Teoria da Recapitulação Embrionária

Esta teoria, da forma como foi exposta,  tem caráter de ligeira tendenciosidade para o criacionismo, mas sua validade impera no sentido do direito de livre argumentação.

(LEI BIOGENÉTICA)

Darwin considerava como uma das melhores evidências de sua teoria evolutiva, a perceptível semelhança entre os embriões vertebrados em suas fases iniciais de desenvolvimento. Em sua obra "A Origem das Espécies", ele observou que os embriões de mamíferos, pássaros, peixes e répteis são inicialmente semelhantes, mas quando estão totalmente desenvolvidos são extensamente dissimilares, por isto, ele concluiu que estas semelhanças mostravam a condição dos ancestrais de cada espécie quando adultos (pp.338, 345), ou seja, Darwin acreditou que o desenvolvimento embrionário mostrava as etapas da evolução ocorrida na espécie da qual pertencia o embrião, isto foi chamado de "recapitulação".

Com base em observações no desenvolvimento embrionário, o zoólogo e ateu alemão Ernst Haeckel propôs, em 1868, a "lei biogenética", também chamada "lei da recapitulação", que procurava confirmar as observações darwinianas e que se resumia na frase "ontogenia recapitula a filogenia", isto é, o desenvolvimento do indivíduo (ontogenia) recapitula, ou repete, o da espécie (filogenia).

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Ernst Haeckel

Assim, no caso do embrião humano, por exemplo, o enredo da recapitulação é algo parecido com o que segue:

O ovo fertilizado começa como uma única célula (igual à primeira célula viva que surgiu no planeta);
Com as repetidas divisões da célula-ovo, surge um embrião com um arranjo segmentado (a fase "lombriga");
Os segmentos desenvolvem-se em vértebras, músculos e algo que se aparenta com brânquias ( a fase do "peixe");
Surgimento de rudimentos de membros (mãos e pés) que parecem servir para nadar, também aparece um "rabo" (a fase do anfíbio);
Por volta da oitava semana de desenvolvimento, a maioria dos órgãos está quase completa, os membros desenvolvem os dedos e o "rabo" desaparece (a fase humana).

Logo após Haeckel propor sua "lei", colocando em destaque as semelhanças gerais entre os embriões vertebrados e ignorando completamente suas significativas diferenças, muitos distintos embriólogos, de sua própria época, criticaram seu trabalho, como, por exemplo, Jane Oppenheimer, em "Essays in the History of Embryology and Biology" (MIT Press, 1967 pág. 150), disse que o trabalho de Haeckel "era a culminação do extremo que seguiu Darwin", lamentando que "as doutrinas de Haeckel eram cega e incriticavelmente aceitadas" e que causavam atraso no curso do progresso de ciência embriológica. O embriólogo Erich Blechschmidt considerava a "lei da biogenética" um dos erros mais sérios da história da biologia. Em seu livro "The Beginnings of Human Life" (Springer-Verlag Inc., 1977, pág. 32), Blechschmidt disse a respeito da "lei" de Haeckel:

"A Lei fundamental denominada biogenética está errada. Nenhum mas ou se pode mitigar este fato. Nem mesmo um minúsculo pedaço está correto ou corrigido em uma forma diferente. Está totalmente errada".

Apesar da falta de consistência da lei biogenética, e as bem fundamentadas críticas de muitos renomados embriólogos contra esta suposta ‘lei", ela permaneceu inabalada e se popularizou, pois era muito atraente para os evolucionistas.

Em seu livro "Natürliche Schöpfungs-geschichte" (A história natural da Criação), publicado no idioma alemão em 1868, e em inglês no ano de 1876 com o título "The History of Creation", Haeckel usou um desenho do 25º dia de um embrião de cachorro que tinha sido anteriormente publicado por T. L. W. Bischoff, em 1845, e um desenho da 4ª semana de um embrião humano, publicado em 1851-59 por A. Ecker. O famoso embriólogo comparativo e professor de anatomia na Universidade de Leipzig, Wilhelm His, descobriu a frade de Haeckel em 1874.

