
Filtros e fluidos terão
novas normas
São Paulo, 6 de Dezembro de
2002
O setor de tecnologia de filtração
e purificação de fluidos deve ganhar padrões normativos para análise até
2003. O Instituto Nacional de Metrologia e Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e empresas
ligadas a área preparam novos parâmetros para a avaliação e controle de
qualidade dos produtos existente no mercado.
Segundo Paul Gastón, o gerente-geral e
vice-presidente corporativo da Cuno Latina - uma das empresas que participam da
preparação das normas - , os testes existentes hoje não são padronizados,
nem sequer dão garantia de qualidade do material. "Essa padronização é
de fundamental importância para o consumidor e para o mercado, pois só por
meio de uma avaliação adequada podem examinar meios filtrantes dos
concorrentes."
A Cuno também está criando um novo laboratório
interno, voltado para a linha de produção, com bancadas importadas dos Estados
Unidos, para testes de produtos.
De acordo com Gastón, o
investimento nesse novo laboratório, mais a duplicação do laboratório de
suporte ao cliente, conhecido como SASS (Scientific Applications Support
Services) - cuja função é o desenvolvimento de aplicações-, será de R$ 1,5
milhão.
Só em 2002, a Cuno Latina investiu cerca de R$ 8
milhões em produção, laboratórios e robótica. "Além do mercado
interno, acreditamos na exportação dos produtos brasileiros para EUA, Europa,
Japão, Austrália e Singapura", afirma Gastón.
Parte desse investimento, mais
precisamente R$ 2,5 milhões, serão aplicados na renovação e aumento de
capacidade – em 60% - da linha de produção do filtro Micro-Klean, com
objetivo de melhorar a qualidade do produto e a produtividade industrial.
Segundo ele, somente uma nova unidade industrial
dentro de seu parque fabril - localizado em Mairinque, a 70 quilômetros da
capital paulista - representará mais R$ 10 milhões no faturamento anual da
empresa.
De acordo com Gastón, foram criadas cerca de 30
novas vagas para engenheiros, técnicos e mão-de-obra especializada na área
industrial. " Isso implica investimento de R$ 8 milhões em 2003",
conclui.