Família:
Solanaceae.
Sinonímia
Botânica: Datura suaveolens Humb. Et Bompl.
Nomes
Vulgares:Saia-branca, trombeteiro, babado,
trombeta-de-anjo, copo-de-leite, zabumba-branca,
sete-saias.
Descrição
Botânica: Arbusto semi-lenhoso, de 2-3 m de altura,
com folhas grandes, alongadas e finas. Flores grandes,
pendentes, brancas, róseas ou amarelas, em forma de funil
com 5 dentes no cálice dilatado.
Ecologia/Fenologia:
Usada a pleno sol, prefere solos ricos em matéria orgânica
e arenosos, clima quente e úmido. Floração quase o ano
inteiro.
Parte
Tóxica: Folhas e sementes.
Principio
Ativo: Alcalóide daturina, atropina, hioscina.
Dose
Letal: Não encontrada em literatura.
Principais
Sintomas em Caso de Intoxicação: Náusea e vômito,
seguido de pele quente, seca e avermelhada; rubor de face,
mucosas secas principalmente ocular e bucal. Taquicardia,
confusão mental, mudanças repentinas de comportamento,
alucinações com visão de formas e cores variadas,
vertigem, delírio acompanhado de convulsões, aumento de
pulsação, dilatação da pupila, diminuição das secreções.
Diminuição do poder de reflexo ou exercício motor da
medula, paralisando a ação dos músculos estriados e
excitando os músculos lisos.
Antídoto/Tratamento::
Esvaziamento gástrico desde que seja feito em tempo útil.
A lavagem gástrica deve ser enérgica e precoce. A
hipertemia deve ser tratada com medidas físicas (bolsas
de gelo, compressas úmidas, etc.) pois em geral são
ineficazes os analgésicos. Diazepínicos podem ser
utilizados para controle da agitação psicomotora muito
intensa. Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e
metabólicos e assistência respiratória são
procedimentos importantes. Administrar fisostigmia para
pacientes graves, pois os efeitos colaterais são
significativos.
Outros
Usos/Observações: Exala perfume agradável. Na Sibéria,
segundo a lenda , as mulheres preparavam um veneno chamado
“Dur” para matar seus maridos. Em Delfos, os
sacerdotes serviam-se da planta para provocar delírios na
pítia quando do seu encontro com o oráculo.