Haeckel havia somado 3,5 mm ao desenho da cabeça do embrião de cachorro, desenhado por Bishoff, e subtraído 2 mm do desenho da cabeça do embrião humano desenhado por Ecker, dobrou a duração do posterior humano  e alterou substancialmente os detalhes do olho humano. Wilhelm demonstrou também que não havia nenhuma desculpa para a inexatidão dos desenhos, deixando claro que tudo não passava de uma fraude descarada, a lei da biogenética não tinha fundamentos.

Os desenhos adulterados de Haeckel: figuras de embrião de cachorro e embrião humano, como eles apareceram em seu livro "Natürliche Schöpfungs-geschichte" (A história natural da Criação).

 

Os desenhos originais feitos por Ecker, de um embrião de cachorro (4ª semana) e um embrião humano (4ª semana). Observe como estes embriões são diferentes nestes desenhos e como são parecidos nos desenhos de Haeckel.

Acusado de fraude por cinco professores e condenado por um tribunal universitário de Jena, Heckel confessou que uma pequena porcentagem de seus desenhos embrionários eram falsificações. Argumentou que estava somente preenchendo e reconstruindo os elos quando a evidência estava magra, ele reivindicou desavergonhadamente que muitos outros dos melhores observadores e biólogos fazem coisas semelhantes.

Em uma carta enviada para Müchener Allegeneine Zeitung, um semanário internacional para Ciência, Arte e Tecnologia, publicada em 09 de janeiro de 1909, Haeckel disse que o número de quadros "falsificados" (termo usado pelo Dr. Brass, um dos seus críticos) eram possivelmente 6 ou 8 em 100 e visavam preencher os buracos da série de desenvolvimento, por hipóteses.

Apesar da lei biogenética ter surgido a partir de fraudes e ter sido desacreditada cientificamente desde os tempos de Haeckel, mostrando-se uma idéia totalmente falsa, ela foi posteriormente ensinada como evidência da evolução em escolas e universidades, e ainda é hoje incluída em muitos livros de biologia e tem alguns adeptos, é um dogma evolutivo profundamente arraigado. Em uma pesquisa realizada em 1980, verificou-se que, dos quinze livros de ensino de biologia adotados pelas escolas secundárias do Estado de Indiana (E.U.A.), nove apresentam a teoria da recapitulação embrionária como evidência da evolução.

Já, em 1962, Willian H. Matthews III, professor de Geologia na Faculdade Estadual de Lamar, defendendo a teoria da evolução em sua obra "Fossils", Nova Iorque: Barnes and Noble, pág. 158, escreveu:

"Um estudo dos primeiros estágios do desenvolvimento das plantas e animais oferece apoio adicional para a relação evolutiva entre as formas de vida simples e as complexas de vida. É um fato estabelecido que, nos primeiros estágios, os embriões de animais possuem estruturas que se assemelham às de animais adultos menos altamente desenvolvidos".

Matthews prossegue citando o exemplo de "fendas de brânquias" nos embriões de anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Dia ele:

"Os evolucionistas consideram essas fendas de brânquias como uma relíquia do passado"

E continua:

"Essas e outras observações embriológicas deram lugar à lei biogenética ou lei da recapitulação. Essa lei declara que a ontogenia recapitula a filogenia, isto é, o desenvolvimento do indivíduo (ontogenia) recapitula, ou repete, o da raça (filogenia). A Lei biogenética parece concordar com estudos feitos sobre a natureza dos sucessivos graus de crescimento das plantas e animais, dando assim apoio à teoria da evolução orgânica".

Paul Ehrlich, comentando a respeito destas supostas brânquias, disse:

"...estas negligências foram mostradas quase universalmente por autores modernos, mas a idéia ainda tem um lugar proeminente na mitologia biológica" (The Process of Evolution, 1963, pág. 66).

