apoyara la aplicación del hongo”. Documentos oficiales adquiridos por Panorama en la oficina del PNUFID en Viena señalan el propio temor de NN.UU. sobre el proyecto que están dirigiendo. Conceden que el hongo puede ser difícil de contener una vez lanzado, y que existe una “remota posibilidad” de que el hongo afecte a otras especies e, incluso, que pueda “transformarse o mutar”.
Si bien el plan de Estados Unidos y UNDCP contempla el uso de armas biológicas en la erradicación de cultivos narcóticos a nivel global, Colombia es actualmente el foco de atención debido a la intensa presión política de los Estados Unidos para que este país utilice los agentes, como parte del Plan Colombia del Presidente Pastrana. El Congreso de Estados Unidos ha condicionado el paquete de 1.3 billones de doláres de ayuda principalmente militar a las pruebas de campo de las armas biológicas para ser usadas en la guerra contrainsurgente, focalizada en la región del Putumayo, área que hace parte de la frontera con Ecuador y parte alta de la cuenca compartida con Perú y Brasil.
El principal organismo que ha capturado la atención de la prensa y ha sido impulsado es una cepa de Fusarium oxysporum, desarrollada para matar los cultivos de coca. La idea de usar este organismo se originó en la Angencia Central de Inteligencia de los EEUU (CIA por sus siglas en inglés), quien cedió la investigación y el desarrollo al Departamento de Agricultura de EEUU. Existen, sinembargo, muchas otras especies en el arsenal de Estados Unidos, incluyendo virus e insectos, que han sido investigadas por científicos del gobierno norteamericano.
La publicidad alrededor del plan de EEUU de usar agentes biológicos en la erradicación ha provocado una profunda preocupación en la región - particularmente en Ecuador y Brazil - pero también en Perú, Bolivia y Venezuela&emdash;al igual que disidencias dentro del gobierno colombiano. Como resultado de dicha preocupación, se ha prohibido legalmente el uso del agente Furarium en Ecuador y Perú. Adicionalmente, y el Presidente y Ministro del Medio Ambiente de Colombia han desmentido de manera reiterada, pero ambigua, que Fusarium será autorizado. Recientemente, la preocupación regional resultó en la adopción de una posición conjunta de los Ministros de Medio Ambiente de la Comunidad Andina rechazando una cepa de Fusarium oxysporum.
Adicionalmente, la controversia alrededor de la plan de EEUU ha provocado que cierta reconsideración del asunto en Washington. A finales de agosto, el Presidente de Estados Unidos, sin renunciar al hongo, con la figura del ‘waiver", dejó de aplicar la condición que el Congreso le impuso a Colombia de aceptar los micoherbicidas, admitiendo que su uso sucita cuestionamientos sobre proliferación de armas biológicas. Debido a que el asunto del Fusarium amenazaba impedir la entrega de la ayuda de Estados Unidos a Colombia, el levantamiento de la condición del Congreso también satisfizo el deseo de anunciar el desembolso de los fondos para el Plan Colombia en tiempo para la reciente visita del Presidente Clinton a Cartagena.
No obstante la dilación y posible interrupción de los planes de usar Fusarium, el Ministerio de Medio Ambiente de Colombia está ejecutando un proyecto para identificar, probar y desarrollar agentes biológicos "nativos" para matar cultivos de narcóticos. El ministerio ha vinculado este proyecto a la problemática "Iniciativa Biocomercio" de la Conferencia de las Naciones Unidas para el Comercio y el Desarrollo.
En este momento, el futuro del trabajo de erradicación biológica en Colombia es incierto. El Ministerio del Medio Ambiente colombiano parece decidido a ejecutar un proyecto doméstico de investigación financiado por los Estados Unidos, en tanto que UNDCP ha aunciado que fracasaron sus conversaciones con el gobierno colombiano en lograr un acuerdo sobre pruebas de las armas biológicas en Colombia, aunque sigue adelante con el trabajo en Asia Central. Sin embargo, Estados Unidos recientemente, en mayo pasado, aseguró a las organizaciones de la sociedad civil que apoyaría investigación en erradicación biológica en Colombia solamente a través de un mecanismo multilateral. Entre tanto, un ministro del cabinete británico ha sugerido públicamente que Gran Bretaña podría retirar su apoyo a la erradicación biológica.
