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Inhame e
Cará
e:
Cooperativa
e novas técnicas abrem mercado para inhame do Recôncavo
Benefícios:
- Rico em amido
- Rica fonte de beta-caroteno
- Boa fonte de vitaminas C e do complexo B
- Contém cálcio, fósforo e ferro
- O inhame é um alimento especialmente recomendado na prevenção
de doenças como dengue,malária e febre amarela.
Inconvenientes:
- Estraga rapidamente
- Algumas variedades são tóxicas.
O nome científico do
cará é Dioscorea
alata L. Ao que tudo
indica o nome deste tubérculo é derivado da palavra senegalesa
ñam, que significa ''para comer''. Ele foi trazido para o Brasil
das ilhas de Cabo Verde e São Tomé ainda no período colonial e
se adaptou muito bem ao nosso clima . O alto teor de amido e
vitaminas do complexo B conferem ao inhame a fama de ser um
alimento altamente energético.
Em termos medicinais o
inhame é considerado um poderoso depurativo do sangue e, de
acordo com o Estudo Nacional da Despesa Familiar realizado pelo
IBGE, é recomendado também na prevenção da malária, do dengue
e da febre amarela. Além disso, ele fortalece o sistema imunológico
e aumenta a fertilidade nas mulheres. Todas as partes do vegetal
podem ser consumidas: o tubérculo, as folhas e os talos. O
tubérculo, comum em supermercados, pode ser consumido cozido,
como uma alternativa à batata, ou na forma de purês e sopas
cremosas. O inhame descascado é branco e tem uma consistência
muito firme, mas após ser cozido fica com um tom levemente
azulado e torna-se macio.
Existe uma grande
variedade de inhames, entre as quais o inhame-branco, o
inhame-bravo, o inhame-cigarra, o inhame-da-china (também chamado
de inhame-cará) e o inhame-taioba. O inhame-gigante, nativo da África,
é raro e pode chegar a pesar 45 kg. Algumas pessoas confundem o
inhame com um outro tubérculo rico em amido - o cará. entretanto
tratam-se de dois tubérculos distintos.
O cará já era
conhecido nas Américas quando os portugueses aqui chegaram. Da
mesma forma que o inhame, o cará é um alimento altamente energético,
rico em carboidratos e, por isso, um dos tubérculos preferidos
dos adeptos de dietas vegetarianas.
Existem inúmeras
variedades de cará, e entre as mais conhecidas destacam-se: cará-pedra,
cará-do-mato, cará-do-ar, cará-açu, cará-da-terra, cará-de-caboclo,
cará-de-sapateiro, cará-do-campo e cará-inhame.
Deve-se ter especial
atenção com as espécies de procedência duvidosa, pois algumas
delas são venenosas, podendo causar graves danos à saúde e até
a morte.
No Nordeste
brasileiro, costuma-se comer o inhame ou o cará cozidos e com um
pouco de mel ou melado no café da manhã.
É
bom para:
- Pessoas com alto gasto energético, porque é um alimento
calórico, com a vantagem de ser de digestão fácil e rápida.
- Macio, é indicado a bebês, idosos e convalescentes.
Não
é bom para:
- Quem faz regime – deve
consumir pouco, pois é rico em carboidratos e calórico.
- Pessoas com obstipação intestinal precisam combiná-lo com
salada de folhas (tem pouca fibra).
É encontrado nos mercados municipais, feiras livres e
supermercados. Pesa em geral entre 300 e 500g, mas pode ser
encontrado nas ''Casas do Norte'' em tamanhos grandes (mas de 2
quilos). A coloração tem de ser marrom uniforme. É oblongo e
possui filamentos dispersos na superfície. Deve estar bem firme e
sem danos na casca – talhos na superfície podem expor a polpa
úmida, alojar fungos e favorecer o apodrecimento precoce. Evite
também se estiver com as extremidades ocas ou amolecidas.
Conserva-se por longo tempo à temperatura ambiente em local seco
e arejado, protegido da luz.
Como
se prepara
Pode
ser consumido frito ou assado. Cozinhe-o com ou sem casca.