Observações que evidenciam que a lei biogenética é falsa já são realizadas desde, pelo menos, 1901. A. P. Pavlov ("Le Cretace inferior de la Russe et as faune", Nouv. Mem. Soc. Nat, Moscov Novv Serie XVI livr. 3, 1901, pág. 87, citado por Leo Berg, Nomogenesis,trd. Por J. N. Rostovtsov, Cambridge: MIT Press, 1969, pág. 74) descobriu que:

"A prole de certas amonites possui características que desaparecem no estágio adulto, enquanto as mesmas características reaparecem subseqüentemente nos representantes mais altamente organizados do mesmo grupo, pertencentes a espécies que ocorrem em estratos geológicos mais recentes".

Leo Berg (em Nomogenesis, pp. 108 e 109), comentando acerca da teoria da recapitulação, propagou a idéia de que os embriões não recapitulavam a história evolutiva de suas espécies, mas apenas para onde ela evoluía. Ele demonstrou que o cérebro dos embriões dos pássaros se parecia mais com os cérebro dos mamíferos do que com o dos anfíbios. Esta condição persiste durante um terço da existência do embrião. A face do embrião de galinha, segundo ele, é bem semelhante à de um ser humano. No primeiro estágio de desenvolvimento, as mandíbulas embrionárias de todos os mamíferos são tão curtas quanto as do homem. Essa semelhança não deveriam existir, se a lei biogenética fosse verdadeira.

A maioria das autoridades descarta a teoria da recapitulação, atualmente. Shumway e Adamstone concluíram:

"Torna-se difícil, se não impossível, desenhar uma árvore genealógica dos vertebrados com base apenas em dados embriológicos. Assim sendo, a teoria da racaptulação não é aceita e aplicada tão livremente como antes" (Introdution to Vertebrate Embriology, Nova Iorque: John Wiley and Sons, 1954, pág. 5).

Robert H. Dott e Roger L. Batten admitem:

"Muita pesquisa tem sido realizada no campo da embriologia desde os dias de Haeckel e sabemos que existe um número excessivo de exceções nesta simples analogia, e que a ontogenia não reflete exatamente o curso da evolução. Por exemplo, sabemos que os dentes se desenvolveram antes da língua nos vertebrados, todavia, no embrião, a língua aparece primeiro" (Evolution of the Earth, St. Louis: McGraw-Hill Book Co., Inc., 1971, pág 86).

Muitos evolucionistas parecem não ouvir as advertências que diversos embriólogos fizeram e fazem ocasionalmente. Em 1976, o embriólogo William Ballard (que segundo Richard Elinson, cunhou o termo "pharyngula") lamentou o fato de que tanta energia continua sendo "desviada na atividade do século XIX, essencialmente infrutífera, de dobrar os fatos da natureza para apoiar generalidades de segundo plano. Ballard concluiu que é "só por truques semânticos e seleção subjetiva de evidências" que se pode defender a teoria da recapitulação (Ballard, 1976, pág. 38).

 

 

Mais:

 

As grandes dissimilaridades dos embriões

O conjunto de 24 desenhos apresentados ao lado, são de autoria de Haeckel, e foram publicados pela primeira vez em 1866 em seu trabalho chamado "Generalle Morphologie der Organismen", e republicados em 1874, em sua obra "Anthropogenie", onde ele pretendeu mostrar embriões de peixe, salamandra, tartaruga, galinha, porco, vaca, coelho e ser humano em três fases de
desenvolvimento (cada coluna [vertical] pertence a uma espécie). Ninguém, até recentemente, se deu ao trabalho de verificar se estes desenhos também não se tratavam de fraudes, presumia-se que tais imagens estão, pelo menos, próximas da verdade, sendo que estas imagens ainda podem ser encontradas em recentes livros de ensino e trabalhos populares sobre teoria da evolução.