El uso de armas biológicas en la erradicación de cultivos narcóticos requiere acción a los niveles nacional, regional y global. Al nivel nacional, algunos países ya han tomado algunos pasos para prevenir el uso de armas biológicas dentro de sus territorios. Perú y Ecuador han adoptado normas que prohiben el uso de agentes biológicos en la erradicación de coca. Bolivia mantiene una política similar, en tanto que otros han inciado procesos parecidos. Los grupos de la sociedad civil necesitan analizar las posibilidades de prohibir las armas biológicas de la Guerra contra las Drogas en las agencias regionales y de las Naciones que trabajan en medio ambiente, recursos genéticos, salud, armamento y agricultura.
Más información:
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Breve historia de la Guerra Química y Biológica contra las Drogas, ponencia por Martin Jelsma a La Guerra contra las Drogas y el Uso de Armas Biológicas in Quito (Ecuador), 10-11 de octubre de 2000 |
Resumen: El anuncio de un “baño de glifosato” en el Putumayo y la amenaza de la apertura de un frente biológico en la guerra antidrogas son el escenario alarmante de la actual fase del Plan Colombia, cuyos orígenes vienen de tiempo atrás. Para comprender esta situación vale la pena revisar brevemente la historia de las políticas antidrogas a nivel internacional con respecto a la erradicación forzada de la materia prima -cultivos ilícitos- y específicamente en lo relativo al uso de agentes químicos y biológicos. [Véase también: Cronologia de la guerra química y biológica contra las drogas]
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Hongo contra la coca: PNUCID y la guerra biológica a las drogas en Colombia, por Martin Jelsma, febrero de 2000 |
Resumen: El gobierno colombiano y el Programa de Naciones Unidas de Control Internacional de las Drogas (PNUCID) están al punto de firmar un contrato que marca el comienzo de la guerra biológica contra la coca en el Sur de Colombia. El plan iniciará una serie de pruebas en el terreno abierto con el hongo Fusarium oxysporum, dirigidas a la evaluación de su eficacia contra el arbusto de la coca y determinando los riesgos ambientales implicados. [Ver: Draft Contract: UNDCP-Gov't of Colombia on mycoherbicides en mycoherbicide.net]
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Armas biológicas en la guerra contra las drogas, por Tom Blickman, septiembre de 1998 |
Resumen: En su controversial 'Estrategia de Eliminación del Cultivo de Coca y Amapola' (SCOPE) del Programa de Naciones Unidas para el Control Internacional de las Drogas (UNDCP), destinada a erradicar el cultivo ilícito de la coca y la amapola antes del año 2008, un parágrafo está dedicado a un programa de investigación para encontrar un agente biológico que podría destruir la amapola. Efectivamente, el UNDCP firmó un contrato con el Instituto Genético y de Biología Experimental de Plantas de la Academia de Ciencias de Uzbekistan para desarrollar un "agente fiable de control biológico" de la amapola.
Vease también:
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Articulos
en la prensa sobre la guerra biológica contra las drogas
| mycoherbicide.net
| Sunshine
Project
| Acción
Ecologica.
| Corporación
Unidades Democráticas para el Desarrollo (CEUDES).
| Montana
NORML (National Organization for the Reform of Marijuana Laws). |
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Ve también: Fumigación química. Un análisis del impacto negativo sobre el medio ambiente y el bienestar de la fumigación aérea de herbicidas químicas para erradicar los cultivos de drogas en América Latina. (Solamente disponible en inglés)
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El Programa Drogas y Democracia del TNI tiene como propósito hacer una reevaluación, a todos lo niveles políticos, de las políticas de drogas prohibicionistas y represivas, para que sean reemplazadas por políticas y directivas operacionales, basadas en principios acordes con un compromiso hacia la reducción del daño, el comercio justo, el desarrollo, la democracia, los derechos humanos, y la prevención de conflictos. Desde 1996, el programa Drogas y Democracia viene analizando las tendencias y repercusiones socio-económicas de la economía de las drogas ilícitas y de las actuales políticas antidrogas a lo largo y ancho.
