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Assim a difusão das moléculas de água através de uma membrana semipermeável se dá no sentido da solução mais diluída (onde tem mais água) para a solução mais concentrada (onde tem menos água), fenômeno que conhecemos por osmose. Como no exemplo acima onde a água flui de B para A, empurrando a mola M, até que o sistema entre em equilíbrio.
Na osmose o sentido da difusão das moléculas de água vai do lado em que a pressão de difusão for maior para o lado em que esta mesma pressão for menor; no exemplo acima, da água pura para a solução de sacarose. Generalizando, de uma solução diluída para uma solução concentrada.
No exemplo acima vimos uma solução (sacarose) separada do solvente (água) por uma membrana semipermeável. A pressão de difusão é maior na água pura do que na solução de sacarose, portanto a água flui neste sentido, empurrando a mola M. Vimos também que num dado momento a mola compensou a diferença de pressão de difusão da água através da membrana semipermeável, exercendo uma contrapressão à solução de sacarose, e equilibrando todo o sistema. A esta pressão da mola damos o nome de pressão de turgor (PT). A pressão que se deve exercer sobre uma solução (quando esta se encontra separada de seu solvente por uma membrana semipermeável) para impedir o fluxo de moléculas, do solvente puro para a solução é a chamada pressão osmótica (PO). Assim, quanto maior a concentração de uma solução maior será a sua pressão osmótica.
No sistema anterior o fluxo de água no sentido B-->A é controlado pela pressão osmótica mais a pressão de turgor (exercida pela mola).
Vamos agora tentar transpor todo este mecanismo para uma planta. A membrana plasmática, funcionaria como uma membrana semipermeável e a parede celular por ser rija e possuir certa elasticidade funcionaria como a mola do nosso sistema. O suco celular seria equivalente a solução de sacarose, e a água do solo poderia ser comparada com a água presente na metade B do sistema físico.
De acordo com nosso sistema, a solução do solo estaria mais diluída que a solução do suco celular, portanto a difusão vai se dar neste sentido (do solo para as células). A água começa então a penetrar na planta através dos pêlos absorventes da sua raiz. Da mesma maneira que no nosso sistema, o fluxo de água da raiz para as células vegetais vai depender da pressão osmótica (PO) do seu suco celular e também da pressão exercida pela parede celular, a pressão de turgor (PT). A entrada de água será diretamente proporcional à diferença entre PO e PT, ou seja, à parcela da pressão osmótica do suco celular não compensada pela pressão da parede. Assim, a penetração de água nas células vegetais depende de seu déficit de pressão de difusão (DPD) que podemos identificar como:
| DPD=PO-PT |
Na célula murcha como não existe fluxo de água para o seu interior, a sua parede celular não exercerá nenhuma pressão contrária. Assim teremos:
| PT= 0, |
portanto:
| DPD=PO |
A esse estado damos o nome de plasmólise.
A medida em que a água flui para o interior da célula a parede celular começará a exercer pressão, ou seja, a pressão de turgor vai aumentando. Quando a célula estiver saturada de água, teremos:
| PT=PO, |
portanto:
| DPD=0 |
Nesta situação o fluxo de água para a célula cessará. Esse estado é referido como deplasmólise.
Existem plantas, que mesmo saturadas continuam a absorver água, eliminando o excesso através de poros localizados nas extremidades das folhas (hidatódios) a este fenômeno dá-se o nome de gutação ou sudação. Existem dois tipos de hidatódios: o hidatódio epidermal, que é uma única célula epidérmica que excreta água por transporte ativo, provavelmente; e o hidatódio epitemal, chamado também de estômato aquífero. Tal estrutura é formada por duas células estomáticas, que delimitam um poro permanentemente aberto. Este último tipo de hidatódio é o mais frequente. Nele existe uma câmara subestomática, que está preenchida por um parênquima aqüífero (epítema) onde desembocam vasos do xilema.
A sudação ou gutação cessa ou se torna lenta, quando as raizes estão mergulhadas em água destilada com ou sem aeração. Se a raiz for mergulhada numa solução aquosa de sais sem aeração, a sudação também se torna lenta. Todavia, se a raiz for mergulhada numa solução aquosa de sais com aeração e a atmosfera estiver saturada de vapor d’água, a sudação é ativa e prolongada.
Outro fenômeno relacionado a absorção de água pela planta é a exsudação. Assim se cortarmos o caule de uma planta, esta começa a eliminar a seiva bruta na região do corte. Tal fenômeno ocorre porque a absorção contínua de sais, eleva a pressão osmótica no interior do xilema, fazendo entrar mais água. Isto cria no interior da raiz, uma pressão denominada de pressão da raiz, responsável pela exsudação quando cortamos o caule da planta.
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