Norma técnica pode abrir mercado externo
 
      São Paulo, 18 de Dezembro de 2002 - "A OMC - Organização Mundial de Comércio tem dentes e morde", disse o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo Ruy Martins Altenfelder Silva, ontem, durante a cerimônia de inauguração da nova sede da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. 

Uma paráfrase do ministro Celso Lafer, a citação faz referência à importância da normalização no mercado internacional. "O Brasil está atravessando um momento crucial de inserção no mundo globalizado. É como se estivéssemos participando, simultaneamente, de quatro jogos de xadrez", relatou o secretário, referindo-se, além da OMC, à Alca, à União Européia e ao Mercosul.

      As normas técnicas auxiliam na fabricação de produtos para exportação e constituem-se em aliadas estratégicas no desafio de ampliar a participação brasileira no mercado mundial. 

A transferência da sede da ABNT da avenida Paulista, zona oeste de São Paulo, para o campus do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na Cidade Universitária, tem justamente o objetivo de aproximar sociedade, empresários, usuários e consumidores do processo tecnológico, despertando o interesse pelas normas técnicas.

      "Este acordo permitirá deixarmos, para as próximas gerações, um mecanismo de cooperação entre os setores produtivo, acadêmico e governamental e pretende aumentar o engajamento destes segmentos na atividade de normalização técnica, estimulando sua difusão", disse o professor Guilherme Ary Plonski, presidente do IPT.

      Valter Pieracciani, diretor-geral da ABNT, ressaltou que a mudança trará agilidade e comodidade aos empresários. "Procedimentos que demoravam dias agora poderão ser feitos em horas, o que facilita a vida principalmente daqueles que vêm do interior do Estado", disse. 

 

Mas ainda há muito por fazer. "Precisamos crescer e aumentar nossa presença." Para tanto, o executivo adianta que, em 2003, o principal passo será tornar parte do trabalho realizado pela Associação disponível também no campo virtual, usando a internet como instrumento de aproximação e ampliando a participação de consumidores, produtores e outras entidades.

 

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