El programa Drogas y Democracia realiza investigaciones de campo, coordina delegaciones de lobby, produce artículos y documentos informativos sobre actividades y reuniones de educación pública, todo ello dentro de un espíritu crítico a la aplicación de las actuales políticas de drogas y al régimen internacional de control de drogas. También dentro de los objetivos del programa, se han organizado en América Latina, Europa y Estados Unidos numerosas conferencias, seminarios y reuniones de debate. Fuera de eso, el programa es una fuente constante de trabajos de investigación, ensayos y libros sobre temas específicos como los esfuerzos químicos y biológicos de erradicación de cultivos ilícitos, la militarización de la guerra a las drogas, y los conflictos relacionados con los cultivos de droga. En 2001 TNI empezó con dos nuevas series publicaciones: Drogas y Conflicto - Documentos de Debate y los Informes sobre políticas de drogas.
La atención del programa está puesta en la revisión de mitad de periodo en abril de 2003 de los resultados de la Sesión Especial de la Asamblea General de la ONU (UNGASS en inglés) sobre drogas de 1998. El examen de mitad de período podría ser un momento crucial para sacar el control internacional de drogas de la filosofía de imposición de fechas límite en la cual ha quedado atrapado. Los Estados miembro de la ONU deberían reevaluar las actuales políticas antidrogas y desafiar la sensatez del marco de las Convenciones sobre drogas de la ONU. En particular, debería revisarse la meta poco realista de “... desarrollar estrategias con la perspectiva de eliminar o reducir significativamente los cultivos ilícitos del arbusto de coca, la planta de cannabis y la adormidera para el año 2008”, incluida en la declaración política de la UNGASS de 1998. Dicha revisión puede pasar sin pena ni gloria o convertirse en un evento importante. Todo depende del éxito de las organizaciones que trabajan en la reforma de las políticas de drogas en impulsar el debate político. (Ver: Control de drogas de las Naciones Unidas y Superando el impasse - Drogas: polarización y parálisis en la ONU, Drogas y conflicto nr. 5 Julio 2002).
En 1998, el programa ya emprendió un esfuerzo importante para garantizar que se oyera una voz crítica en la UNGASS sobre el problema mundial de las drogas. Se lanzó una exitosa campaña contra la aprobación de la Estrategia para la Eliminación de la Coca y la Amapola (SCOPE en sus siglas inglés), el plan del Programa de las Naciones Unidas para la Fiscalización Internacional de Drogas (PNUFID) para combatir la coca y la amapola en los próximos diez años. (Para una evaluación crítica de la estrategia SCOPE ver: Estrategia mundial antidrogas - Barniz de un colapso). El TNI participó en la elaboración del manifiesto de ENCOD (Coalición de ONG Europeas dedicadas al tema Drogas y Desarrollo), Para una política de drogas justa y eficaz, que es una propuesta de ONG preocupadas por las nefastas repercusiones del comercio de las drogas ilegales y de las políticas para controlarlo.
Otros proyectos importantes de investigación e incidencia tienen que ver con las fumigaciones químicas de coca y amapola en Colombia (Fumigaciones químicas de los cultivos de droga), y con la introducción de agentes biológicos para erradicar la coca y la amapola en todo el mundo (Guerra biológica en la guerra a las drogas). En marzo de 2001, TNI publicó Círculo Vicioso - La guerra química y biológica a las drogas, un informe sobre las fumigaciones químicos en Colombia, y las tentativas de desarrollar un hongo biológica para erradicar cultivos de drogas en América Latina y Asia Central.
La atención del programa está puesta también en las drogas como factor catalizador en el conflicto armado en Colombia. Dentro de esta perspectiva se ha desarrollado, junto con las comunidades campesinas, una propuesta para una política alternativa para las drogas que aumente las perspectivas de las negociaciones de paz, y en junio del 2000 se publicó el documento de debate, Cultivos Ilíctos y Procesos de Paz en Colombia – Una Propuesta para la Paz. En septiembre de 2001, se publicó una nueva informe en la serie Drogas y Conflicto sobre las fumigaciones en Colombia: Al calor del debate - Fumigaciones y conflicto en Colombia.
