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Cultivo do Tomate
Licopersicum
esculentum mill
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Originário
da América Central (região andiana) o tomate
pertence à família Solanàcea, é hoje a mais
importante hortaliça do mundo todo tanto por área
cultivada como por valor comercial. A planta requer
temperatura diurna moderadamente alta (21-20° C) e
temperatura noturna fresca (15-20° C). O Brasil
figura como um dos maiores produtores de tomate e o
Estado de São Paulo contribui com 60% da produção
brasileira.
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Cultivares
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Tipo
Santa Cruz: Angela Gigante I 5.100, Santa Clara,
Angela Hiper, Santo Antônio, Kada Yoka ou Sakai,
Fuji, São Sebastião e Miguel Ferreira.
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Tipo
salada
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Oishi,
Ogata, Fukuju, Pindense, Tropic, Floradel e Carmel.
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Sementes
necessárias
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de
200-250g/ha. Para cada 10.000 copinhos (4-5 sementes
por copinho) necessita-se de 150g.
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Época
de plantio
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|
Em
função do cultivar (maior ou menor sensibilidade às
condições ambientes) e do fator socio-econômico
(oferta constante do mercado) a época de plantio
varia de uma microrregião para outra. A baixa
temperatura (especialmente a noturna) e a muito
elevada prejudicam a frutificação. Acima de 35°C os
frutos tornam-se amarelos e não vermelhos quando
maduros.
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| Espaçamento |
| 1
x 0,7m: Podem ser plantados dois pés por cova com
espaçamento maior conduzindo-se uma rama principal
por planta. 1 x 0,8m: Quando a época é propícia a
ocorrência de requeima, pois o espaçamento maior
facilita os tratos. |
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| Calagem |
| de
acordo com a análise de solo elevar o nível de
saturação em bases para 70%. Por ser planta exigente
em cálcio a calagem deve ser feita com antecedência
e é indispensável. |
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| Irrigação |
| é
importante manter o solo em umidade constante. A variação
brusca da sua umidade pode causar rachaduras, frutos
ocados e podridão-apical nos frutos. |
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| Adubação |
| Aplicar
no plantio: 35 litros de esterco de curral ou
composto, 50g de farinha de ossos, 1g de sulfato de
magnésio, 0,1g de boro, 12-16 g de N, 40-60g de P2O5
e 25-30g de K2O/cova ou metro linear. Em
cobertura: aplicar 6g de N na primeira vez e 4g de N
nas subsequentes até seis vezes com intervalo de 15
dias. Usar preferencialmente o Nitrocálcio. |
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| Cuidados
na adubação |
| o
excesso de adubo nitrogenado é prejudicial á planta
pois causa necrose-salpicada e podridão apical
especialmente no tomate tipo salada e em alguns
cultivares do tipo Santa Cruz mais suscetíveis. |
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| Rotação |
| abobrinhas,
abobora seca, brássicas (para aproveitar o adubo
residual), pepino e feijão-vagem ou ervilha torta
(para aproveitar os espaldares). |
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| Outros
tratos culturais |
| Semeação
em copinho de papel e cobertura do canteiro com bagaço
de cana ou casca de arroz são práticas recomendáveis.
Colocar estacas de 2,3m na época de transplante.
Amontoa, logo após a primeira adubação de
cobertura. A desbrota é necessária. O desbaste de
frutos mal conformados é recomendável no tomateiro
tipo salada. Lavar bem as mãos para evitar disseminação
de doenças durante os tratos culturais. |
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| Colheita |
| A
colheita dos cultivares precoces inicia-se aos 85 dias
da semeação ou 50 dias da floração e dura de dois
a três meses dependendo do estado fitossanitário da
lavoura. O fruto deve ser colhido seco e
"maduro", "de vez" ou
"verde" conforme a preferência do mercado e
da época. |
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| Produtividade |
| 200-300
caixas de 23kg/1.000 pés ou 50-100t/ha. |
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| Fonte:
Boletim 200 do IAC - SP |
Benefícios:
- Boa fonte de vitamina A e C, folato e potássio
- Boa fonte de licopeno, um antioxidante que protege contra
alguns tipos de câncer.
Inconvenientes:
- Crus ou cozidos podem causar azia e má digestão.
- Uma causa comum de alergias.
Consumido cru ou cozido, os ,tomate contêm poucas
calorias e são ricos em vitaminas e outras substâncias. Os
tomates, como as batatas, os pimentões e as berinjelas,
pertencem á família das solanáceas. Levado da América
Central para a Europa pelos espanhóis durante o século
XVI, foram consideradas plantas decorativas e eram chamados
de maçã do amor envenenadas no norte da Europa, onde
temia-se que o veneno contido em suas folhas estivesse também
presente no fruto. Neste período, os espanhóis e os
italianos descobriram que, na verdade, os tomates eram
comestíveis e, quando emigraram para outros países,
levaram com eles o gosto pelo tomate. Atualmente, o tomate
é uma das principais culturas em todo mundo.