Em 1997, o Dr. Michael K. Richardson, conferencista e embriólogo no St George’s Hospital Medical School, Londres, expôs esta fraude adicional em um artigo do jornal Anatomy and Embryology (Michael Richardson et al, 196(2):91–106, 1997), recentemente revisado em Science (Elizabeth Pennisi, "Haeckel's Embryos: Fraud Rediscovered", 277(5331):1435, September 5, 1997) e New Scientist ("Embryonic fraud lives on", 155(2098):23, September 6, 1997).

Richardson disse que ele sempre sentia que havia algo de errado com os desenhos de Haeckel, porque eles não se enquadraram com o seu conhecimento, entendendo que as taxas às quais peixes, répteis, pássaros, e mamíferos se desenvolvem, têm suas características distintas. Richardson não encontrou nenhum registro de qualquer um que tenha comparado, de fato, os embriões destas espécies. Ninguém citou qualquer dado comparativo em defesa da idéia.

Richardson formou uma equipe internacional para examinar e fotografar a aparência externa de embriões de uma grande quantidade de espécies de vertebrados, nos estágios descritas por Haeckel.

A equipe colecionou embriões de 39 criaturas diferentes, inclusive marsupiais da Austrália, sapo de árvores de Porto Rico, serpentes da França, e um embrião de jacaré da Inglaterra. A equipe concluiu que os embriões de espécies diferentes são muito diferentes entre si. De fato, eles são tão diferentes que os desenhos feitos por Haeckel possivelmente não poderiam ter sido feitos a partir de observações em espécimes reais.

Na primeira linha, os desenhos de Haeckel, de vários embriões diferentes, mostrando  incrível semelhança em uma determinada fase do desenvolvimento.

Na segunda linha, as fotografias de Richardson de como os embriões realmente são, na mesma fase de desenvolvimento citada por Haeckel. Comparando as duas linhas, percebe-se claramente que os desenhos de Haeckel não se basearam em qualquer observação real.

Da esquerda para direita: Salmo salar (peixe), Cryptobranchus allegheniensis (salamandra) , Emys orbicularis (tartaruga), Gallus gallus (galinha), Oryctolagus cuniculus (coelho), Homo sapiens (ser humano).

 

Mais:

O real desenvolvimento dos embriões vertebrados

Embora seja verdade que os embriões de vertebrados são um pouco semelhantes em certa fase do desenvolvimento, nas primeiras fases eles são radicalmente dissimilares. Depois da fertilização, embriões animais sofrem um processo chamado "divisão", onde o ovo fertilizado divide-se em centenas ou milhares de células separadas e , nesta fase, cada grupo principal de animais segue um padrão distinto, entre vertebrados, por exemplo, peixes, mamíferos, pássaros e répteis são muito diferentes (Gilbert, S. F.: 1994. Developmental Biology, 4th ed. Sunderland, MA.: Sinauer Associates).

Na fase "gastrulação" as células dos embriões animais movem-se e se reorganizam para gerar tecidos e estabelecer a estrutura geral do corpo. As conseqüências deste processo são tão significantes que o embriólogo Lewis Wolpert escreveu que "não é o nascimento, matrimônio ou morte, mas a gastrulação que verdadeiramente é o evento importante em sua vida" (Wolpert, L.: 1991. The Triumph of the Embryo. Oxford: Oxford University Press, p. 12). Como os padrões de divisão, padrões de gastrulação variam notadamente entre os principais grupos de animais, inclusive as classes diferentes de vertebrados (Elinson, R. P.: 1987. Change in Developmental Patterns: Embryos of Amphibians with Large Eggs. In Development as an Evolutionary Process,ed. R. A. Raff and E. C. Raff, Vol. 8, pp. 1-21. New York: Alan R. Liss).

Somente depois da fase de gastrulação, os embriões de mamíferos, pássaros, peixes e répteis começam a se assemelhar um ao outro. Na fase "faríngula", todos os embriões vertebrados parecem vagamente com um peixe minúsculo, com uma cabeça proeminente e um rabo longo. A região do pescoço dos embriões vertebrados, tem, nesta fase, minúsculos cumes e entalhes que os recapitulacionistas dizem ser fendas de brânquias. nas fases posteriores à "faríngula" os embriões tornam-se bem dissimilares.

