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FDA aperta o
cerco a suplementos dietéticos
que vai agir com
rigor na punição aos responsáveis por produtos
fraudulentos, como pílulas e compostos
19 de Dezembro de 2002 - A agência para alimentos e remédios dos Estados Unidos (FDA) advertiu as indústrias de suplementos dietéticos de que vai agir com rigor na punição aos responsáveis por produtos fraudulentos, como pílulas e compostos que não cumprem o prometido nas embalagens e propaganda.
O comunicado dirigido ao setor, que fatura US$ 17 bilhões por
ano nos Estados Unidos, afirma que a FDA "não vai
tolerar esquemas fraudulentos que enganam ou colocam em risco
a saúde da população".
Para mostrar que não ficará apenas na ameaça, a agência ordenou ontem a apreensão de um estoque de EverCLR, vendido pela empresa Halo Supply, de San Diego, Califórnia, no valor de US$ 100.000.
Oferecido como
suplemento alimentar, o produto também promete ao consumidor
ajuda no combate à herpes e outras viroses, o que não foi
comprovado em testes de laboratório.
"Não vamos permitir que os consumidores interessados em melhorar sua saúde sejam enganados com promessas ou informações falsas", diz o comunicado.
A nota
acrescenta que, após esta primeira apreensão, do EverCLR,
outras deverão ser feitas nos próximos dias. "Estamos
alertando os fabricantes sobre o que está para vir".
Representantes da agência explicaram que uma atenção especial será dada a produtos que prometem reduzir o colesterol, diminuir os riscos de ataques cardíacos ou derrames cerebrais.
A agência vai
exigir maior rigor nos rótulos e na publicidade em geral, de
maneira a evitar que as pessoas sejam iludidas por supostos
milagres, causados por compostos que, em muitos casos, nem
chegam a conter os produtos anunciados.
De certa maneira, a agência vai estender a este setor as mesmas providências que já adota para a indústria alimentícia.
Por exemplo,
antes que a aveia pudesse ser anunciada como um produto bom
para as funções cardíacas, foi necessário buscar um
consenso científico de que as fibras existentes na aveia
ajudam a manter baixos os níveis de colesterol. O próximo
passo será permitir a divulgação de que o salmão e outros
peixes semelhantes têm altos níveis de Omega-3, que combate
doenças cardíacas.
(Associated Press)
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