En 2001, los campesinos e indígenas del bajo Putumayo y las autoridades locales propusieron al alto gobierno colombiano un cese de las fumigaciones a cambio de compromisos de erradicación manual de las plantas de hoja de coca. La propuesta proponía un proceso gradual de sustitución, fortalecer proyectos productivos de mediano y largo plazo, asistencia técnica y capacitación de los campesinos. Sin embargo, Bogotá aprobó la propuestas bajo nuevas condiciones, que plasmaron el fracasado esquema de medir resultados por el número y rapidez de hectáreas erradicadas. Los pactos de erradicación han fracasado porque el gobierno impuso dos dinámicas a los cultivadores: plazos de un año para erradicar toda la coca bajo la amenaza de ser fumigados si incumplían, y una serie de decisiones sobre la política frente a los acuerdos que, en la práctica, terminaron por desmontar la concepción de desarrollo que tenía la propuesta original de las comunidades. (Ver: Pactos de erradicación en Colombia: Un fracaso que enseña, en Drogas & Conflicto nr. 4, Marzo 2002).
Como resultado de los ataques terroristas del 11 de septiembre en Nueva York y Washington, la economía ilícita de las drogas se convirtió en el centro de la atención internacional. Se identificó el tráfico de drogas como fuente de financiación del terrorismo, especialmente en el caso del régimen talibán en Afganistán. Se ignoraba el hecho de que los talibanes habían prohibido el cultivo de adormidera en julio de 2000, mientras la Alianza del Norte, los aliados de la alianza contra el terrorismo liderada por EEUU, obtenían ingresos procedentes de la economía del opio. En diciembre de 2001, el tercer número de la serie Drogas y Conflicto, Fusión de Guerras - Afganistán, Drogas y Terrorismo , se centró en este tema, subrayando la necesidad de tener en cuenta la economía del opio en el proceso de reconstrucción posbélica. También se creó una página web sobre Guerra y Opio en Afganistán (sólo en inglés).
El programa hace estudios de las regiones cocaleras de Perú y Bolivia con el fin de desarrollar un escenario de prevención de conflictos. TNI insta a aplicar el concepto de reducción del daño como base para una política de drogas racional y pragmática. Este concepto ya ha sido aplicado con éxito en muchos países, sobre todo en Europa, pero hasta ahora sólo desde el lado del consumo. Es hora de aplicar estos principios a la parte de la producción del fenómeno. El futuro del Desarrollo Alternativo, cuyo fin es estimular a los campesinos a abandonar los cultivos ilícitos, es uno de los puntos clave. Su éxito, sin embargo, es escaso. Décadas de esfuerzos para disminuir la oferta global de drogas, mediante una mezcla de represión y desarrollo alternativo, han fracasado. El TNI propone reconceptualizar la estrategia – separando desarrollo alternativo de erradicación forzosa y represión y garantizando a los campesinos el apoyo necesario para garantizar un futuro alternativo sostenible. En marzo de 2002, TNI publicó sus puntos de vista en Desarrollo alternativo y erradicación - Un enfoque desequilibrado en la serie Drogas y Conflicto. (A ver también la pagina web sobre Desarrollo Alternativo).
Se mantiene un monitoreo estrecho de la reestructuración de la infraestructura antidrogas del ejército estadounidense (pos-Panamá) en América Latina, y del establecimiento de los Centros operativos de avanzada o Forward Operating Locations (FOL) en Ecuador, El Salvador y Aruba/Curazao. Anteriormente, en mayo de 1999, el TNI y su contraparte Acción Andina, publicó un informe sobre el fracaso de las operaciones militares de interdicción en la estrategia antidrogas, en particular, el denominado éxito de la Interrupción del Puente Aéreo en la región de los Andes (Ver: Drug War in the Skies, solamente disponible en inglés). Se mantiene un monitoreo estrecho de la reestructuración de la infraestrustura antidrogas del ejército estadounidense (post-Panamá) en América Latina, y del establecimiento de las o Forward Operating Locations (FOL) en Ecuador, El Salvador y Aruba/Curazao. Previously, in May 1999, TNI and its counterpart Acción Andina issued a report on the failure of military interdiction operations as a counter-narcotics strategy, in particular the alleged success of Air-Bridge Interdiction in the Andes Region (See: , solamente disponible en inglés).
La primera fase del proyecto se concluyó en mayo de 1998, con la publicación del libro Democracias bajo Fuego – Drogas y Poder en América Latina. Un equipo de investigadores coordinado por TNI y Acción Andina ha producido una serie de artículos, folletos, además de documentos y libros, la mayoría de los cuales están disponibles en este sitio web. (Veáse: Publicaciones). El Parlamento Latinoamericano concedió, en octubre de 1997, el Premio Simón Bolívar de periodismo a la primera publicación del proyecto, Democracia, Derechos Humanos y Militarismo en la Guerra a las Drogas en América Latina.