Benefícios especiais
A boa notícia para os homens é que comer tomates
regularmente pode reduzir o risco de câncer de próstata.
Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA,
descobriram que homens que consomem tomates - incluindo
pizza - pelo menos quatro vezes por semana, tinham 20% menos
chances de ter câncer de próstata do que os que não o
comiam.
Os homens que comeram tomate 10 vezes por semana
reduziram o risco pela metade. Não faz diferença a forma
como os tomates são consumidos, embora tomates cozidos
parecem proteger mais do que os crus.
Os pesquisadores descobriram que os licopenos - bioflavonóides
intimamente relacionados com o beta-caroteno - os agente
anticancerígenos naturais presentes nos tomates. Os
licopenos também podem ser encontrados nas grapefruits
rosadas e na melancia. Também afirmam que o cozimento solta
os licopenos lipossolúveis das células das frutas e uma
pequena porção de óleo, como a que existe na pizza ou no
molho de tomate, intensifica seu efeito protetor.
Muito embora nenhum alimento seja capaz de prevenir o câncer
totalmente,os especialistas em nutrição advertem que
podemos apostar no alto consumo der frutas e vegetais, ricos
em nutrientes antioxidantes que nos protegem dos danos
celulares potencialmente cancerígenos decorrentes da queima
de oxigênio no organismo.
Valor Nutricional
Um tomate cru de tamanho médio contém somente 25
calorias com mais ou menos 20 mg de vitamina C e 1.400U.I.
de vitamina A, na forma de seu precursor, o beta-caroteno. A
maior parte da vitamina C está concentrada na substância
gelatinosa que reveste as sementes. Muitas pessoas
recomendam a retirada das sementes, pois consideram que elas
dão um sabor amargo às receitas.
Comercialmente preparados, os molhos de tomate variam no
teor calórico, dependendo dos ingredientes adicionados.
Pessoas em dieta de restrição de sal devem procurar por
produtos sem adição de sal.
Em média, 1/2 xícara de molho de tomate industrializado
contém 85 calorias, que podem aumentar com a adição de óleo.
meia xícara de tomate em lata contém somente 25 calorias.
O extrato de tomate é uma fonte concentrada de
nutrientes - uma lata com 70 gramas contém cerca de
80 calorias, com 2.100U.I. de vitamina A e 500 mg de
vitamina C, mais vitaminas do complexo e 970 m de potássio.
O suco de tomate industrializado, assim como os tomates
frescos, é uma boa fonte de vitamina A. Parte da vitamina c
se perde no processamento, mas algumas marcas são
enriquecidas para aumentar o conteúdo de vitamina C
Os tomates vermelhos contêm até quatro vezes mais
vitamina A do que os verdes, mas os tomates crus e maduros
devem ser armazenados em temperatura ambiente, pois em
temperaturas abaixo de 10 graus C a pele se desmancha. Os
tomates verdes deixados no pé até o final da estação
podem ser colhidos e cozidos, congelados ou transformados em
picles. Tomates desidratados ao sol são muito saborosos em
vários pratos, mas os embebidos em óleo têm alto teor de
calorias.
A solamina é uma substância tóxica presente em
quantidades mínimas em todos os membros da família das
solanáceas, podendo desencadear dores de cabeça em pessoas
suscetíveis. Os tomates são também causa freqüente de
alergias. Uma substância não identificada no tomate e em
produtos à base de tomate podem causar refluxo, levando à
azia e má digestão. Pessoas com distúrbios digestivos
devem tentar suspender a ingestão de tomates por 2 ou 3
semanas para observar se ocorre alguma melhora.
Muitos picles e outros condimentos preparados
comercialmente são feitos à base de tomates, incluindo
ketchup e molho de pimenta, molhos para macarrão, pasta de
tomate e o molho vinagrete. Enquanto esses molhos adicionam
vida à mesa, nutrem muito pouco, pois são usados em
pequenas quantidades. Além disso, o seu conteúdo calórico
aumenta pelas generosas quantidades de açúcar e óleo
adicionados. E como muitos apresentam alto teor de sal, não
devem ser consumidos por pessoas em dita de restrição de sódio.
| Melhores
Meses Para Compra |
| JAN |
FEV |
MAR |
ABR |
MAI |
JUN |
JUL |
AGO |
SET |
OUT |
NOV |
DEZ |
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Leia
também:
| Tomate
Contra Cegueira |

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Biotecnólogos da Universidade de Londres e da
empresa Zêneca Plant Sciences anunciaram
recentemente uma nova variedade de tomate transgênico.
Sua vantagem é um teor aumentado de betacaroteno,
substância transformada pelo corpo em vitamina A.
