Cloroplasto:
organela formada por duas membranas e por estruturas
discóidais internas. É a sede da fotossíntese, pois
contém moléculas de clorofila que capturam a energia
solar e produzem moléculas como glicose que poderá ser
utilizada pelas mitocôndrias para a geração de ATP.
Parede
celulósica:
constituída por celulose (polissacarídio) e também
por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose
(união de certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio).
A celulose forma fibras, enquanto as outras constituem
uma espécie de cimento; juntas formam uma estrutura
muito resistente.
Vacúolo:
Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode
conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras
substâncias.
Mais
sobre Célula Vegetal:
A
estrutura microscópica da maioria das células vegetais
é formada por uma parede celular rígida
composta basicamente de celulose, e um carboidrato
com propriedades físico-químicas tais como
plasticidade, elasticidade, resistência a tensão e
decomposição por microorganismos, higrofilia,
transparência e etc. Esta parede é fina e elástica
nas células vegetais mais jovens (parede primária).
Nas células adultas esta parede sofre um espessamento,
que pode formar, internamente à parede primária, uma parede
secundária, composta de lignina, hemicelulose
e suberina. A formação desta parede secundária
não é uniforme, o que pode ser constatado por locais
onde ocorre interrupção da sua formação, as chamadas
pontuações. Nas células adultas onde ocorre um
espessamento proeminente da parede secundária o lúmen
celular fica reduzido. Entre uma célula e outra temos a
lamela média, formada por uma fina camada de
pectatos de cálcio. Esta lamela média funciona como um
cimento, unindo as células. As células que estão em
contato direto com o ar, podem formar uma camada externa
a parede primária, denominada de cutícula,
formada por cutina e cêra. A cêra da
carnaúba, por exemplo, vem da cutícula da epiderme das
folhas desta planta.
O
interior de uma célula adulta é composto por uma fina
camada que reveste a parede celular internamente, o citoplasma.
Imerso no citoplasma encontramos o núcleo, e os cloroplastos
(que contém a clorofila, pigmento verde) responsáveis
pela fotossíntese. Em alguns casos podemos
encontrar, no lugar dos cloroplastos, outras organelas
com pigmentos diferentes, caroteno e xantofilas.
Interligando os conteúdos de células contíguas,
encontramos filamentos de citoplasma, denominados de plasmodesma,
os quais estabelecem uma continuidade protoplasmática
entre as células. Estas estruturas dão, de certa
maneira, uma continuidade entre toda a parte viva de uma
planta, formando, o que chamamos de simplasto.
Tal continuidade, também pode ocorrer entre as paredes
celulares de toda a planta; o esqueleto de celulose,
denominado de apoplasto.
Outra
estrutura presente nas células vegetais, que ocupa uma
parte considerável do centro da célula adulta é o vacúolo,
formado por uma solução aquosa de substâncias
minerais e orgânicas. Existem duas outras membranas
denominadas de plasmalema e tonoplasto. A
primeira delimita todo o citoplasma, e está situada
logo abaixo da parede celular. A segunda, o tonoplasto,
delimita o vacúolo do citoplasma. Além destas
organelas típicas da célula vegetal, encontramos
também todas as outras organelas como, ribossomos, retículos
endoplasmáticos, mitocôndrias (relacionadas a
respiração), dictiossomos, ou complexo de Golgi.
A
Estrutura do Cloroplasto
O
cloroplasto é composto internamente por várias
estruturas de aspecto circular que se agrupam como uma
pilha de moedas. Cada uma dessas formações é
conhecida como granum (plural, grana).
Entre estas estruturas, aparecem delicadas membranas ou
lamelas que percorrem o cloroplasto de extremo à
extremo. Existe, também, uma matriz (estroma)
que envolve todo este sistema. A clorofila, pigmento
verde das plantas, está distribuída entre as lamelas
dos grana. A fotossintese (absorção e conversão da
energia luminosa em energia química, daí levando a
formação de carboidratos), ocorre neste sistema de
membranas.

Estrutura
interna do cloroplasto
A
Estrutura da Parede Celular
Quando
analisada mais detalhadamente vemos que a parede celular
é formada por uma trama de fibrilas de celulose.
Existem algumas camadas distintas que formam a parede
celular:
-camada
mais interna que delimita o lúmem celular, denominada
de lamela terciária.
-camada
intermediária formada pela parede secundária que pode
ser formada por quatro lamelas.
-lamela
transicional.
-parede
primária.
-lamela
média, camada externa em contato com a parede
primária.
