O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)  
 

13/12/2002

 

 O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e três agências da ONU iniciaram uma política de colaboração técnica e de investimentos em iniciativas privadas, relacionadas às negociações de créditos de carbono, no Brasil e na África do Sul. Os dois países receberão US$ 1,6 milhão para desenvolver projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDLs) na área de energia e outras relacionadas a mudanças climáticas, informou o oficial de projetos do PNUD, Augusto Jucá.

      O objetivo, segundo ele, é mostrar ao mercado mundial o grande potencial das negociações que envolvem os créditos de carbono. No Brasil, o PNUD já assinou "Memorando de Entendimento" com a Bionergia Cogeradora S/A, empresa do setor sucro-alcooleiro ligada ao grupo Balbo. Segundo o diretor financeiro da Bionergia, Clésio A. Balbo, com o acordo a usina terá aumento de produção, de 10 MW (megawatts) para 31 MW. "O aumento da produção é possível utilizando a mesma quantidade de bagaço de cana", disse. O excedente será vendido, por meio de contratos de longo prazo, para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). O oficial do PNUD informou que os créditos de carbono virão justamente desse excedente.

      O mercado ainda não está regulamentado para os negócios envolvendo créditos de carbono. O impulso para essas operações será dado com a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, prevista para este ano ainda. O protocolo prevê que os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo sejam o ponto de partida das negociações. Desse modo, países que não conseguirem atingir a meta de redução na emissão de carbono à atmosfera poderão comprar créditos de outros.

      (Gazeta Mercantil/Página C9)(Ana Gabriela Saboya - do Panorama Setorial)

 

 

 

 

 

RETORNAR INDEX SUBIR DOCUMENTO