É fato bem estabelecido que o embrião humano (e dos outros mamíferos), nunca tem brânquias em qualquer sentido da palavra. A absurda noção de existência de brânquias é baseada na presença de cumes e entalhes na região do pescoço do embrião (chamados arquéias faringeais e bolsas), que têm uma semelhança superficial com brânquias. Enquanto arcos visualmente semelhantes desenvolvem-se como brânquias em peixes, o desenvolvimento dos arcos em mamíferos não tem nada em comum com brânquias e nem mesmo com o sistema respiratório, eles se transformam em parte da face, músculos de mastigação e expressão facial, ossos do ouvido mediano e glândulas paratiróides (Lehman, H. E.: 1987, Chordate Development, 3d ed. Winston-Salem, NC: Hunter Textbooks). Comparar estes arcos e bolsas com brânquias, é o mesmo que comparar uma bola de ping-pong com um ovo de galinha, a aparência é apenas superficial.

Mais:

 

Teoria da Evolução - conclusão

É admirável o trabalho de Antropologos, Paleontólogos, Biólogos e de outros Cientistas que têm colaborado com o enriquecimento do conhecimento humano e conseqüentemente do progresso. O que este trabalho sobre evolução procura fazer é colaborar para não permitir que uma teoria não comprovada seja imposta como fato indiscutível, de forma semelhante à imposição da teoria criacionista no final do século XIX, que procurou se manter em sua posição sem debates justos. Para aquela época parecia mais racional crer na evolução, mas o tempo, com o silêncio das novas descobertas arqueológicas no que se refere à evolução e com o desenvolvimento da engenharia genética, esta teoria deve ser reavaliada e estudada com reservas.

Com toda a capacidade humana de se pesquisar, observar, fazer experiências, analisar os resultados e fazer novas descobertas, ainda não foi possível entender e nem mesmo mapear ou decifrar o código genético humano e não se criou nada que possa ser considerado vivo a partir de matéria inorgânica ou morta, nem ao menos se conseguiu, por exemplo, criar um mecanismo com o mesmo tamanho e funcionalidade que uma abelha ou criar um computador realmente inteligente, mesmo tendo o cérebro humano como modelo para ser estudado e copiado, se o homem, com todas suas virtudes racionais para entender e criar ainda não conseguiu estas façanhas, como a natureza conseguiria? Se atribuirmos qualidades especiais de criação para a natureza, simplesmente estaríamos a classificando como Deus, só que com outro nome.

Pode-se encontrar um relógio e concluir que não houve um projetista para este objeto? Quem tem o mínimo conhecimento sobre genética sabe que qualquer célula viva é mais complexa e engenhosa que um relógio, porém a "lavagem cerebral" sobre evolução nos leva a crer que a vida surgiu acidentalmente desafiando a probabilidade e leis da física. Um evolucionista, ciente de tudo isto e que ainda é inflexível em suas "crenças" deve ser admirado por sua "fé" incondicional, como afirma Denton, na obra Evolution:

A evolução exige bastante fé: uma fé nas proteínas-L (levo-moléculas) que desafiam a formação por acaso; fé na formação de códigos de DNA que, se fossem gerados espontaneamente, iriam resultar apenas em pandemônio; fé num ambiente primitivo que na realidade iria devorar ferozmente quaisquer precursores químicos da vida; fé em experiências (sobre a origem da vida) que nada provam senão a necessidade de uma inteligência no princípio; fé num oceano primitivo que não tornasse mais espessos, mas diluísse irremediavelmente os produtos químicos; fé nas leis naturais, inclusive as leis da termodinâmica e biogênese que na verdade negam a possibilidade da geração espontânea da vida; fé em revelações  científicas futuras que, quando compreendidas, sempre parecem apresentar mais dilemas para os evolucionistas; fé nas probabilidades que contam traiçoeiramente duas histórias - uma negando a evolução, a outra confirmando o Criador; fé em transformações que   permanecem fixas; fé nas mutações e na seleção natural que não passam de uma dupla negativa da evolução; fé nos fósseis que embaraçosamente revelam fixação no tempo, e ausência regular de formas de transição; ...fé num tempo que só promove a degradação na ausência de uma mente; e fé no reducionismo que acaba por reduzir os argumentos materialistas a zero e reforçar a necessidade de invocar um Criador sobrenatural.