El programa Drogas y Democracia es un proyecto conjunto del TNI, Acción Andina (plataforma de organizaciones no gubernamentales y de individuos en los países andinos), y Acción Sur (red similar coordinada desde Argentina para los países del Mercosur). El programa está coordinado por Martin Jelsma (TNI Amsterdam), Ricardo Vargas (TNI/Acción Andina Colombia), Theo Roncken (Acción Andina Bolivia), y Adriana Rossi (Acción Sur Argentina), quienes trabajan con un equipo de veinte investigadores en toda América Latina, y en cooperación estrecha con Washington Office on Latin America (WOLA - Oficina en Washington para Asuntos Latinoamericanos) y Consejo Europeo de ONG sobre Drogas y Desarrollo (ENCOD) en Bruselas.
Por otra parte, el TNI ha recopilado enlaces y documentación sobre los temas de drogas y democracia, la llamada ‘guerra a las drogas’, política internacional de control de drogas, derechos humanos, blanqueo de dinero y crimen organizado.
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El impacto negativo que tienen las aspersiones aéreas de químicos a los cultivos ilícitos sobre la sociedad, la salud y el medio ambiente en América Latina.
Un proyecto de investigación y una labor de incidencia que hacen parte del programa “Drogas y Democracia” del Transnational Institute y Acción Andina.
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información:
Martin Jelsma (mjelsma@tni.org)
or Ricardo Vargas Meza (rivarme@colomsat.net.co)
El libro Fumigación y Conflicto – Políticas Antidrogas y Deslegitimacion del Estado en Colombia, escrito por Ricardo Vargas, y publicado en noviembre de 1999, fue el resultado de un estudio del Transnational Institute (TNI) y Acción Andina sobre el impacto en la sociedad y el medio ambiente de las fumigaciones químicas aéreas a los cultivos ilícitos en América Latina. El estudio concluye que la práctica de las fumigaciones aéreas desata un destructivo círculo vicioso de polución química, destrucción del sustento, migración hacia áreas incluso más vulnerables, deforestación del Amazonas, desplazamiento y expansión de las áreas de cultivos ilícitos las cuales son a su vez otra vez fumigadas, etc. En el curso de este ciclo continuo, fracasan los proyectos de desarrollo alternativo, se desgasta aún más la legitimidad estatal, se violan los derechos humanos, crece el apoyo de los campesinos a la guerrilla, etc. Por pura sensatez, y en defensa de los campesinos que ven destruido su sustento, hay que romper cuanto antes este círculo vicioso para preservar el medio ambiente y para mejorar las perspectivas de paz. [Véase: El Círculo Vicioso.]
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El proyecto de fumigación ha saltado a la palestra debido a las negociaciones de paz entre las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y el gobierno colombiano. Las aspersiones de los campos de coca y amapola con herbicidas químicos, que han ganado terreno desde el cambio de gobierno en agosto de 1998, se han vuelto el principal obstáculo del actual proceso de paz. Uno de los asuntos más urgentes en las turbulentas conversaciones de paz es cómo llegar a un acuerdo sobre los enormes cultivos de coca en áreas controladas por las FARC. Se puede estar llegando ya al punto en el que se tendrá que decidir claramente entre dos escenarios incompatibles: fumigación aérea en el contexto de la actual militarización de las operaciones antinarcóticas, o proceso de paz en el contexto de una política antidrogas de desarrollo y de “reducción del daño”. El proyecto Drogas y Paz en Colombia continúa con la investigación y trabajo de incidencia relacionados con fumigaciones. Esta página seguirá informando sobre todas las novedades que se produzcan alrededor de este tema.
