
Coordenador de projeto brasileiro vai para
Nova York disseminar a idéia de redes
Andrew Simpson, cientista de origem britânica que se tornou um dos cérebros
dos projetos genoma brasileiros, mudou-se no início do mês para Nova York. Sua
missão será levar a experiência nacional para outros países em
desenvolvimento.
Simpson, 48, coordenou o projeto genoma da Xylella fastidiosa, bactéria que
parasita laranjeiras (provocando a doença do amarelinho). O sequenciamento
(transcrição) de todas as "letras" químicas do DNA do germe foi o
primeiro de um patógeno de plantas e saiu na capa da revista científica
"Nature" em 13 de julho de 2000.
O projeto foi uma parceria da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo) com o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer de São Paulo,
ao qual Simpson continuará vinculado. Sua transferência para o Ludwig de Nova
York -o instituto é uma rede mundial criada pelo milionário americano Daniel
K. Ludwig- tem prazo previsto de um ano, mas poderá durar mais.
A notícia foi dada pela rede SciDev (www.scidev.net), dirigida a países mais
pobres.
"Para mim foi uma ótima oportunidade", diz Simpson. Além de
disseminar por países em desenvolvimento a idéia de redes com dezenas de
laboratórios, como a brasileira, ele diz que o objetivo do Programa James R.
Kerr no Ludwig-NY é fazer algo similar no plano global.
"O objetivo é a luta contra o câncer, que é muito complicado. Precisa de
respostas mais sofisticadas, de uma rede mais diversificada", diz Simpson,
diretor do programa criado há dois anos. (DA REDAÇÃO)
|