Mantendo a casca na cocção, nutrientes como vitaminas e minerais
hidrossolúveis não se perdem. Após descascar, deixe-o imerso em
água com vinagre para não escurecer. Ao cozinhar, apenas cubra
com água fervente salgada. Cortado em cubos de 2 por 2 centímetros,
cozinhar em 6 minutos, portanto, em sopas, não misture com
cenoura, por exemplo, que demora mais para cozinhar. Ao cozinhar
inteiro, verifique com o garfo se já está macio. Após esfriar,
puxe a casca com faca. Cozido, pode ser fritado, refogado ou
passado em manteiga ou azeite e servido polvilhado com ervas.
| Melhores
Meses Para Compra (*) Inhame (**) Cará |
| JAN |
FEV |
MAR |
ABR |
MAI |
JUN |
JUL |
AGO |
SET |
OUT |
NOV |
DEZ |
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Leia também: Cooperativa e
novas técnicas abrem mercado para inhame do Recôncavo
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Uma
atividade de tradição familiar no Recôncavo baiano
está ganhando força e melhorando a qualidade de vida dos
agricultores locais. Desde 1997, com a criação da
Cooperrecôncavo, instalada em Maragogipe, a produção de
inhame na região aumentou mais de 15 vezes com a adoção
de técnicas mais modernas de plantio e com a garantia de
comercialização através da cooperativa.
De acordo com Ramiro Augusto Magalhães Passos, gerente
regional da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento
Agropecuário) em Cruz das Almas, ''a empresa começou a
fazer um trabalho junto aos produtores e fortaleceu bem o
trabalho de assistência técnica a partir de 1999, quando
passou de uma área de 200 hectares para 700 hectares
plantados, elevando não só a área plantada como a
quantidade de toneladas produzida''. A EBDA é uma das
parceiras na criação da cooperativa.
Ramiro Passos destacou que o trabalho desenvolvido por
técnicos da EBDA junto à cooperativa para ajudar os
agricultores a incrementar a sua produção vem dando um
bom resultado. Quem atesta é o produtor Glicério Pereira
Barros, 54 anos, que considera a criação da cooperativa
muito boa. ''Ela foi buscar o empréstimo para aumentar a
nossa produção, que era pequena e aumentou bastante.
Isso foi bom porque a gente produzindo mais pode ajudar
mais a família'', disse.
Desde criança seu Glicério conhece o cultivo do inhame e
agora está aprendendo a aumentar a sua produtividade e
melhorar a qualidade de seu produto. ''Os técnicos da
EBDA sempre dão orientações sobre o modo de plantar,
porque antes a gente plantava de um jeito e hoje em dia
estamos fazendo isso melhor'', contou.
O produtor César Vila Verde, 29 anos, disse que o apoio
constante da EBDA e dos técnicos da cooperativa está
orientando o produtor a obter uma melhor produção.
''Mudamos a forma de produzir e com isso a nossa
produção aumentou em mais de 100%. Antigamente, a
região plantava menos. Hoje, com a cooperativa
incentivando, os produtores estão plantando mais porque
têm a garantia da comercialização e conseqüentemente o
retorno em matéria de valor, pois a cooperativa foi
buscar novos mercados, inclusive o internacional'',
ressaltou.
Ele disse que, além de uma melhoria na qualidade de vida
dos produtores de inhame da região, o aumento da
produção ocasionado pela introdução do trabalho
cooperativado também está evitando o êxodo da
população em busca de emprego em outras cidades. ''As
pessoas hoje têm estabilidade, estão se desenvolvendo e
os filhos dos produtores vão estudar na cidade, tanto em
Cruz das Almas, quanto em Maragogipe. Antes não se via
isso'', afirmou.
Exportação
O trabalho que vem sendo desenvolvido pela
Cooperrecôncavo com o apoio técnico da EBDA está
assegurando ao inhame ’made in Bahia’ espaço até
mesmo no mercado internacional. ''Exportamos para a
França, a Inglaterra e estamos mantendo contatos para
exportar para os Estados Unidos'', disse o vice-presidente
da cooperativa, Raimundo Barros Bury.
