As Proteínas

 

I - INTRODUÇÃO:

 

                  

 

UESPI

FACIME

FISIOTERAPIA

BIO.MOLECULAR E CELULAR

PROF. HÉLIO PAIVA

 

 

 

 

                                                    AULA 4 – AS PROTEINAS

 

 

 

I – INTRODUÇÃO:

 

                          A forma e o funcionamento de qualquer célula são decorrentes direto ou indiretamente da presença de um arsenal de proteínas. As proteínas são macromoléculas informacionais sintetizadas sob o comandos das instruções presentes nos genes. Alterações nos genes, portanto, acarretarão em mudanças na conformação e na atuação das nossas proteínas.

 

 

                       DNA                    RNA               PROTEÍNA

               

 

          O conhecimento do PROTEOMA – conjunto de proteínas -  de uma célula é fundamental para compreensão dos vários aspectos da vida celular.

 

 

 

II – ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL :

 

 

             UNIDADE FORMADORA DA PROTEÍNA:  AMINOÁCIDO.

 

 

      A – ESTRUTURA PRIMÁRIA – Seqüência especifica de aminoácidos da proteína.

B-      ESTRUTURA SECUNDÁRIA – Disposição espacial dos aminoácidos.

C-      ESTRUTURA TERCIÁRIA – Dobramentos da cadeia de aminoácidos que irá determinar o perfil tridimensional da proteína.

D-      ESTRUTURA QUATERNÁRIA – Aglomerado de cadeias de aminoácidos que forma uma proteína complexa.

 

 

                    

 

III -  A ESTRUTURA PRIMÁRIA REPRESENTA A “IMPRESSÃO DIGITAL” DE UMA PROTEÍNA.

 

 

Como são determinados os tipos e seqüência dos aminoácidos componentes de uma proteína?

resposta: a partir da informação contida nos genes.

 Duas proteínas podem ter os mesmos tipos de aminoácidos e em mesmas quantidades e diferenciarem-se na ordem na qual eles se unem. A informação para a síntese do polipeptídeo está contida no gene (DNA) e as mutações ocorridas na seqüência de nucleotídeos poderão  alterar a forma e o funcionamento das proteínas resultantes. A forma espacial de uma proteína depende essencialmente da seqüência de aminoácidos que a compõem e além disso, é esta forma que determina a especificidade da referida proteína.

 

           A DESNATURAÇÃO (2), provocada por fatores externos como temperatura, pH e certas drogas, pode ser entendida como a mudança na forma espacial da proteína, acarretando inatividade da mesma. A desnaturação porém, não afeta a sua estrutura primária. Podemos dizer que a desnaturação é na verdade uma modificação de natureza física da proteína.

 

           A MUTAÇÃO (1) é a alteração química do DNA ou RNA que irá provocar uma perturbação na INFORMAÇÃO BIOLÓGICA contida no gene e  com conseqüente repercussão na composição e na ordem dos aminoácidos de uma proteína. Esse é o fundamento para a compreensão dos mecanismos das diversos distúrbios genéticos.

 

          A estrutura primária determina a forma espacial da proteína e, portanto, sua função no organismo.  

 

IV – ALGUMAS CATEGORIAS DE PROTEINAS:

 

 

ü      ENZIMAS;

ü      TRANSPORTADORAS;

ü      ARMAZENAMENTO;

ü      ESTRUTURAIS;

ü      DEFESA;

ü      CONTRÁTEIS;

ü      REGULADORAS.

 

V – PROTEÍNAS – GERANDO UNIDADE E DIVERSIDADE:

 

 

                   As proteínas representam hoje ferramentas de grande utilidade para o entendimento de como as espécies evoluíram. Sabemos que muitas delas possuem grande similaridades,  mesmo pertencendo a grupos taxonômicos distintos. Isso revela parentesco entre os organismo e assim, as proteínas podem ser considerados RELÓGIOS DA EVOLUÇÃO. Os aminoácidos que aparecem nas mesmas posições das proteínas de vários seres diferentes marcariam as homologias entre as diferentes moléculas e sinalizariam com uma uniformidade entre as espécies.

 

                    Contudo, vale lembrar que dentro de uma mesma espécie podemos encontrar versões  diferentes de uma mesma proteína e isso indica variabilidade genética de uma população que podemos chamar de POLIMORFISMO.

                  O polimorfismo origina-se de mutações gênicas que ou não repercutiram em substituições de aminoácidos da proteína formada ou a substituição ocorreu num setor da molécula protéica que não comprometeu o seu funcionamento resultando assim, num PROTEOMA (conjunto de proteinas) diversificado.

 

 

PARA REFLETIR:

 

 

               A desnaturação altera o valor nutritivo de uma proteína?

       

               A insulina de um porco poderia atuar no organismo humano?

 

               Uma bactéria transgênica  ao produzir insulina humana, irá fabricar uma proteína igual a de todos os seres humanos?

 

 

 

VI - DADOS IMNPORTANTES SOBRE AS ENZIMAS

 

 

 

Ø      São ESPECIFICAS na sua ação;

Ø      Diminuem a energia de ativação;

Ø      Atuam normalmente em conjunto com outras;

Ø      Apresentam um SITIO ATIVO;

Ø      Podem se ligar a um CO-FATOR ou COENZIMA;

Ø      Podem promover uma reação reversível;

Ø      São TERMOSENSIVEIS;

Ø      Atuam em pH específico:

Ø      Possuem velocidade de ação variável com as condições do meio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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