A religião evolucionista é consistentemente inconsistente. Os cientistas se apóiam sobre a ordem racional do universo para as suas realizações, todavia, os evolucionistas nos dizem que o Universo racional teve um início irracional do nada. Devido à falta de conhecimento sobre os mecanismos e estruturas, a ciência não pode sequer criar um simples graveto. Todavia, a religião evolucionista fala com ousado dogmatismo sobre a origem da vida.

Existem outras teorias que procuram explicar a origem da vida e do homem, uma das mais aceitas atualmente declara que a vida tem origem extra-terrestre (panspermia), mas se assim for, a polêmica continuaria, só mudaria de endereço, surgiria a questão de como a vida surgiu fora da Terra e mesmo assim sua origem apontaria para um criador, por esta razão e as outras já apresentadas, crer que Deus criou a vida, sem evolução, torna-se uma possibilidade com amparo científico.

Muitas pessoas acreditam na teoria da evolução simplesmente porque acham impossível que tantos competentes cientistas possam estar enganados, e outras pessoas, quando se deparam com algumas sérias refutações contra a teoria da evolução, como, por exemplo, o reduzido número de fósseis que mostram alguma evidência da evolução, logo aceitam justificativas de nível que normalmente não aceitariam em outras circunstâncias, como, por exemplo, a justificativa dos saltos abruptos da evolução (o que procura justificar o pequeno número de fósseis supostamente transitórios), porém, a história nos alerta sobre estas atitudes.

Em 1702, ou seja, já na era da ciência moderna, com os rigores da metodologia científica, surgiu a teoria do flogístico, que se dispunha a explicar composições, reações e processos químicos. Os experimentos científicos com zinco e fósforo pareceram provar a teoria do flogístico e foi tão bem aceita pelos cientistas que era tida como fato incontestável e os fatos embaraçosos eram astutamente assimilados e justificados, criando-se explicações para encobrir as provas contrárias à existência do flogístico, os fatos tinham que curvar-se à "verdade" do flogístico e não eram aceitas teorias alternativas. Apenas descobertas bem posteriores à criação da teoria, como em 1757, a descoberta do ácido carbônico, entre 1771 e 1774, as descobertas do oxigênio (ar deflogisticado), do azoto (ar flogisticado), do bióxido de azoto e o protóxido de azoto, é que levaram a teoria a começar a ser descartada lenta e gradativamente. Foram décadas no erro, apesar do conhecimento dos métodos científicos. Há quem diga que o flogístico foi aceito como verdadeiro por quase cem anos. No livro Origins of Modern Science, o professor H. Butterfield observa: "...as duas últimas décadas do século XVIII dão uma das provas mais espetaculares sobre o fato de que homens capazes que tinham a verdade debaixo do próprio nariz, e possuíam todos os ingredientes para a solução do problema - justamente aqueles que haviam feito as descobertas estratégicas - ficaram incapacitados pela teoria do flogístico de compreenderem as implicações do seu próprio trabalho".

 

O que tem para se ler segundo autores

No Brasil, atualmente, há poucas obras que apresentam contestações à teoria da evolução, entre elas:

A Caixa Preta de Darwin - O desafio da bioquímica à teoria da evolução, pelo bioquímico Nichael Behe, publicado por Jorge Zahar Editor;

Os fatos sobre Criação e Evolução, por John Ankeberg e John Weldon,  Editora Obra Missionária Chamada da Meia Noite;

Razões para os Céticos Considerarem o Cristianismo, por Josh McDowell e Don Stewart, Editora Candeia;

No Princípio..., pelo Prof. E. H. Andrews, Editora Fiel da Missão Evangélica Literária;

Darwin e sua macacada, por Harold Hill, Editora Vida;

 

 

Leia mais:

Para que serve a teoria da evolução?

