|
Ração para
pequenos animais em alta
23 de Dezembro de 2002 - O mercado
de alimentos para pequenos e médios animais ("pet food")
cresce à passos largos no Brasil.
Nos últimos oito
anos o consumo desse tipo de produto cresceu mais de 400%,
passando de 220 mil toneladas em 1994 para 1,17 milhão de
toneladas em 2001. Estimativas da Associação Nacional dos
Fabricantes de Alimentos para Animais (Anfal) e do Sindicato
Nacional das Indústrias de Alimentação Animal (Sindirações),
projetam crescimento de 12% para 2002, o que totalizaria 1,31 milhão
de toneladas.
Esse crescimento reflete o contínuo
aumento da população desses pequenos animais, que em 1998 eram
aproximadamente 34 milhões e este ano, são cerca de 40 milhões,
sendo 28 milhões de cães e 12 milhões de gatos. Não bastasse o
aumento do consumo, estimativas mostram que ainda há um potencial
de crescimento de 50% na demanda de rações para pequenos e médios
animais, ou seja, o potencial é de 3,2 milhões de toneladas.
Mercado crescente
Atenta a esse crescente mercado,
que no Brasil movimenta mais de US$ 1 bilhão e que no mundo chega
a US$ 30 bilhões, a Nestlé concluiu no ano passado a compra da
norte-americana Ralston Purina, maior fabricante de rações dos
Estados Unidos. Com a aquisição, a multinacional suíça reforçou
sua posição de líder mundial nesse segmento.
Uma das prioridades na empresa para
2002 foi a integração da Purina, que fatura anualmente US$ 3
bilhões e realiza 90% de seus negócios nas Américas. No Brasil,
o impacto da compra foi a fusão com a Friskies, marca com que a
Nestlé atuava no País até então.
Considerado o terceiro maior
mercado de "pet food" do mundo, o consumo no Brasil está
mais concentrado nas classes A e B da sociedade, principalmente na
região Sudeste (43%). Em segundo lugar está o Nordeste, que
consome 28% da ração animal, seguido pelo Sul, Centro-Oeste e
Norte, que são responsáveis pelo consumo de 15%, 7% e 7%,
respectivamente.
Maior exigência
"O aumento da população de cães
e gatos, decorrente da necessidade de companhia e proteção das
pessoas, favorece o fortalecimento do segmento de alimentos para
os pequenos animais.
Aliás, esse setor
cresce em volume e torna-se também cada vez mais exigente, já
que o dono do cão ou do gato quer para o seu animal muito mais do
que uma simples ração", diz Guilherme Minozzo,
diretor-geral da Alltech do Brasil, empresa de biotecnologia
animal e vegetal.
Especialistas nesse segmento
consideram que o principal investimento, hoje, das empresas de
"pet food" é a qualidade final dos produtos. Além
disso, as vendas crescem globalmente, da mesma forma que aumentam
as exigências em termos de qualidade das rações.
Para Minozzo, a discussão em torno
de qualidade tem por objetivo atender anseios dos consumidores,
que efetivamente estão em busca de rações que ofereçam algo a
mais para a saúde de seu animal.
|