O setor agropecuário brasileiro deverá fechar o ano com saldo comercial positivo de US$ 15,95 bilhões 

      
19 de Dezembro de 2002
 
O setor agropecuário brasileiro deverá fechar o ano com saldo comercial positivo de US$ 15,95 bilhões, alta de 8,2% sobre o superávit de US$ 14,732 bilhões registrado em 2001. 
 
A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que estima um volume de US$ 20,3 bilhões de exportações e de US$ 4,35 bilhões em importações do setor este ano. Em 2001, a agropecuária nacional realizou exportações de US$ 19,132 bilhões e importações de US$ 4,4 bilhões.

      As projeções foram preparadas a partir dos negócios do setor já realizados entre janeiro e novembro, que apresentam superávit de US$ 15,27 bilhões na balança comercial do agronegócios, em crescimento de 7,61% na comparação com os resultados de igual período de 2001. Entre janeiro e novembro deste ano, as exportações do agronegócio somaram US$ 19,25 bilhões (crescimento de 5,67% na comparação com igual período de 2001) e as importações chegaram a US$ 3,97 bilhões (queda de 1,2% em relação a 2001).

      A desvalorização do real foi o principal fator a impulsionar exportações e retrair importações, apesar de o superávit agropecuário ter enfrentado problemas como a queda dos preços internacionais em carnes, disse Paulo Sérgio Mustefaga, assessor da CNA.

      O destaque nas exportações foi a soja. O setor já remeteu ao exterior US$ 5,668 bilhões, crescimento de 13,2% na comparação com as exportações de US$ 5,01 bilhões no mesmo período de 2001. "O total de exportações do setor de soja devem chegar a US$ 5,9 bilhões", diz Pernambuco.

      No acumulado entre janeiro e novembro, as exportações do setor agropecuário envolveram o correspondente a 52,812 milhões de toneladas, alta de 10,92%. O preço médio dos produtos exportados, porém, caiu 5,4%, para US$ 324,81. Ou seja, foi preciso ampliar os volumes para compensar as perdas com a queda dos preços. A carne suína apresentou valor médio por tonelada, este ano, de US$ 1,067 mil; contra US$ 1,414 mil, no ano passado. Soja, laranja e cacau foram as exceções.

      (Gazeta Mercantil/Página B16)

 

 

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