Foto:
Daniel Camara Barcellos
Família:
Euphorbiaceae.
Nomes Vulgares:
Batata-do-inferno, perna-inchada, tártago.
Descrição Botânica:
Arbusto suculento, leitoso da América central e Antilhas,
de tronco dilatado na base, com 50-80 cm de altura de
folhas peltadas com vários recortes, espessas, coriáceas,
verde escuras. As flores são pequenas em numerosas
inflorescências com haste longa e suculenta, vermelhas.
Ecologia/Fenologia:
A floração é formada durante a primavera e verão.
Planta rústica, resitente a solos áridos, porém sensível
a baixas temperaturas.
Parte Tóxica:
Semente, fruto e látex.
Principio Ativo:
Toxalbumina curcina.
Dose Letal: O número
de sementes e as circunstância de ingestão (bem ou mal
mastigadas, inteiras, moídas, etc. é que determinam a
intensidade do quadro tóxico. Sabe-se que 4 a 5 sementes
são suficientes para causar morte.
Principais Sintomas em
Caso de Intoxicação: Aparecem entre 30 minutos a uma
hora com dores abdominais, náuseas, vômitos acentuados e
diarréia. Em casos mais graves a sintomatologia é
seguida de espasmos da musculatura das extremidades, distúrbios
respiratórios, hipotensão, distúrbios eletrocardiográficos
e desidratação. O quadro neurológico (torpor
hiporreflexia e coma) pode ser consequente aos graves distúrbios
hidroeletrolíticos. Estes explicam também possíveis lesões
renais com insuficiência renal aguda. O óleo tem efeito
purgativo violento, calculando-se a sua dose para o homem
de 0,3 a 0,6 ml. O látex é acre, cáustico e de ação
irritante sobre pele e mucosas.
Antídoto/Tratamento::
A lavagem gástrica é sempre indicada em caso de ingestão,
apesar de os vômitos que aparecem rapidamente, contribuírem
para o esvaziamento do estômago. Distúrbios digestivos são
tratados com anti-espamódicos, anti-heméticos (metoclopramida,
dimenidrinato) e eventualmente antidiarréicos. Correção
dos distúrbios hidroeletrolíticos deve ser precoce e enérgica,
utilizando-se soro glicosado, soluções salinas e sangue,
de acordo com a necessidade. Hidratação adequada diminui
os riscos de complicações cardiovasculares, neurológicas
e renais. Lesões de pele e mucosas por contato com o látex,
pêlos e espinhos são tratadas com soluções antissépticas
suaves, analgésicos, anti-histamínico e, nos casos mais
graves, cortiscoteróides