Antecedentes
El proyecto comenzó en 1998 luego de que varias organizaciones campesinas y de derechos humanos de los países andinos y de Centroamérica alertaran al programa “Drogas y Democracia” del TNI y Acción Andina sobre el creciente uso de las fumigaciones químicas como programa antinarcótico en algunos países latinoamericanos. Bajo el rótulo de “Guerra a las Drogas”, las fumigaciones aéreas de sustancias químicas han llegado a ser un esfuerzo antidrogas de bastante aplicación. Por presión de los Estados Unidos, los gobiernos latinoamericanos tienden a considerar cada vez más las fumigaciones químicas como una medida efectiva de lucha contra los cultivos ilícitos, a pesar de las obvias consecuencias negativas que estas tienen sobre la sociedad, la salud y el medio ambiente. De acuerdo a la información obtenida, era de temerse que las fumigaciones químicas, por su naturaleza indiscriminada, estuvieran causando daños considerables en las regiones en donde se llevaban a cabo. El concepto de “arma” química y también biológica para controlar los cultivos de narcóticos está siendo cada vez más aceptado internacionalmente, entre otros por el UNDCP (Oficina de la ONU para la Fiscalización Internacional de las Drogas).
En ese momento no se realizó en América Latina ninguna investigación independiente sobre el impacto negativo de las fumigaciones. Por eso no se tenía una visión de conjunto sobre lo que estaba pasando al respecto. El TNI y Acción Andina se propusieron llenar el vacío, corroborar las quejas, y fortalecer las protestas con evidencias sólidas y campañas tendientes a la eliminación de los programas de fumigación como método de control a las drogas. Las preparaciones del proyecto empezaron a comienzos de 1998 con la búsqueda de la documentación existente y algunas investigaciones iniciales. Ricardo Vargas Meza (Acción Andina Colombia) preparó un documento con los primeros resultados de la información recogida en Colombia, el cual fue presentado durante la Sesión Especial de la Asamblea General de la ONU que tuvo lugar en Nueva York entre el 8 y 10 de junio de 1998. [Véase el informe Earth Times]. Este mismo documento fue presentado también en el marco de la conferencia “La Guerra a las Drogas: Adictos al Fracaso”, organizada por el TNI y la Oficina en Washington para Asuntos Latinoamericanos (WOLA), el 11 de junio de 1998 en la ciudad de Washington.
En septiembre de 1998 se inició en Colombia un estudio de campo coordinado por Ricardo Vargas. En diciembre se le pidió al equipo de América Latina Drogas y Democracia realizar una investigación sobre los efectos de las fumigaciones en México, Guatemala y Venezuela. En Colombia se han realizado misiones para juntar información sobre hechos sucedidos en los departamentos de Putumayo, Caquetá y Guaviare. Las investigaciones de campo más profundas han sido realizadas en el Medio y Bajo Caguán (departamento del Caquetá), una zona controlada por las FARC, en donde prosperó durante la pasada década la economía de la coca, y que ha sido blanco de las operaciones de fumigación. Rodrigo Velaidez, agrónomo de CIFISAM (Centro de Información Formación e Investigación para el Servicio Amazónico), una ONG de investigación y desarrollo con sede en San Vicente del Caguán, se encargó de hacer una evaluación sobre cómo afectan las fumigaciones el medio ambiente, particularmente en la cuenca amazónica. Velaidez tiene una década de experiencia de trabajo en esta difícil región. Se encargó también de los daños que le causan al medio ambiente los herbicidas que se usan contra los cultivos de coca, así como el uso de químicos en el procesamiento de la hoja de coca para sacar la pasta básica, el primer y único paso dentro del proceso de producción de cocaína que se efectúa en el lugar mismo de la producción.
En enero de 1999, Martin Jelsma (TNI) y Winifred Tate (WOLA) acompañaron a Ricardo Vargas y a Rodrigo Velaidez en un viaje por el Bajo Caguán, una de las más importantes áreas cocaleras de Colombia. Allí pudieron comprobar los efectos devastadores de las fumigaciones y la destrucción causada a los programas voluntarios de desarrollo alternativo (sustitución de cultivos). Un proyecto de sustitución de coca con árboles de caucho organizado por los cultivadores con el apoyo de CIFISAM y del sacerdote local, y en el que se había venido trabajando a lo largo de nueve años, fue fumigado y destruido en 30 minutos por los aviones del gobierno. [Véanse sus informes: El Caguán: Laboratorio de Paz y Drogas, y Fumigation Proves Futile].
