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Cultivo do
Morango

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| (
Fragaria x ananassa duch.) |
Planta herbácea, rasteira e
perene da família Rosaceae, propagada por via
vegetativa, através de estolhos. Em geral, a cultura
para produção de frutos é renovada anualmente. As
abelhas são imprescindíveis para polinização.
Botanicamente, a parte comestível é um pseudo-fruto,
originário do receptáculo floral que se torna carnoso
e suculento. Os frutos verdadeiros são pequenos aquênios,
vulgarmente denominados "sementes". A pane
comestível, adiante referida simplesmente por fruto, é
rica em vitamina C. O ácido elágico nela presente pode
ter efeito medicinal. A comercialização, feita ao
natural, congelada (frutos inteiros ou polpa) e polpa
desidratada. No Brasil, São Paulo lidera a produção
de morangos (31.266 toneladas em 816 ha, 1991). Cerca de
70% da produção, comercializada in natura e o
restante para industrialização. O custo de produção
chega a R$ 30.000,00/ha e cerca de 40% refere-se à
colheita e embalagem. Quase toda a produção paulista,
feita nas regiões de Atibaia, Jundiaí e Piedade. Preços
mais elevados ocorrem até julho, antes do pico de produção
que ocorre em agosto e setembro. |
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| Cultivares |
| (a)
para consumo ao natural: IAC Campinas, AGF-80, Sequóia
e IAC Princesa Isabel; (b) para consumo ao natural ou
congelamento: Chandler, Dover, Oso Grande, Korona,
Toyonoka e Reiko, sendo os dois ótimos mais exigentes
em frio; (c) especial para congelamento: IAC
Guarani; (d) com potencial para cultivo: Cruz,
Florida Belle, Pajaro, Raritan, Fern e Selva; (e) para
possível uso ornamental (vasos): Santana, Tristar e
Fragaria vesca. |
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| Clima
e Solo |
| Fern,
Selva e Tristar são cultivares insensíveis ao fotoperíodo;
F. vesca é de dias longos; os demais mencionados
são de dias curtos. Temperatura acima de 30° C inibe a
floração e estimula a produção de estolhos. A geada
danifica flores e frutos, especialmente os imaturos não
protegidos pelas folhas. O desenvolvimento vegetativo
ocorre a partir de 9° C. O morangueiro desenvolve-se
melhor em solos de textura média, sem excesso de
umidade e de matéria orgânica. |
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| Época
de plantio |
| (a)
produção de mudas - setembro a novembro; (b)
produção de frutos - depende do clima da região
de cultivo, variando do início de fevereiro a fins de
abril; o plantio escalonado (até junho), em regiões
frias, permite estender a colheita de frutos de melhor
qualidade, obtidos das primeiras floradas. |
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| Espaçamento
e mudas necessárias |
| (a)
produção de mudas - setembro a novembro; (b)
produção de frutos - depende do clima da região
de cultivo, variando do início de fevereiro a fins de
abril; o plantio escalonado (até junho), em regiões
frias, permite estender a colheita de frutos de melhor
qualidade, obtidos das primeiras floradas. |
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| Produção
de mudas |
| deve
constituir atividade distinta da produção de frutos,
envolvendo a produção de matrizes em telado (melhor
com cobertura de filme plástico) e a multiplicação
das matrizes em campo. Propagar em telado apenas clones
livres de vírus. Adotar sistema de propagação em
bandejas ou outros recipientes, sem contato direto com o
solo, usando substrato ou composto desinfestado
quimicamente ou por calor. Manter rigoroso controle
fitossanitário e tomar medidas para evitar mistura de
cultivares. Efetuar a multiplicação de campo em
terrenos de meia encosta, afastados pelo menos 300 m de
outros lotes de morangueiro. Usar glebas em pousio, ou
cultivadas com leguminosas ou gramíneas, por 2 anos ou
mais. Viveiristas especializados, registrados e
fiscalizados pela Secretaria de Agricultura e
Abastecimento, vêm produzindo a maior parte das mudas
consumidas em São Paulo, contudo, muitos produtores de
frutos produzem as mudas que usam. O Instituto Agronômico
vem fornecendo matrizes básicas de morangueiro livres
de vírus desde 1967. Cooperativas e empresas privadas,
algumas utilizando micropropagação in vitro, vêm
produzindo matrizes. |
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| Técnica
de plantio |
| canteiros
com 20 a 50 cm de altura, em função da textura do solo
(maior para os pesados), e geralmente 1,2 m de largura,
para 4 fileiras de plantas. As mudas são normalmente
comercializadas de raiz nua e plantadas diretamente nos
canteiros de produção de frutos. O enviveiramento em
canteiros durante 30 dias, ou o estabelecimento em
recipientes, diminui a morte de mudas no transplante e
propicia colheitas mais precoces. O plantio é manual. |
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| Controle
da erosão |
| usar
canteiros em nível, canais para escoamento de água de
chuva e forração dos carreadores internos com capim
seco. |
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| Calagem
e adubação |
| fazer
a calagem e adubação com base em análise de solo.
