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Vendas de adubo
sobem 12% até novembro e batem novo recorde
23 de Dezembro de 2002 - As vendas
de fertilizantes totalizaram 18,083 milhões de toneladas entre os
meses de janeiro e novembro deste ano, um volume 12,4% maior na
comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor
comercializou 16,091 milhões de toneladas, batendo um novo
recorde.
Em receita, as indústrias
de adubos movimentaram US$ 3,1 bilhões, valor 3,3% maior sobre
igual período do ano passado, de acordo com os dados da Associação
Nacional para Difusão de Adubos (Anda).
No mês de novembro, as indústrias
comercializaram 1,823 milhão de toneladas, ou seja, 8,6% acima do
mesmo mês de 2001, de 1,678 milhão de toneladas.
O bom desempenho do setor deve-se
ao aumento da produção de grãos, sobretudo de soja. Mais
capitalizados, os agricultores anteciparam as compras de insumos
para os grãos, impulsionando as vendas das indústrias do setor.
"As vendas de adubos para soja
foram fortes no primeiro semestre e continuaram bem no segundo
semestre", diz Carlos Alberto Pereira da Silva,
diretor-executivo da Anda.
Segundo ele, a
comercialização de insumos para milho também surpreendeu apesar
de os agricultores não aumentarem a área plantada. "Os
produtores estão investindo em tecnologia." O setor
registrou bons negócios para cana-de-açúcar e para café,
sobretudo no último trimestre do ano, quando os preços
internacionais tiveram valorização.
Acumulado do ano
As indústrias refizeram seus cálculos
para 2002. No acumulado do ano, as vendas devem atingir 19,1 milhões
de toneladas de fertilizantes, um crescimento de 9% sobre o mesmo
período de 2001. O setor trabalhava com vendas de 18,5 milhões
de toneladas.
As perspectivas das indústrias
para 2003 estão otimistas. As estimativas são de que o setor
cresça 4%, para 19,8 milhões de toneladas de fertilizantes
negociadas, em razão da boa performance do agronegócio.
"Temos de
observar que são dois anos consecutivos que o setor tem um bom
desempenho. Não seria surpreendente se as vendas recuassem um
pouco em 2003. No entanto, todos os cenários são positivos para
a agricultura no próximo ano", diz Pereira da Silva.
Queda da margem
Mesmo com os crescentes volumes de
fertilizantes negociados, a receita das indústrias mantêm-se nos
mesmos níveis do ano passado. "As empresas não conseguiram
repassar o aumento do dólar", afirma o diretor da Anda.
Segundo Pereira da Silva, as indústrias
perderam margem este ano. As negociações de insumos são
realizadas até dois meses antes da entrega do produto.
Os preços médios do adubo caíram
neste ano. A cotação média da tonelada do fertilizante em 2001
ficou em US$ 186, enquanto neste ano houve queda de 8%, para US$
171. "A margem das indústrias ficou prejudicada",
afirma.
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