Las amplias conversaciones sostenidas con funcionarios ministeriales y otros pertenecientes al programa de desarrollo alternativo del gobierno (formalmente conocido como PLANTE), con la oficina local del UNDCP, con la embajada de los Estados Unidos, y con las FARC, además de un buen trabajo de colaboración con la rama local del UNDCP, el Ministerio Colombiano del Medio Ambiente, campesinos locales y organizaciones de colonizadores, y varias ONG de derechos humanos y del medio ambiente, han contribuido a crear un imprecedente y detallado cuadro de las prácticas de fumigación, de la diverdad de opiniones en materia de políticas para drogas, y de las diferentes estrategias para el proceso de paz. Los resultados del estudio se publicaron en español en noviembre de 1999 en el libro “Fumigación y Conflicto. Políticas Antidrogas y Deslegitimación del Estado Colombiano”, escrito por Ricardo Vargas. Esta investigación ha llegado a convertirse en fuente primordial en la argumentación contra las fumigaciones en Colombia. Cuando se le presentó a la prensa un resumen del libro, los principales periódicos de Colombia pusieron en cuestión la política de fumigación en sus páginas editoriales [Véase: Fumigación de cultivos, insuficiente (El Espectador, Octubre 6, 1999) y Fumigación sin resultados (El Tiempo, Octubre 8, 1999].
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El 29 de octubre de 1999, WOLA y la George Washington University organizaron en Washington DC la conferencia: “Políticas Antidrogas y Perspectivas para la Paz: Erradicación y Alternativas de Desarrollo en el Sur de Colombia”. En ella Ricardo Vargas presentó su investigación sobre las fumigaciones y Rodrigo Velaidez los resultados de su caso estudiado en el Caguán sobre cultivos de coca, erradicación y medio ambiente. Klaus Nyholm, representante para Colombia y Ecuador del UNDCP, explicó los antecedente y proyectos actuales del UNDCP en Colombia. El ministro colombiano del interior, Néstor Humberto Martínez, presentó el “Plan Colombia” del gobierno, la estrategia antidrogas y de reconstrucción económica a largo plazo para el cual Colombia está buscando un apoyo amplio de la comunidad internacional. A la conferencia asistieron más de un centenar de personas y recibió bastante atención de la prensa, particularmente de la prensa colombiana. [Véanse los los informes de prensa: La erradición en el banquillo (El Tiempo, Octubre 30, 1999), y Reparos de ONG de U.E. a Plan Colombia (El Espectador, Noviembre 1, 1999).]
Se está adelantando la elaboración de un documento para presentar una propuesta integral alrededor de “drogas y paz en Colombia” con el fin de hacer propuestas concretas para una vía alternativa a seguir, junto con la campaña en contra de las fumigaciones. El núcleo de la propuesta consistirá de cinco puntos, los cuales han sido discutidos durante los últimos meses con los diferentes actores involucrados en el asunto de los cultivos ilícitos y del proceso de paz:
1. La suspensión de la erradicación forzada de cultivos ilícitos y la promoción de acuerdos con las comunidades involucradas para definir condiciones específicas para la erradicación manual.
2. La descriminalización de los pequeños cultivadores de narcóticos y la creación de un foro de discusión con organizaciones legítimas.
3. Alternativas de desarrollo con un proceso gradual de sustitución de cultivos ilícitos.
4. Participación total de las comunidades a nivel local y regional en combinación con el desarrollo de un Programa para el Planeamiento Territorial y Medio Ambiental que siente los criterios para los proyectos de sustitución.
5. Completo respeto y garantías para los derechos humanos y el derecho internacional humanitario, particularmente en las zonas en donde se encuentran los cultivos ilícitos alteradas por la “guerra a las drogas” y la articulación de la economía ilegal y el conflicto armado.
A comienzos de diciembre se realizaron en Colombia dos conferencias sobre “Narcotráfico, Cultivos Ilícitos y Proceso de Paz”, para presentar el libro sobre las fumigaciones, y para propiciar un amplio debate sobre los ingredientes de una política de drogas integral y alternativa que beneficie el proceso de paz. La primera tuvo lugar el dos de diciembre en Bogotá y reunió a unos 80 invitados especiales de varias agencias del gobierno (Ministerio del Medio Ambiente, Instituto Interamericano para la Cooperación Agrícola, Defensoría del Pueblo, Programa para el desarrollo Alternativo, etc), ONGs, y campesinos e indígenas de varios departamentos del norte y el centro de Colombia. La segunda se realizó en Florencia, en el departamento sureño del Caquetá, y fue coauspiciada por CIFISAM y el Observatorio Socio-Político de la Universidad del Amazonas en Florencia. Buena parte de entre los 70 participantes estuvo constituida por representantes de campesinos y colonizadores de varias municipalidades de los departamentos amazónicos del Caquetá y el Putumayo.