"A continuidade da vida através da hereditariedade e da evolução constitui um conceito unificador da ciência biológica" - Esta frase é encontrada em inúmeros livros de biologia e aceita sem questionamentos pela maioria dos biólogos, porém, o que aconteceria se a teoria da evolução fosse banida de todos os livros de biologia? Nada, a biologia já existia antes da moderna teoria da evolução e é certo que o poder de raciocinar continuaria existindo, os estudos sobre mutações de vírus transcorreriam normalmente e também as doenças hereditárias seriam estudadas sem qualquer prejuízo, o que leva a concluir que a teoria da evolução tem uma posição privilegiada na biologia devido fatores filosóficos de uma cultura humanista e naturalista que tem acompanhado a maioria dos cientistas. A única mudança para a ciência pura seria apenas não ter frases dizendo que animais têm determinadas características porque tiveram que desenvolvê-las para sobreviver, alguns escritores mais ousados passariam a dizer que tais características animais foram planejadas por Deus para que suas criaturas se mantivessem vivas no ambiente para os quais foram criadas. É oportuno lembrar que no século XVIII, já na era da ciência moderna, a combustão de qualquer material não podia ser explicada sem a teoria do material flogístico, porém, este material nem ao menos existia, foram décadas considerando a teoria do flogístico como fato incontestável e essencial para a combustão.

A teoria da evolução tem influenciado além dos limites da biologia ou outras ciências que colaboram com o desenvolvimento da humanidade. A utilidade prática da teoria da evolução, ou seja, como ciência aplicada ou algo parecido, é comparar uma raça com outra, se o homem atual é de alguma forma superior a seus ancestrais, é racional também deduzir que ainda hoje estamos em processo evolutivo onde uma raça deve predominar sobre outras como deve ter ocorrido na pré-história, esta é a lei da sobrevivência do mais apto.

Hitler classificou as diversas raças humanas colocando a suposta raça ariana no topo da cadeia evolutiva e judeus e negros como as raças mais inferiores ou subespécies, e teve a aceitação dessa classificação por grande quantidade de pessoas, muitas que até colaboraram com o extermínio dos judeus, considerados inaptos para existir no Estado da super-raça. Se nos isentarmos de sentimentalismo e pessoalidade e acreditarmos que existe evolução, teríamos que acreditar que o posicionamento de Hitler, Stalin e outros líderes que praticaram genocídio estavam colaborando para o bem da humanidade e nós, se não nos enquadramos em determinados padrões de altura, cor da pele e origem, deveríamos, no mínimo, colaborar com a humanidade com nossa esterilização. Esta é uma das razão para se preocupar em refutar a teoria da evolução, pois além de errada é maligna e, quando não transforma um grupo social em massa de manobra motivada a cometer genocídios, no mínimo colabora para que não conheçamos a Deus como sendo poderoso, provido de personalidade, vontades e planos para os homens, que são filhos de Deus, não produtos do acaso, é mais certo afirmar que a Teoria da Evolução é a base do ateísmo, que afirmar que ela é a base da Biologia.

Você já pensou na teoria da evolução sob este aspecto? Reflita sobre as refutações contra a teoria da evolução, veja que ciências como a matemática e a física estão apontando para a impossibilidade da evolução como ela é proposta em sua amplitude (macroevolução), demonstrando uma possibilidade tão remota que praticamente chega a gritar que evolução não existe. Analise a possibilidade de se estar crendo em algo tão ilusório e errado quanto foi a teoria do flogístico ou a abiogênese, uma teoria muito amparada na mente de qualquer pessoa mais por questões filosóficas que científicas, e que pode causar conseqüências graves para a sociedade ou para cada pessoa, particularmente.

 

 

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