Foto:
Daniel Camara Barcellos
Família: Araceae.
Nomes Vulgares:
Diefembáquia, comigo-ninguém-pode.
Descrição Botânica:
Herbácea perene da Colômbia e Costa Rica, de 20-50 cm de
altura, com caule espesso, suculento e folhagem ornamental
e coriácea. Existem inúmeras variedades que são
separadas pelo desenho das folhas. As flores não possuem
importância decorativa.
Ecologia/Fenologia:
Planta usada a sombra e meia-sombra, não suporta vento,
tipo de solo rico em matéria orgânica, clima quente e úmido,
floração quase o ano todo, porém insignificante.
Parte Tóxica: Folha
e talos .
Principio Ativo:
Estricnina e ráfides de oxalato de cálcio.
Dose Letal: 30 g/Kg
de peso (as 30 gramas foram diluidas em 100 ml de água).
Principais Sintomas em
Caso de Intoxicação:
A ingestão provoca irritações
na mucosa: edema de lábios, língua e palato com dor e
queimação, sialorréia, disfagia, cólicas abdominais, náuseas,
vômitos e afonia (impossibilidade de falar). O contato do
suco leitoso com os olhos ou de dedos contaminados, produz
irritação intensa com congestão, edema, fotofobia e
lacrimejamento.
Antídoto/Tratamento::
Lavagem gástrica ou medidas provocadas de vômitos, devem
ser realizadas com cautela. O tratamento é sintomático
incluindo demulcentes como: leite, clara de ovo, óleo de
oliva, bochechos com solução de hidróxido der alumínio
e ainda antiespamódicos e analgésicos. Nos casos mais
graves pode-se utilizar corticóides e anti-histamínicos.
As lesões oculares são tratadas com lavagem demorada com
água corrente e aplicação de colírios antissépticos.
Outros Usos/Observações:
Outras substância tóxicas desta planta serviram como
experiências nos campos de concentração da segunda
guerra mundial, em que se tinha como efeitos hipotéticos
a esterilização, mas não se obteve nenhum resultado.