Para obrigar a planta a produzir 3,5 vezes mais
betacaroteno do que faria normalmente, os cientistas
dotaram-nas de um gene (o "crtl") extraído
de uma bactéria. Desenvolvido em colaboração com
cientistas japoneses e alemães, o tomate pode ser
útil no combate à cegueira.
e veja:

Tomate:
o problema da mosca branca
A mosca branca apareceu no Brasil em
1989 . Ela transmite um vírus que pode exterminar o
tomateiro, dependendo do período em que o vetor
contaminado venha a sugar a planta, posto que fica
um período incubado. Os prejuízos causados nessa
atividade podem ser muito grandes, embora possam ser
reduzidos desde que haja um plano de combate.
Em vista dessa questão, o objetivo é apresentar o
perfil da produção de tomate industrial e de mesa
no Brasil e sugerir medidas com o intuito de
subsidiar a Câmara Setorial de Hortaliças.
Produção de
tomate
A produção brasileira no biênio 2000-2001 foi de
cerca de 3 milhões de toneladas, com produtividade
acima de 54 de toneladas por hectare. Estima-se que
a produção de tomate industrial tenha sido de
aproximadamente 1 milhão de toneladas (33% do
total).
O Estado de Goiás é o maior produtor do País
(23,6% do total), com o predomínio do cultivo de
tomate rasteiro para indústria produzido sobre a
palha de milho ou soja. São Paulo ocupa a segunda
posição (21,3%) e Minas Gerais a terceira colocação,
ambos com produção basicamente de tomate de mesa.
O Nordeste (Bahia, Pernambuco e Ceará), principal
região produtora na década de 1980 e início dos
90s, perdeu a primazia devido ao severo ataque de
mosca branca.
Calendário de
Cultivo
O Estado de São Paulo, cuja maior parte da produção
(68%) é para consumo in natura, é o
principal produtor brasileiro de tomate envarado e o
terceiro maior de tomate rasteiro. As regiões de
cultivo de tomate industrial situam-se ao norte e
nordeste do Estado, enquanto o tomate de mesa
concentra-se nas regiões das Serras do Mar e
Mantiqueira e no planalto.
Assim, propõem-se dois programas para o combate à
mosca branca. Para o tomate industrial, o programa
deverá intensificar ações a partir de fevereiro
(inicio do plantio) e no trimestre novembro-janeiro
(época de eliminação de restos culturais e
plantas hospedeiras). No caso do tomate de mesa, o
programa deve considerar a necessidade de determinar
o calendário de cultivo (programação de
plantio), visto que já existe concentração de
plantio em regiões de altitude e no planalto,
conforme a época do ano.
As regiões serranas têm produção ascendente de
outubro a janeiro e descendente até junho. No
trimestre julho-setembro, a colheita é
insignificante, o que se constitui em período ideal
para a suspensão da operação, com a eliminação
de restos culturais e de plantas hospedeiras. A região
do planalto produz no período de abril a dezembro,
com pico no trimestre maio-julho. A entressafra
ocorre no trimestre janeiro-março (figura 1).
FIGURA 1 -
Quantidade (*) Mensal Afluida de Tomate Salada no
ETSP-CEAGESP, 1997
Região Serrana
Planalto

Total do
Estado
(*)
- Em 1997 foram comercializadas 208.092 toneladas de
tomate salada, sendo 73,4% procedentes de municípios
paulistas.
Fonte: Comercialização
de Tomate no ETSP - CEAGESP. PEETZ, Marcia da S.-
Programa de Oferta de Produtos Diferenciados
As condições climáticas de sudeste, centro-oeste
e nordeste do Brasil contribuem para a expansão da
mosca branca. As atividades de combate à praga
precisam ocorrer em todos os estados das regiões.
É importante que se combata a praga intensamente na
cultura do tomate e em outras culturas hospedeiras.
Assim, há necessidade de se constituir grupo de
trabalho para organizar as diretrizes a serem
seguidas no Estado de São Paulo, considerando as
áreas de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde.
As ações devem ser dirigidas às regiões de produção
de tomate industrial e de mesa. Esse grupo de
trabalho deve considerar nas diretrizes dois níveis
de ações: o primeiro e imediato é o combate da
mosca branca comopraga do tomate e de
todas as culturas e plantas hospedeiras. O segundo
é o controle do inseto como vetor.
Outras medidas importantes seriam a criação do calendário
de cultivo e a divulgação do período (1 ou 2
meses) para a suspensão de colheita e eliminação
de restos culturais e de plantas hospedeiras que
abrigam a mosca branca. Como subsídio adicional
deveria elaborar-se lista de culturas e
plantas hospedeiras para a eliminação
destas.
Há necessidade de atualizar e homogeneizar lista
de defensivos permitidos à cultura do tomate,
assim como promover o treinamento dos tomaticultores
para o uso de Equipamentos de Proteção
Individual (EPI), envolvendo a Associação
Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF) e a Associação
Nacional dos Distribuidores de Equipamentos Agrícolas
(ANDEA).
A organização das safras visando ao combate da
mosca branca é uma oportunidade para realizar
previsão de safras e evitar excesso de produção e
preços baixos.
Veja: Ação
Medicinal do Tomate (em italiano)
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