Frutos da Amazônia exporta seus panetones
 
      

São Paulo, 6 de Dezembro de 2002 

Quando Iolani Tavares chegou a São Paulo, há 12 anos vindo de Belém do Pará, se assustou com o desconhecimento do mercado e das pessoas sobre os produtos da Amazônia, considerados exóticos dentro do próprio País.

      Apaixonada pela região e visando ajudar as populações ribeirinhas de seu estado natal, ela resolveu partir para a luta e criou a "Frutos da Amazônia", uma empresa voltada para valorizar os frutos e sabores do Norte do País. Começou com chocolates, depois com ovos de Páscoa e panetones, vendendo para amigos.

Hoje, seus produtos - que já somam dezenas, incluindo bombons, frutas secas, geléias, além da produção especial de Páscoa e Natal - são encontrados nas principais delicatessens da cidade e no show room da própria empresa.

      A grande novidade é que Iolani encerra o ano exportando seus produtos para Lisboa, onde já podem ser encontrados na filial da tradicional rede espanhola El Corte Inglez. "Estou exportando tanto os produtos que fabricamos durante todo o ano como nossa produção do Natal", conta Iolani.

      Sabor Brasil

      Para este Natal, a Frutos da Amazônia lança uma linha de arte cerâmica assinada por Mestre Cardoso, que nos seus mais de 70 anos, continua modelando e esculpindo com extrema fidelidade a cerâmica de civilizações extintas da ilha de Marajó.

 São verdadeiras obras de arte utilitárias, fielmente inspiradas na arte marajoara, em séries limitadas, numeradas e assinadas. As peças desenvolvidas com exclusividade para a Frutos da Amazônia acompanham ou embalam deliciosos panetones e biscoitos recheados de cupuaçu e outros frutos regionais. Junto segue, como brinde, o lendário "Muiraquitã", um antigo amuleto indígena da sorte, no formato de um sapo. Conta a lenda que as amazonas ou Icamiabas, as índias guerreiras, encontravam-se uma vez por ano com seus parceiros no lago Jaciunará, conhecido até hoje como Espelho da Lua, para o banho nupcial. 

Após todo um ritual de canto e dança, as Icamiabas mergulhavam no lago encantado e traziam das profundezas um barro verde, com que faziam amuletos zoomorfos e os ofereciam a seus pares. Denominados Miriaquitãs, esses talismãs protegem seus portadores de todos os males e perigos.

      Para este Natal, a linha de arte cerâmica assinada por Mestre Cardoso está disponível em dois modelos. O primeiro é a urna, com tampa, de cerâmica em tons terracota, que traz no seu interior o panetone recheado com geléia de cupuaçu e castanhas. 

A segunda é uma linha de jogo de café ou chá, com duas a seis xícaras, e que vem acompanhada de minipanetones com recheios variados de cuapuaçu, marzipã de castanha, taperebá, etc. A embalagem é uma caixa artesanal feita com a haste da palmeira Miriti, confeccionada por caclocos ribeirinhos, fechada por uma fita indicativa da lenda, o Muiraquitã. O amuleto foi produzido por artesãos da Vila de Icoaraci, próximo a Belém.

      

A Frutos da Amazônia traz também a linha "Natal ecológico" com embalagens artesanais desenvolvidas por povos amazônicos ribeirinhos ou em atelier de ceramistas locais. Um deles é o prato Muiraquitã, decorado em cerâmica terracota. A peça traz, ao centro, um panetone recheado com os sabores dos frutos regionais, embalado com celofane e fechado por fita de muiraquitãs. Na linha ecológica, há ainda a embalagem em forma de cesto feito com tala de guarumã.

 

 


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