
Café brasileiro é
vendido por US$ 1.700 a saca
São Paulo, 11 de Dezembro de 2002 - O
leilão de café realizado ontem pela Brazil Specialty Coffee
Association (BSCA) bateu mais de um recorde mundial. A saca de 60
quilos mais cara do mundo foi negociada a US$ 1.700, em um lote de 26
sacas. O faturamento total do leilão foi de US$ 474 mil, na venda das
998 sacas participantes do prêmio Cup of Excellence. O preço médio
também foi recorde, US$ 475 a saca. No leilão de 2001, o preço médio
pago pela saca foi de US$ 400 e o café mais caro foi arrematado por
US$ 735 cada saca.
"Isso demonstra que industriais e
varejistas do mundo todo estão interessados na alta qualidade. E
mostram que confiam no produto brasileiro e estão dispostos a
recompensar os produtores que oferecem este produto", diz Marcelo
Vieira, presidente da BSCA.
Exportações mensais
As exportações de café do mês de
novembro somaram 2,83 milhões de sacas, com uma arrecadação de US$
143,56 milhões. Em comparação com novembro do ano passado, tanto o
volume quanto a receita foram superiores em 8,2% e 11%,
respectivamente, segundo o Conselho dos Exportadores de Café Verde do
Brasil (Cecafé).
Receita menor
Com os embarques do mês passado, as
exportações brasileiras de janeiro a novembro totalizam 24,97 milhões
de sacas. O volume é 16,7% maior do que o do mesmo período de 2001.
Apesar do volume maior, no acumulado do ano a receita está 8,7%
inferior ao mesmo período de 2001. Nos onze meses de 2002 os
exportadores registraram receita de US$ 1,21 bilhão em embarques ante
US$ 1,32 bilhão do mesmo período de 2001.
"Os números até agora reforçam
nossas estimativas de que o Brasil exportará 27 milhões de sacas,
com destaque aos embarques de café robusta", diz Guilherme Braga
Abreu Pires Filho, presidente do Cecafé. No acumulado do ano, as
exportações de robusta somam 3,78 milhões de sacas, 259% superior
ao mesmo período de 2001. Já as vendas de arábica totalizam 18,94
milhões de sacas, 4,7% a mais.
(Gazeta Mercantil/Página
B16)(Alexandre Inacio)