Recursos genéticos de Cucurbita moschata: caracterização morfológica de populações locais coletadas no Nordeste brasileiro.

Semíramis Rabelo Ramalho Ramos[1]

Manoel Abilio de Queiróz[2]

 Vicente Wagner Dias Casali[3]

Cosme Damião Cruz[4]

1. Introdução

 

A abóbora (Cucurbita moschata), é uma espécie indígena americana com significativa participação na alimentação de muitos países. Possui ampla distribuição no Sudeste do México, América Central, Colômbia e Peru (Whitaker & Carter, 1946; Whitaker & Cutler, 1965). No Brasil, a região Nordeste destaca-se como área de alta variabilidade (Esquinas-Alcazar & Gullick, 1983).

Do ponto de vista sócio econômico, as abóboras são importantes por fazer parte da alimentação básica das populações de várias regiões do país, tendo em 1996, apresentado na Central de Abastecimento do Estado de São Paulo (CEAGESP –SP), o volume comercializado de 17.244t, com preço médio de US$/kg 0,34 ( Agrianual, 1998).

No Nordeste, a Companhia de Armazéns Gerais de Pernambuco (CEAGEPE), localizada em Recife, destaca-se na comercialização dessa hortaliça, tendo durante o período de 1995 a 1997, transacionado o volume de 56.760 t de abóbora, com preço médio/kg de R$ 0,51. Para compor esse volume comercializado, teve-se a participação dos estados da Bahia (23,61%), Maranhão (23,75%), Rio Grande do Norte (12,79%), Piauí (4,33%), áreas do próprio estado de Pernambuco (24,14%) e outros estados (11,38%). A produção Pernambucana é procedente dos municípios de Custódia (23%); Pesqueira (14%); Petrolina (10%); Ouricuri (10%); Arcoverde (7%); Venturosa, Pedra e Serra Talhada (4%) e outros municípios (24%) (CEAGEPE, 1996).

No Vale do São Francisco, na área do polo Petrolina/Juazeiro, o volume comercializado de abóbora de janeiro de 1996 a agosto de 1998, foi de 57.670 t, sendo que 23.505 t foi correspondente a abóbora comum e 34.165 t a variedade ‘Jacarezinho’, com preço médio de R$ 0,24/mensal/kg. A origem dessa produção comercializada é basicamente dos projetos irrigados do Vale do São Francisco e dos municípios de Imperatriz, Codó, Monteiro, entre outros, do estado do Maranhão (Juazeiro, 1998).

Os trabalhos de melhoramento efetuados com abóbora são poucos, quando comparados àqueles realizados com outras cucurbitáceas, como por exemplo melão e melancia. Além do Brasil, as Instituições que trabalham com Cucurbita na América Latina, localizam-se no México, Guatemala, Venezuela, Colômbia , Equador e Peru (Holle, 1993). Algumas cultivares comerciais importantes foram desenvolvidas principalmente nos Estados Unidos. Entre elas destacam-se ‘Butternut Squash’, ‘Golden Cushaw’, ‘Large Cheese’, ‘Tennessee Sweet Potato’, ‘Kentucky Field’ , entre outras (Saade & Hernandéz, 1992).

No Brasil, foram iniciados os trabalhos de melhoramento do gênero Cucurbita em 1942, pela Seção de Olericultura do Instituto Agronômico de Campinas, São Paulo (Rochelle, 1973).

A partir daí, alguns programas de melhoramento genético foram desenvolvidos pela Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz (USP)’, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal de Lavras (UFLA), na década de 70, e no início da década de 80, também pela Empresa Goiana de Pesquisa Agropecuária (Almeida, 1988), podendo alguns trabalhos com Cucurbita serem citados (Cheng et al., 1985; Peixoto, 1987; Almeida, 1988; Peixoto et al., 1988; Moura, 1989; Brune et al., 1990 e Peixoto et al., 1990, dentre outros). A Embrapa Hortaliças, em Brasília- DF, e a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), no Nordeste, podem ser citadas como Instituições com programas já iniciados e com alguns resultados concretos no que se referem ao desenvolvimento de híbridos e linhagens, respectivamente.

Nos bancos genéticos da América, de acordo com estimativa de Saade & Hernández (1992), estão depositados mais de 2.000 acessos de Cucurbita moschata, originários principalmente do México e América Central e ,em menor grau, da América do Sul e outras regiões do mundo. As coleções mais importantes, segundo os autores, são as dos Estados Unidos e Costa Rica, as quais correspondem ao germoplasma americano, principalmente da América Central. A coleção do México, conservada no Centro de Investigaciones Florestais, Agrícolas e Pecuárias (CIFAP), é possivelmente a mais representativa da variação da espécie nesse país.

No Brasil, existem três expressivos bancos de germoplasma, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Embrapa Semi-Árido (CPATSA) e na Embrapa Hortaliças (CNPH), que conservam cerca de 3.900 acessos de C. maxima e C. moschata. No Nordeste, destaca-se o banco da Embrapa Semi-Árido, o qual está localizado na cidade de Petrolina-PE, com 1.514 acessos conservados, sendo 541 de C. moschata 193 de C. maxima.