Ele destacou que está havendo um incremento nas
exportações, ''pois inicialmente mandávamos um
contêiner por mês e agora estamos mandando cerca de
três''. Somente para a França são enviadas mensalmente
23 toneladas, mas o inhame baiano também está sendo
vendido para estados como Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Raimundo Bury ressaltou que apoio do governo estadual tem
sido muito importante para os produtores. ''O governo
está realmente incentivando o nosso trabalho, nos deu um
galpão e um trator. Através da EBDA, está fazendo um
trabalho excelente, nos ajudando muito na parte técnico.
A produção esperada na próxima safra é de 15.225
toneladas, sendo que 20% deverá ser exportada. Para o
produtor Paulo José Vitena, o sabor da variedade
cultivada na região é o grande diferencial para que o
inhame baiano esteja conquistando novos mercados. ''O tipo
cultivado na região é o inhame cará da costa, porque
foi o que mais se adaptou ao nosso clima e à nossa
maneira de plantar'', ressaltou Vitena, explicando ainda
que o cará da costa não tem fiações e é mais macio do
que outras variedades.
Com uma área de produção de 1.366 hectares, a
Cooperrecôncavo beneficia indiretamente 1.154 produtores
e conta com 316 cooperados estabelecidos principalmente em
Maragogipe, São Félix, São Felipe e Cruz das Almas. A
maioria é formada por pequenos arrendatários, mas há
também os que são donos de suas próprias terras.
Benefícios
O inhame (Colocasia esculenta) é conhecido em vários
países do mundo por suas propriedades medicinais de alto
poder curativo, sendo citado em diversos livros sagrados e
clássicos médicos de todos os tempos.
De grande poder desintoxicante e depurativo, o inhame
apresenta ainda propriedades medicinais que lhe atribuem o
status de remédio em alguns países do oriente, sendo
recomendado para o tratamento de doenças como reumatismo,
artrite, ácido úrico, inflamações em geral, viroses e
micoses.
O inhame possui ainda a propriedade de restaurar e manter
o sistema imunológico saudável e resistente. Na África,
foi constatado que o tubérculo é responsável pelo
aumento da fertilidade das mulheres que o consomem
habitualmente.
Citricultura
Os excelentes resultados obtidos através do trabalho
cooperativado vêm inspirando outros setores da
agricultura na região. No início deste mês,
citricultores, autoridades políticas, estudantes e
membros de diversas instituições dos oito municípios
produtores de laranja no Recôncavo baiano se reuniram no
I Seminário de Integração do Cooperativismo da
Citricultura do Recôncavo Baiano para discutir a proposta
de criação para uma cooperativa de citricultores.
O evento foi o primeiro passo para tentar fortalecer essa
atividade que é a base de sustentação econômica dos
lavradores da região. ''Tínhamos por obrigação
estimular a formação de cooperativas a fim de que os
lavradores tenham meios de conquistar maior facilidade em
tecnologia, apoio de instituições no sentido de criar
meios que favoreçam o desenvolvimento e os conhecimentos
de que eles tanto necessitam'', disse o presidente do Oceb
(Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da
Bahia), Orlando Colavolpe.
''Queremos fazer com que essa cultura volte a florescer,
trazendo maior aporte financeiro não só para eles, mas
em forma de tributos para o município e, ao mesmo tempo,
diminuindo a dependência de empregos, para que eles
mesmos sejam os gestores das propriedades que possuem, mas
que no momento estão em dificuldade financeira e de
produção'', destacou Colavolpe.
Para a secretária de Agricultura do município de
Cabaceiras do Paraguassu, Adaildes Jesus da Silva, que
participou do evento, a realização desse seminário é
de extrema importância. ''Apresentamos produtores que
têm uma série de dificuldades no cultivo e
comercialização de sua colheita e acho que se eles
encontrarem esses incentivos com a fundação dessa
cooperativa central vai ser muito melhor para que eles
possam escoar a sua produção com melhores preços'',
observou.
Durante as palestras, foram tratados temas que mostraram a
necessidade da formação das cooperativas, bem como a
importância dos conhecimentos científicos na área de
agricultura para que os agricultores possam usufruir da
terra não só o seu sustento, mas o bem-estar de suas
famílias e do seu município.
Orlando Colavolpe prevê que, após a realização desse
primeiro seminário, ''certamente uma carta de intenção
será feita no sentido de que se comecem de imediato os
trabalhos de formação de cooperativas. Tenho certeza de
que esse passo inicial vai ter continuidade''.
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