Cada
uma das fibrilas que compõe a trama de celulose, é
formada pela agregação de mais ou menos 250
microfibrilas. Cada microfibrila é formada por um
pequeno número de feixes de molécula de celulose
(fibrilas elementares), sendo que cada molécula de
celulose é formada por mais de mil resíduos de
glicose, os quais se interligam por pontes de oxigênio.
Em alguns pontos das fibrilas elememtares as moléculas
de celulose estão dispostas de maneira desordenada, em
outros elas se dispõe ordenadamente, formando as
micelas de estrutura cristalina. Entre as fibrilas,
microfibrilas e fibrilas elementares, ocorrem outros
componentes da parede celular como a hemicelulose,
lignina, etc. Quando não há a presença destas outras
substâncias, ocorrem microcapilares que transportam
água e outros solutos, o que confere à parede celular
uma grande permeabilidade à água.
Núcleo
Celular
Uma
das principais características da célula eucarionte é
a presença de um núcleo de forma variável, porém bem
individualizado e separado do restante da célula:
Ao
microscópio óptico o núcleo tem contorno nítido,
sendo o seu interior preenchido por elementos figurados.
Dentre os elementos distingem-se o nucléolo e a
cromatina.
Quando
uma célula se divide, seu material nuclear (cromatina)
perde a aparência relativamente homogênea típica das
células que não estão em divisão e condensa-se numa
serie de organelas em forma de bastão, denominadas
cromossomos. Nas células somáticas humanas são
encontrados 46 cromosssomos.
Há
dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . A
mitose é a divisão habitual das células somáticas,
pela qual o corpo cresce, se diferencia e realiza
reparos. A divisão mitótica resulta normalmente em
duas células-filhas, cada uma com cromossomos e genes
idênticos aos da célula-mãe. A meiose ocorre somente
nas células da linhagem germinativa e apenas uma vez
numa geração. Resulta na formação de células
reprodutivas (gametas), cada uma das quais tem apenas 23
cromossomos.
OS
CROMOSSOMOS HUMANOS
Nas
células somáticas humanas são encontrados 23 pares de
cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos
os sexos e são denominados autossomos. O par restante
compreende os cromossomos sexuais, de morfologia
diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo
feminino existem dois cromossomos X e no masculino
existem um cromossomo X e um Y.
Cada
espécie possui um conjunto cromossômico típico (
cariótipo ) em termos do número e da morfologia dos
cromossomos. O número de cromossomos das diversas
espécies biológicas é muito variável. A figura
abaixo ilustra o cariótipo feminino humano normal:

O
estudo morfológico dos cromossomos mostrou que há dois
exemplares idênticos de cada em cada célula diplóide.
Portanto, nos núcleos existem pares de cromossomos
homólogos . Denominamos n o número básico de
cromossomos de uma espécie, portanto as células
diplóides apresentarão em seu núcleo 2 n cromossomos
e as haplóides n cromossomos. Cada cromossomo mitótico
apresenta uma região estrangulada denominada
centrômero ou constrição primária que é um ponto de
referência citológico básico dividindo os cromossomos
em dois braços: p (de petti) para o braço curto e q
para o longo. Os braços são indicados pelo número do
cromossomo seguido de p ou q; por exemplo, 11p é o
braço curto do cromossomo 11.
Além
da constrição primária descrita como centrômero,
certos cromossomos apresentam estreitamentos que
aparecem sempre no mesmo lugar: São as constrições
secundárias.

De
acordo com a posicão do centrômero, distinguem-se
alguns tipos gerais de cromossomos:
Metacêntrico:
Apresenta um centrômero mais ou menos central e braços
de comprimentos aproximadamente iguais.
Submetacêntrico:
O centrômero é excêntrico e apresenta braços de
comprimento nitidamente diferentes.
Acrocêntrico:
Apresenta centrômero próximo a uma extremidade.Os
cromossomos acrocêntricos humanos (13, 14, 15, 21, 22)
têm pequenas massas de cromatina conhecidas como
satélites fixadas aos seus braços curtos por
pedículos estreitos ou constrições secundárias.
Divisão
Celular
Mitose
Processo
pelo qual as células de animais se dividem, produzindo,
cada uma, duas células idênticas à original. A
reprodução de células-filhas iguais à original tem
como finalidade repor as células mortas no organismo,
ou possibilitar o aumento do número delas nos processos
de crescimento. Outro processo de divisão celular é a
meiose, que produz duas células com metade dos
cromossomos da célula-mãe.