No entanto, considerando o germoplasma atualmente plantado na grande maioria das áreas do Nordeste, verifica-se que ainda faltam plantas com características adequadas ao cultivo irrigado, especialmente tolerantes a doenças foliares, bem como tamanho e formato de frutos mais adequados para o comércio, com boas características de textura da polpa e sabor. De forma geral, os objetivos do melhoramento de Cucurbita são direcionados à obtenção de cultivares uniformes, de cavidade pequena, polpa com alto brix e matéria seca e de coloração alaranjado intenso, com pouca ou nenhuma fibra, de ramas compactas, alto rendimento e resistente as pragas e doenças.

Na área de recursos genéticos, os trabalhos com C. moschata são ainda incipientes. Considerando-se que há grande variabilidade dessas espécies distribuídas no Nordeste do Brasil, que em várias áreas já foram feitas coletas (Queiroz, 1992;Queiróz et al., 1993; Queiroz et al. , 1994; Moura & Queiroz, 1997; Lopes, 1997; Ramos et al., 1997), aliada a necessidade de introdução de novos tipos nos programas de melhoramento, bem como, a real possibilidade de algumas características comercialmente desejáveis ser encontradas nos acessos conservados nos Bancos Ativos de Germoplasma, torna-se necessário que haja uma relação mais estreita e contínua entre os trabalhos realizados com melhoramento e recursos genéticos, para que novos tipos, adequados as necessidades do mercado, sejam desenvolvidos.

Para isso, evidencia-se a necessidade de atividades de caracterização morfológica, que é um processo que, por meio da utilização de uma lista descritiva, trata de prover maiores informações sobre o germoplama conservado, dispondo-o de uma forma mais efetiva para a utilização.

Lopes*[5], utilizando como referência os Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) da Embrapa Hortaliças, Embrapa Semi-Árido e Embrapa Clima Temperado, revelou que no caso específico de Cucurbita, as atividades relacionadas a avaliação agronômica, caracterização morfológica e molecular, foram consideradas de alta e média prioridades para o desenvolvimento de ações ou linhas de pesquisa.

 

1.0. Características da produção e comercialização de abóbora no Nordeste

 

Na região Nordeste do Brasil constata-se a existência de dois modelos de produção de abóbora. Por um lado, verifica-se o plantio de algumas variedades, como por exemplo a ‘jacarezinho’ e híbridos do tipo japonês como por exemplo o ‘Tetsukabuto.’ A variedade Jacarezinho é geralmente utilizada para plantio sob irrigação, tendo sua aceitação limitada praticamente ao mercado da região, sendo altamente susceptível a doenças foliares, as quais limitam a produção. Quanto ao híbrido Japonês, tem o plantio fortemente concentrado na região sul do estado da Bahia (Eunápolis, Teixeira de Freitas, Itabela, Posto da Mata), na qual os plantios caracterizam-se pela elevada utilização de insumos e fitohormônio. No ano de 1997, essa região apresentou áreas de plantio com cerca de 10.000 ha e produtividade média de 10 t/ha. A produção abastece principalmente os estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e em menor escala, os estados do Rio de Janeiro e no Nordeste, a cidade de Salvador.

Por outro lado, o cultivo mais difundido e com forte aceitação no mercado regional, é feito com os tipos locais que são popularmente denominados, em várias partes do Nordeste, de abóbora ‘Maranhão’ ou abóbora ‘comum’. Essas populações caracterizam-se por apresentar ampla variabilidade genética, que pode ser evidenciada pela extensa variação na coloração de casca e polpa dos frutos, tamanho, formato, espessura de polpa e diâmetro da cavidade interna dos frutos, entre outras (Figura 1).

 


 

 


Figura 1. Variação apresentada pelos frutos de abóbora, com relação ao tamanho, formato, diâmetro da cavidade interna, espessura e coloração de polpa dos frutos avaliados.

 

As áreas de cultivo variam de 4 a 7 ha, podendo haver áreas bem maiores, confirmadas por Queiroz (1994), com plantio irrigado ou dependente de chuva, caracterizando-se por apresentar, em sua maioria, o cultivo feito de forma tradicional, o qual é realizado por pequenos e médios produtores com as sementes selecionadas do plantio de cada ano. A seleção dessas sementes é feita a partir da eleição, pelo agricultor, dos indivíduos que apresentem as melhores características organolépticas e de produção, com posterior misturas das sementes dos frutos selecionados.

A comercialização dos frutos é realizada nos supermercados, feiras- livres além das Centrais de Abastecimento (CEASAs). Nestes locais, verifica-se que os frutos são provenientes de diversos Estados, dependendo do período de produção.

