Foto: Daniel Camara Barcellos
Família:
Verbeneceae.
Nomes
Vulgares: Camará, Cambará, Lanatana-espinhosa, Camará-miúdo,
Camará-verdadeiro, Camará-de-espinho, Camará-de-chumbo,
cambará de cheiro, cambarazinho.
Descrição
Botânica: Pequeno arbusto de caule ramificado até a
raiz formando muitos galhos cruzados; possui pequenos
espinhos nos ramos, folhas ovais, ásperas, com cheiro
semelhante ao da erva-cidreira; inflorescências em capítulo,
flores vermelhas ou amarelas; fruto globuloso, do tamanho
e cor de um grão de chumbo de espingarda, com uma película
envoltória fina e uma semente no centro.
Ecologia/Fenologia:
Usada
a pleno sol, sendo resistente a podas e pouco exigente em
solo.
Parte
Tóxica: Toda a
planta.
Principio
Ativo: lantadena A (lantanina), um triterpenóide.
Dose
Letal: Não definida em publicação pesquisada.
Principais
Sintomas em caso de Intoxicação: o princípio ativo
existe na planta em concentrações variadas conforme a
região, condições climáticas e espécie. A lantadena A
(lantanina), um triterpenóide, que nos animais age
impedindo a glicuronização da bilirrubina, com conseqüente
icterícia e fotossensibilização.
Na
espécie humana a intoxicação tem sintomatologia
diferente e seu mecanismo não é ainda conhecido. os
sintomas aparecem algumas horas após a ingestão e
incluem náuseas, vômitos, diarréia, fraqueza, letargia,
respiração lenta e difícil, cianose, midríase,
fotofobia, ataxia, hiporreflexia e coma. Já foram
relatados casos de óbito.
Antídoto/Tratamento::
Lavagem gástrica com sonda de calibre suficiente para a
passagem de grossos fragmentos deve sempre ser realizada,
mesmo na ausência de sinais de intoxicação. Distúrbios
gastrintestinais são tratados com antiespasmódicos e
antidiarréicos. Deve-se manter o equilíbrio hidroeletrolítico
adequado a realizar uma assistência respiratória
constante.