Diminui o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica
12/10/2002
Cientistas da Agência Espacial e de Aeronáutica dos Estados
Unidos (Nasa) e da Admnistração Nacional de Oceanos e Atmosfera
concluiram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica
está diminuindo e já se dividiu em dois. O buraco, na verdade
uma área onde a camara de ozônio é mais fina do que o normal,
estava com 6 milhões de milhas quadradas ( 1 milha é igual a 1,6
km) na última medição daqueles dois institutos, feita na última
semana de setembro.
Nas medições anteriores, feitas
sempre nos meses de setembro, nos últimos seis anos, o tamanho
daquela área era de 9 milhões de milhas quadradas.
A camada de ozônio é vital para a
vida na Terra porque protege contra os raios ultravioleta do Sol.
Estes raios podem causar câncer de pele. As principais ameaças
contra a camada de ozônio são os aerossóis, que ao serem
jogados no lixo liberam gases tóxicos. As chaminés industriais
também contribuem para o desgaste desta camada protetora. Os
cientistas da Nasa e da Noaa explicaram que, além de diminuir, o
buraco se dividiu em dois. Mas a redução não se deve a qualquer
contribuiu humana. Trata-se, segundo os cientistas, de alterações
na temperatura e na ação dos ventos, na região Antártica.
As temperaturas aquecidas e os
ventos ajudam a criar as condições propícias para dissipação
do acúmulo de gases tóxicos. O recorde no tamanho do buraco na
camada de ozônio foi registrado em 2000, quando foi registrada a
medição de 11,5 milhões de milhas quadradas. Isto significa uma
área maior do que Estados Unidos, Canadá e México juntos. Em
1988, também graças a uma combinação de altas temperaturas e
ventos fortes foi registrado o mesmo tamanho de 2002. Estudo
publicado na Austrália indica que a quantidade de gases tóxicos
está começando a diminuir, mas ainda não o suficiente para
causar alterações. Seriam necessários 50 anos para que o buraco
desapareça, se houver uma redução considerável.
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