Aplicar calcário para elevar a saturação por base a
80% e o teor mínimo de Mg no solo a 9 mmolc/dm3.
Na produção de mudas, para solo de média fertilidade,
aplicar 750 kg/ha de P2O5. Na
cova, aplicar l0 g de N, 35 g de P2O5
e 20 g de K2O. Na produção de morangos,
fazer adubação de pré-plantio nos canteiros 25 a 30
dias antes do transplante das mudas: 15 a 30 t/ha de
esterco de curral curtido ou 1/4 da quantidade em
esterco de galinha, 40 kg/ha de N, 300 a 900 kg/ha de P2O5
e 100 a 400 kg/ha de K2O. Aplicar o potássio,
de preferência na forma de sulfato de potássio. Em
cobertura, aplicar 180 kg/ha de N e 90 kg/ha de K2O,
parcelando em 6 aplicações mensais, espaçadas de um mês,
sendo a primeira no início da floração. O K e o Ca
favorecem a firmeza do fruto. Aplicar micronutrientes em
função da necessidade das plantas, maior a partir de
julho (segunda florada), utilizando pulverização com
os produtos: ácido bórico (5 a 15 g/100 litros de água;
fora do período de floração usar de 50 a 150 g),
sulfato de zinco (100 a 200 g) e sulfato de cobre (250 a
500 g). |
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| Controle
de pragas e doenças |
| o
uso de mudas sadias, básico para o controle de vírus,
fungos, bactérias, nematóides e mesmo de algumas
pragas, como o caro do enfezamento. Em São Paulo, o uso
de matrizes básicas sadias praticamente garante a produção
de mudas livres de vírus. Algumas doenças, como
mancha-das-folhas, e pragas, como afídeos e formiga
lava-pés, geralmente podem ser controladas
quimicamente. Atenção deve ser dada à lagarta-rosca
no transplante, ao ácaro-rajado em períodos de
temperatura elevada e às podridões de fruto em períodos
chuvosos. Para doenças fúngicas importantes, como
"chocolate", "flor-preta", murcha de
Verticillium e podridões de Phytophthora, adotar
medidas preventivas: tratamento de mudas por imersão
com fungicidas, plantio em solo não contaminado ou
desinfestado, controle da umidade do solo (irrigação e
drenagem), uso de adubação equilibrada (evitar excesso
de nitrogênio), remoção e destruição de plantas
afetadas. Esta última medida deve ser aplicada com
rigor para a mancha-angular (Xanthomonas fragariae),
visando erradicar a bactéria causal. Rotação de
cultura, revolvimento do solo e solarização são
medidas complementares para fungos de solo e nematóides.
Irrigação por aspersão pode auxiliar no controle do
ácaro rajado. Usar produtos químicos de forma
criteriosa, especialmente quanto ao período de carência.
Visando evitar ao aparecimento de formas resistentes,
alternar produtos com diferentes ingredientes ativos,
entre os cadastrados para morangueiro em São Paulo: (a)
inseticidas: abamectin, carbaryl, dimethoate,
fenpropathrin, malathion, mevinphos, naled e dichlorvos;
(b) fungicidas: benomyl, captan, dodine, enxofre,
fluazinam, folpet, hidróxido de cobre, iprodione,
mancozeb + thiophanate methyl, oxicloreto de cobre,
oxicloreto de cobre + mancozeb, procimidone, thiram e
thiophanate methyl; (c) acaricidas: abamectin,
cyhexatin, enxofre, fenpropathrin, naled e propargite.
Outros produtos cadastrados: metaldeyde (iscas
moluscicidas para controle de lesmas), brometo de metila
e dazomet (desinfestação de canteiros ou de
substratos). |
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| Tratos
culturais especiais |
| usar
cobertura do solo dos canteiros de produção de frutos
com lençol plástico (o preto controla mato), fitas de
madeira picada ou casca de arroz. Fazer desbaste do
excesso de folhas para arejamento das plantas. |
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| Irrigação |
| períodos
críticos ocorrem logo após o transplante, na formação
dos botões, floração e frutificação. Durante o período
de colheita, irrigar a cada 2 dias, na capacidade campo.
