Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem![]() |
Acampamento de ONGs no parque Berço da Humanidade, savana perto de Johannesburgo |
Um acampamento de primeiro mundo, é verdade. Montado por uma empresa
especializada na reserva do Berço da Humanidade, a 45 minutos de
Johannesburgo (com trânsito leve), ele tem refeitório com aquecedor,
garçons para servir o café da manhã e tendas com tapetes e almofadas
para um cochilo ou uma conversa após o jantar.
O grande sucesso do local fica por conta das zebras e de outros animais
selvagens que moram no local, como gnus e antílopes.
"Nós quase trombamos em girafas no caminho para o
acampamento", diz o biólogo Paulo Moutinho, do Ipam (Instituto de
Pesquisa Ambiental da Amazônia), um dos dez brasileiros acampados na
reserva.
Para ele, passar as noites da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento
Sustentável no Berço da Humanidade é um privilégio. Aliás, um duplo
privilégio. O local tem esse nome por abrigar as cavernas de
Sterkfontein. Nelas foram descobertos alguns dos fósseis de hominídeos
mais antigos do mundo.
Os dois únicos problemas são o frio de até -2C à noite e a demora
para chegar ao Sandton Centre, onde acontece a Rio +10. O último ônibus
parte às 8h e, com o trânsito de Johannesburgo, frequentemente leva
duas horas até Sandton, atrasando os delegados.
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