A fibra do curauá é utilizada pelos moradores de Santarém 


13/12/2002

 

 A fibra do curauá é utilizada pelos moradores de Santarém na confecção de cordas para armar redes de dormir e cabos para manejo de animais. No ano passado, havia 150 hectares de plantação do curauá na região, onde comunidades locais cultivam o Ananas erectofolius, nome científico da planta, em consórcio com outras culturas, como mandioca, hortaliças e feijão.



      Além desse uso familiar e o da indústria automobilística, o curauá pode ser usado na fabricação de papel, a partir da sobra do processo de desfibramento da planta que resulta num composto viscoso chamado de mucilagem. A toxina encontrada no soro da planta também pode ser utilizada na produção de bactericidas.



      Espécie nativa e rústica, o curauá não é exigente quanto ao solo, podendo ser plantado até em áreas degradadas. "Hoje, o curauá já é cultivado no Vale da Ribeira, em São Paulo", diz o engenheiro florestal Sinval Paiva, diretor da empresa Poematec – Comércio de Tecnologia Sustentável para a Amazônia.


      Cresce em cada pé de curauá entre 20 a 24 folhas por ano, o equivalente a dois quilos de fibra. Em uma área de um hectare é possível cultivar dez mil plantas, que podem produzir três toneladas de fibra anualmente, por um período de cinco a seis anos, o correspondente a seu ciclo de vida, em que o curauá pode produzir cerca de 40 mudas.

      (Gazeta Mercantil/Página C7)(R.F.)

 

 

 

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