Excesso de umidade na planta dificulta a polinização. |
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| Colheita |
| o
início depende do clima da região, variando de abril
(Piedade, culturas de "soqueira" ou
"tiguera"), maio (Atibaia/Jundiaí) a junho
(regiões de clima mais quente), podendo estender-se até
dezembro, com pico em agosto e setembro. É feita
manualmente, no ponto de colheita "maduro"
para fins industriais ou de ½ a ¾ "maduro",
para comercialização in natura. São necessárias seis
pessoas fixas por hectare e mais seis no pico de
colheita. |
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| Produtividade
normal |
| 30
a 35 t/ha, podendo chegar a mais 60 t/ha (800 g/planta). |
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| Rotação |
| cereais
e leguminosas para adubação verde. Tem sido lucrativo
o cultivo de alface, abobrinha ou beterraba (esta em
Piedade), logo após o morango, devido ao preço elevado
dos produtos no verão, aproveitamento de resíduos de
adubação, dos canteiros e de mão-de-obra. |
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| Comercialização |
| em
caixetas (cumbucas), de papelão ou de poliestireno
expandido (isopor), com capacidade entre 250 e 800 g. Os
frutos geralmente são dispostos em fileiras, em uma ou
duas camadas. Para mercado mais nobre se utiliza caixeta
plástica transparente e com tampa. A classificação é
por tamanho, sendo "extra" acima de 14 g e
"de primeira" de 6 a 14 g. Para uso industrial
a fruta é embalada solta, em caixas de madeira com 5
kg. A conservação do fruto é favorecida em câmara
fria a 2° C e 90% de umidade relativa do ar ou
atmosfera com 20% de gás carbônico (CO2); a
cobertura da embalagem com filme plástico retarda a
deterioração por reter CO2 produzido pelo
frutos. |
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| Fonte:
Boletim 200 do IAC - SP |
Benefícios:
- Excelente fonte de vitamina C.
- Boa fonte de folato e potássio.
- Poucas calorias e muitas fibras.
- Possui bioflavonóides anticancerígenos.
Inconvenientes:
- Pode provocar alergias.
- Contém ácido oxálico,que reduz a absorção de minerais e
pode agravar os problemas de pedras nos rins e na bexiga.
Há cerca de duas décadas, o
morango era uma frutas rara em nosso país, extremamente cara e de
consumo pouco difundido. Com o passar do tempo, os agricultores
brasileiros fizeram grandes progressos na aclimatação do seu
cultivo e hoje, do final do outono ao final do inverno, as
caixinhas de morango podem facilmente ser encontradas em feiras e
supermercados. Além disso sorvetes e sucos feitos com polpa do
morango são consumidos o ano inteiro.
Os morangos são deliciosos, têm
baixas calorias (cerca de 40 por xícara) e muita vitamina C (nas
devidas proporções, em maior quantidade do que as laranjas). Uma
xícara de morangos contém cerca de 85 mg ou 125% da RDA (Ingestão
Dietética Recomendada) de vitamina C. Eles também são uma boa
fonte de folato - uma xícara fornece 25 mcg (microgramas) ou 12%
da RDA, 250 mg de potássio e boas quantidades de riboflavina e
ferro.
As sementes de morango contêm
fibras insolúveis, que ajudam a evitar prisão de ventre.
Entretanto, elas podem ser prejudiciais para pessoas com distúrbios
intestinais como a diverticulose, uma doença em que pequenas
bolsas se inflamam ao longo da parede intestinal.
O morango é rico em pectina e
outras fibras solúveis que ajudam a baixar o colesterol. Contém
bioflavonóides, como a antocianina (de coloração avermelhada) e
o ácido elágico, substâncias que podem ajudar a evitar alguns
tipos de câncer
Como o ácido elágico não é
destruído pelo cozimento, até uma torta e uma geléia de morango
são nutritivas
Compre morangos de bom aspecto:
tamanho médio, vermelhos vivos e com talos verdes.Os
morangos podem ser estocados inteiros na geladeira por poucos dias
(quando fatiados perdem gradativamente a vitamina C).
Lave a fruta pouco antes de servir
para evitar o mofo e prevenir surtos de diarréia infecciosa.
Como o morango contém um alérgeno
comum e um salicilato natural (um composto semelhante à
aspirina), muitas pessoas são alérgicas a esta fruta. Ele também
contém ácido oxálico, que pode ocasionar pedras nos rins e na
bexiga em pessoas suscetíveis, além de reduzir a absorção de
ferro e cálcio pelo organismo.
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