
Combater o mosquito da
dengue com Tilápias e Paranense Peixe Bom exporta tilápias
Peixes, tilápias ajudam a combater a doença
Combater o mosquito da dengue com peixes é a intenção da Secretaria de
Meio Ambiente da Prefeitura do Rio ao colocar tilápias em lagos e chafarizes da
cidade. As tilápias foram escolhidas porque se alimentam das larvas do mosquito
Aedes aegypti e se reproduzem muito rápido.
O problema será impedir mendigos de comer os peixes.
Segundo o secretário de
Meio Ambiente, Ayrton Xerez, os 180 guardas ambientais e a Guarda Municipal
reprimirão pesca de tilápias. As primeiras já foram colocadas na pça. Saens
Peña (zona norte). Mais 31 locais receberão os peixes na próxima semana.
Xerez disse que a intenção é combater o mosquito e conscientizar as pessoas
da necessidade de preservar a fauna e a flora.
e:
Paranense Peixe Bom
exporta tilápias
06 de Dezembro de 2002 - Fundada há dois anos em
Marechal Cândido Rondon, região Oeste do Paraná, a Peixe Bom - empresa de
processamento de filé de tilápia - está exportando 70% da sua produção
estimada entre 80 toneladas a 100 toneladas mensal de peixe.
Embora os números não sejam
revelados, o crescimento faz o sócio-gerente, Laudi José Gregory, estimar um
incremento de 500% no faturamento do atual exercício, gerando a necessidade de
ampliação do espaço físico e o aumento de 100% da capacidade de produção
para o próximo ano.
O mercado de pescado está em
franco desenvolvimento´, afirma Gregory. O maior mercado para este tipo de
produto está nos EUA, onde o produtor recebe US$ 7 pelo quilo do filé.
A projeção é de que em 2003 a produção de
tilápia -tipo de peixe de água doce (também chamado de tilápia do Nilo)
muito consumido nos países de Primeiro Mundo e o mais bem sucedido na produção
em escala no Brasil- alcance 86,4 mil toneladas. Em 2010, estima-se que a produção
desta variedade seja de 420 mil toneladas.
O Paraná é um dos três principais Estados
produtores de peixes. Os demais são: Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa
Catarina. São 22.416 piscicultores paranaenses, o equivalente a 5,5% do total
de produtores do Brasil.
A produção da piscicultura
paranaense, após um crescimento expressivo até o ano de 1998, estabilizou-se
ao redor de 17 mil toneladas. De acordo o gerente da Peixe Bom, a região Oeste
do Estado responde 50% da produção total.
O aproveitamento do peixe para a produção de
filés é de apenas 30%, os demais 70% se transformam em subproduto, como
farinha de pescado, tornando o custo de produção alto para o mercado interno.
O maior problema enfrentado atualmente pelo setor
é identificar os canais de comercialização. Os produtores enfrentam problemas
na colocação dos seus produtos. A Peixe Bom é uma das pequenas empresas que
descobriu o mercado externo por intermédio do projeto Rede Nacional de Agentes
de Comércio Exterior (Redeagentes).
O objetivo do projeto é
difundir a cultura exportadora e orientar as empresas de pequeno porte sobre os
procedimentos relacionados para exportar.
Desde a sua criação, em 2000, o projeto já
capacitou 450 empresários paranaenses em exportação. ´Atendemos apenas
pequenas empresas para que o projeto não fuja do seu foco. São empresas sem
nenhum conhecimento da área, principalmente as que estão localizadas no
interior´, explica o coordenador da rede do Paraná, Gustavo Machado.
O projeto é considerado novo, já que o tempo
tido como ideal para se ter conhecimento sobre exportações é de dois anos.
Dentro do objetivo de difusão da cultura exportadora são realizados
treinamentos gratuitos para capacitação de formadores, de agentes de comércio
exterior e de empresários de pequeno porte. No Paraná são 27 cidades
participando e já foram capacitados 130 agentes de comércio exterior e em
torno de 10 formadores.
Os agentes de comércio exterior, após o
treinamento, são integrados em uma rede baseada na Internet. A partir desta
rede, passam a contribuir no processo de divulgação da cultura exportadora e a
prestar orientações ao setor empresarial de pequeno porte sobre como
exportar.
É também por intermédio
desta rede que será formada uma comunidade de informações em comércio
exterior, abrangendo todas as unidades da federação e cerca de 400 municípios.
No caso da Peixe Bom, a empresa recebeu serviços
de consultoria, enquadramento do produto, pesquisa sobre os mercados
importadores.
Além disso a agente de exportação
que acompanhou o processo, Giovana Bósio, explica que foi feito o contato com a
Câmara América que cedeu a lista de possíveis compradores do produto. A
partir disso, a empresa contratou um representante. ´Já estamos em contato com
outros distribuidores tanto nos Estados Unidos como na Europa´, comemora
Gregory.
O levantamento dos resultados obtidos com projeto
serão realizados somente à partir do próximo ano. Mas, de acordo com dados da
Redeagentes as pequenas e médias empresas, que respondiam por 3% das exportações
brasileiras, nos últimos anos passaram a representar 12% do total.
Para Machado, o número
é resultado das várias iniciativas e programas de incentivo a exportação,
mas a participação das pequenas empresas ainda, é considerada pequena. ´A idéia
é chegar a números expressivos como países como a Itália onde as pequenas
empresas representam 64% das exportações´, afirma.