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As
empresas de alimentos terão verba para exportar
São Paulo, 13 de
Dezembro de 2002 - A Associação Brasileira da Indústria
de Alimentos (Abia) e a Agência de Promoção às
Exportações (Apex) lançaram ontem em São Paulo a
Central Taste Brazil, programa que receberá recursos
de R$ 12 milhões para desenvolver um planejamento
estratégico aos diferentes grupos da indústria de
alimentos interessas em colocar seus produtos no
mercado internacional. O aporte de capital será
dividido em R$ 6 milhões por parte da Apex e outros
R$ 6 milhões da Abia.
"O projeto será
uma divisão independente da Abia e tem por meta
reunir 5 mil empresas até 2005. Além disso, reunirá
os segmentos da indústria alimentícia que já
possuem projetos encaminhados na Apex", diz
Dorothea Werneck, gerente especial da Apex.
Uma das metas do
programa é ampliar em 44%, até 2004, as exportações
do setor alimentício. A expectativa da indústria é
de que as exportações deste ano atinjam US$ 11 bilhões,
volume 10% superior aos US$ 10 bilhões embarcados no
ano passado. "O programa terá duração de 24
meses, prorrogáveis por mais 24, mas a idéia é que
depois de vencido o prazo, a Taste Brazil fique disponível
com recursos próprios para as indústrias
interessadas em entrar no projeto", diz Dorothea.
Auto-suficiência
A expectativa dos
idealizadores do programa é que em dois anos o Taste
Brazil seja auto-suficiente. "Esse é um projeto
de grande amplitude que já começou a dar seus
primeiros resultados e que tem seu foco voltado para
pequenas e médias empresas", afirma Edmundo
Klotz, presidente da Abia e do comitê gestor do
projeto.
Ampliar variedades
De acordo com Klotz, a
proposta do programa é incentivar as exportações de
produtos com maior valor agregado. "Nossa grande
luta será exportar produtos não convencionais, que não
sejam commodities. Queremos levar nossos produtos aos
mercados internacionais para ampliar a variedade já
existente", afirma.
Dorothea Werneck
ressalta que ainda existem mercados que os produtos
brasileiros não estão presentes, ou existem de forma
muito tímida. "Vamos focar as exportações para
Coréia, China, Rússia, Leste Europeu, África e
mercados Árabes, que são países e regiões onde
ainda não existem restrições não tarifárias aos
nossos produtos", afirma Dorothea.
A gerente especial da
Apex ressaltou que nem todos os setores da indústria
de alimentação estão preparados e adaptados às
questões fitossanitárias. "Exportar não é
algo simples, nem mostra resultados rápidos. Os
primeiros contratos começam aparecer depois de 18 e
até 24 meses de implantado um programa de exportação",
afirma a gerente, lembrando a adequação tecnológica
e formação de preço externo são alguns dos
entraves.
(Gazeta Mercantil/Página
B16)(Alexandre Inacio)
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