No
período que antecede a mitose, ocorre a duplicação
dos cromossomos, numa fase denominada de interfase.
Então, os filamentos simples de cromossomos passam a
ser duplos, recebendo o nome de cromátides. Nas
células humanas, os 23 cromossomos passam a ser 23
pares, unidos por um ponto denominado centrômero.
A
divisão da célula realiza-se em cinco diferentes
fases: prófase, prómetafase, metáfase, anáfase e
telófase.
Prófase
– No núcleo da célula, os cromossomos condensam-se e
passam a ser cada vez mais curtos e grossos. No
citoplasma, massa fluida dentro da célula na qual o
núcleo está mergulhado, os dois centríolos (organóides
que se localizam junto ao núcleo e respondem pelo
movimento dentro das células) se duplicam e começam a
migrar em direções opostas.
Prometáfase
– A membrana nuclear rompe-se e os cromossomos
espalham-se pela célula. Estes irão se prender no
conjunto de fibras, cujas extremidades terminam
próximas aos centríolos, agora já localizados em
pólos opostos na célula.
Metáfase
– O conjunto de fibras, denominado fuso acromático,
forma uma "ponte" entre os dois centríolos,
que estão localizados nas extremidades da célula. As
cromátides permanecem no meio da célula.
Anáfase
– Os centrômeros rompem-se, os pares de cromossomos
separam-se em lotes idênticos e são puxados para os
pólos opostos da célula na direção dos centríolos,
indo constituir o núcleo das células-filhas.
Telófase
– Os cromossomos de cada pólo entrelaçam-se, de modo
que não se pode mais distingui-los separadamente, até
ficarem invisíveis e serem envolvidos dentro de um novo
núcleo. As fibras do fuso desaparecem e a célula
começa então a se dividir, dando origem a duas
células independentes.
Meiose
Processo
de divisão celular no qual células diplóides, ou
seja, com dois lotes de cromossomos, dão origem a
quatro células haplóides, com apenas um lote de
cromossomos.
Essa
forma de divisão possibilita a formação dos gametas
(células sexuais). Nas células humanas diplóides
existem 46 cromossomos. Através da meiose, elas passam
a ter 23 cromossomos. No processo de fecundação
humana, ocorre a união de dois gametas dos pais,
resultando em um ovo com 46 cromossomos. A meiose é
responsável pela diversificação do material genético
nas espécies. A reprodução sexuada permite a mistura
de genes de dois indivíduos diferentes da mesma
espécie para produzir descendentes que diferem entre si
e de seus pais em uma série de características.
A
meiose ocorre em duas etapas que, por sua vez, se
subdividem em prófase, prómetafase, metáfase,
anáfase e telófase. A fase que antecede a meiose é
conhecida como interfase, quando os cromossomos da
célula se duplicam e se apresentam como filamentos
duplos, as cromátides.
Prófase
1 – Os cromossomos homólogos, ou seja, que possuem a
mesma forma e constituição, se juntam formando pares.
Cada par de cromossomos é composto por quatro
cromátides, ligadas por dois centrômeros, que são
pontos que as unem. Nesse estágio existe uma
recombinação do material genético, denominado como
permuta ou crossing-over.
Prometáfase
1 – As cromátides tomam forma espiral. A membrana do
núcleo desaparece, fazendo com que elas se espalhem no
meio da célula.
Metáfase
1 – As cromátides encontram-se presas por um conjunto
de fibras, denominadas fuso acromático.
Anáfase
1 – Os grupos de quatro cromátides separam-se em
grupos de dois, sendo levados cada um deles aos pólos
opostos da célula.
Telófase
1 – Os cromossomos condensam-se e os pólos da célula
reorganizam-se em dois novos núcleos. Logo depois a
célula divide-se em duas, dando fim à primeira fase.
A
segunda fase da meiose é mais simples.
Prófase
2 – Os núcleos das duas células desaparecem e as
cromátides espalham-se pelo citoplasma.
Metáfase
2 – O fuso acromático ocupa as regiões centrais,
mantendo presas as cromátides na região equatorial da
célula.
Anáfase
2 – O ponto que une os pares de cromátides se parte,
dividindo-as. Cada um começa, então, a ser puxado para
os pólos opostos.
Telófase
2 – Os cromossomos condensam-se, os núcleos
reaparecem e o citoplasma, massa fluida dentro da
célula na qual o núcleo está mergulhado, se divide
dando origem a duas novas células.
Veja
mais de célula vegetal