Mientras tanto, el concepto de “arma” biológica para combatir los cultivos ilícitos parece estar siendo cada vez más aceptado internacionalmente, entre otros por los Estados Unidos, el UNDCP y el Reino Unido, los cuales se han involucrado fuertemente en el desarrollo de micoherbicidas con fines antinarcóticos. Los hongos están siendo presentados como “alternativas seguras para el medio ambiente” para reemplazar los herbicidas químicos. Este paso, y el inicio de dos experimentos a campo abierto, en Uzbekistán y en Colombia, han forzado al TNI y a Acción Andina a emprender otras investigaciones y a incluir este asunto en la campaña. [Véase: Guerra biológica en la Guerra a las Drogas].
Veja também:
|
Death
by Coca (Preview)
| Fumigación
química en la prensa internacional |
Outros sites de Interesse:
|
US
Fumigation and Ecocide in Colombia and the Third World.
| Mama
Coca
| Foreign
Policy in Focus: Drug Control
| Corporación
Unidades Democráticas para el Desarrollo.
| Arbeitsgruppe
Schweiz-Kolumbien
(Grupo de Trabajo Suiza Colombia (GTSC)
| Colombia
Policy Briefs: Fumigations
| Pesticide
Action Network |
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Saiba mais:
FUMIGACIÓN DE CULTIVOS ILÍCITOS CON HERBICIDAS |
Las fumigaciones con herbicidas químicos tienen consecuencias nocivas para los humanos y el medio ambiente, al mismo tiempo erosionan el proceso de paz en Colombia. La fumigación aérea pone en marcha un ciclo destructivo de contaminación química, destrucción del sustento, migración hacia zonas más vulnerables, deforestación de la Amazonia, desplazamiento y expansión de las áreas de cultivos ilícitos, los cuales, a su vez, son fumigados, repitiendo el ciclo de nuevo. Al mismo tiempo, los proyectos de desarrollo alternativo fracasan, la legitimidad del Estado se debilita, se violan los derechos humanos y crece el apoyo de los campesinos a las guerrillas. En última instancia, se debe optar por un escenario basado en modelos de desarrollo alternativo en el contexto de una política de drogas orientada hacia la “Reducción de Daños”, en la que no se contemplen métodos militaristas o de erradicación forzosa.
Ver
las últimas publicaciones del TNI:
Al
calor del debate - Fumigaciones y conflicto en Colombia [PDF],
Septiembre 2001
Círculo Vicioso: La guerra química y biológica a las drogas,
Marzo 2001
Saiba mais:
PACTOS
DE ERRADICACIÓN: ¿CONFIANZA O CHANTAJE?
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A
iniciativa de los campesinos e indígenas del bajo Putumayo y de
las autoridades locales, los municipios de esta zona amazónica
propusieron al alto gobierno colombiano un cese de las
fumigaciones a cambio de compromisos de erradicación manual de
las plantas de hoja de coca. La propuesta proponía un proceso
gradual de sustitución, fortalecer proyectos productivos de
mediano y largo plazo, asistencia técnica y capacitación de los
campesinos. Si embargo, Bogotá aprobó la propuestas bajo nuevas
condiciones, que plasmaron el fracasado esquema de medir
resultados por el número y rapidez de hectáreas erradicadas.
Los pactos de erradicación corren el riesgo de fracasar porque el
gobierno impuso dos dinámicas a los cultivadores: plazos de un año
para erradicar toda la coca bajo la amenaza de ser fumigados si
incumplían, y una serie de decisiones sobre la política frente a
los acuerdos que, en la práctica, terminaron por desmontar la
concepción de desarrollo que tenía la propuesta original de las
comunidades.
Más
información:
Pactos de erradicación en Colombia: Un fracaso que enseña
Drogas & Conflicto nr. 4, Marzo 2002
Pactos
de erradicacion: confianza o chantaje
Drogas & Conflicto nr. 1, Abril 2001
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