
Banco Mundial, Brasil e ONG criam
programa para proteger Amazônia
DA ENVIADA A JOHANNESBURGO
O Banco Mundial e a ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza) anunciaram
ontem que irão colaborar em duas fases no financiamento do projeto de
dez anos Arpa (Áreas Protegidas da Amazônia), estimado em US$ 395 milhões
no total. Serão US$ 81,5 milhões na primeira fase, de quatro anos, e
as duas instituições se comprometam com US$ 140 milhões no longo
prazo.
A assinatura oficial foi ontem, em Johannesburgo, África do Sul, na
presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, que desistiu de fazer
um discurso formal, em inglês, e falou em português, de improviso.
Disse que estava gostando de ouvir "declarações de amor ao
Brasil". Também participaram o presidente do Banco Mundial, James
Wolfensohn, e a cúpula do WWF.
O projeto Arpa engloba 500 mil quilômetros quadrados na Amazônia, uma
área que é cerca do dobro do Reino Unido ou do Estado do Texas, nos
EUA, na maior área de floresta tropical do mundo. Além do Banco
Mundial e do WWF, o governo brasileiro e a agência alemã KfW
contribuem.
Na primeira fase do projeto, serão criados 90 mil quilômetros
quadrados de novas áreas estritamente protegidas até 2006, e mais 90
mil de áreas protegidas para uso sustentável.
Fernando Henrique citou o ambientalista Chico Mendes, assassinado no
Acre, e defendeu "usar a floresta, preservando-a". (EC)
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