 

2. Caracterização morfo-agronômica quantitativa

 

2.1- Informações Gerais e Metodologia

 

O trabalho de caracterização morfo-agronômica realizado pela Embrapa Semi- Árido baseia-se na descrição dos acessos por meio da lista descritiva de Esquinas - Alcazar & Gulick (1983). Para tanto, foi realizado um ensaio na Estação Experimental do Mandacaru, situada no município de Juazeiro, Bahia, com acessos de abóbora.

Os tratamentos utilizados foram 40 acessos, procedentes de coletas realizadas em três estados do Nordeste: Bahia (ACS 1 a 14), Maranhão (ACS 15 a 27) e Piauí (ACS 28 a 40). Foi utilizado o delineamento experimental de blocos ao acaso com três repetições. A parcela foi composta de 8 plantas, num espaçamento de 5,0 x 3,0 m.

Em cada parcela foram colhidos, ao acaso, 8 frutos para avaliação sendo avaliadas 16 características: comprimento de interno (CPTI); número de dias para florescimento da primeira flor masculina (PFM); localização do nó da primeira flor masculina (NPFM); número de dias para florescimento da primeira flor feminina (PFF); localização do nó da primeira flor feminina (NPFF); peso do fruto (PF); comprimento do fruto (CPT); diâmetro maior (DM) e diâmetro menor (DME) do fruto; espessura da casca (EPC); espessura da polpa (EP); diâmetro da cavidade interna (DCI); sólidos solúveis (BRIX); matéria seca (MS); número de sementes por fruto (NSFR); peso de 100 sementes (PCSM).

Foi utilizado o critério de Scott-Knott, ao nível de significância de 5% de probabilidade, para comparar as médias entre os acessos.

 

2.2. Resultados obtidos e Discussão

 

O número de dias para surgimento da primeira flor masculina (PFM), nó da primeira flor masculina (NPFM) e diâmetro maior (DM), apresentaram cinco grupos, indicando maior variabilidade entre os caracteres (Tabela 1).

O número de dias para florescimento da primeira flor feminina (PFF), localização do nó da primeira flor feminina (NPFF) e matéria seca (MS) apresentaram comportamento semelhante quanto as médias, no que se refere ao número de grupos formados pelo teste Scott & Knott. O mesmo é válido para o comprimento de internó (CPTI), peso de fruto (PF), comprimento de fruto (CPT), espessura de casca (EPC), espessura de polpa (EP), sólidos solúveis (BRIX), número de sementes por fruto (NSFR) e peso de cem sementes (PCSM).

Dentre as características consideradas, aquelas de maior importância comercial estão relacionadas a PFM, PFF, PF, EP, DCI, BRIX e MS.

Quanto a PFM e PFF que, conjuntamente, conferem medida indireta do ciclo ou precocidade da planta, encontrou-se valores médios próximos a 69 e 80 dias, respectivamente (Tabela 1). Os menores valores para PFM (61 dias) foi encontrado para o acesso 40, cuja média não diferiu estatisticamente dos acessos 8, 9, 15, 17, 18, 31, 35, 37 e 39. Com relação a PFF, o menor valor foi do acesso 30 (71 dias). Na observação conjunta desses descritores (Tabela 1), destacaram-se os acessos 8, 9, 31, 35, 39 e 40, podendo ser indicados para iniciar futuros trabalhos de melhoramento cujo objetivo seja a obtenção de genótipos mais precoces.

Quanto ao peso de fruto (PF), encontrou-se valores variando de 1.879g a 7.189g nos acessos 16 e 18, respectivamente. De acordo com Cheng et al. (1985) e Ramos et al. (1997b), nota-se que a tendência comercial atual é para frutos de peso variando de 1,0 a 2,0 kg. Essa tendência, deve-se também ao cultivo do híbrido Tetsukabuto que continua sendo um dos mais importantes materiais cultivados economicamente no Brasil. Nota-se que, 17,5% dos frutos analisados apresentaram peso variando dentro da faixa acima citada (Tabela 1).

Na região Nordeste do Brasil, há boa aceitação comercial da "abóbora Maranhão". No entanto, verifica-se que o mercado consumidor nordestino, admite variação em peso de fruto. De um lado há preferência por frutos maiores que são vendidos em fatias ou microprocessados, para venda em supermercados. Esses frutos são também direcionados à fábricas de doces e à alimentação de animais domésticos.

Por outro lado, frutos menores e de peso variando num limite máximo de 3 kg são de maior preferência do consumidor nordestino, na venda de frutos inteiros. Os frutos nesta faixa de peso, facilitam acondicionamento e transporte, podendo ser armazenados em condições naturais pelo consumidor, e ainda podendo cada fruto ser preparado em uma única refeição (Peixoto, 1987). Verificou-se que 65% dos acessos analisados apresentam valores próximos a faixa comercial acima citada (Tabela 1).

Em levantamento realizado com consumidores no pólo Petrolina/Juazeiro, Ramos et al. (1997b) verificaram que 86,60% do total de entrevistados direcionaram a compra para frutos inteiros e 89,69% optaram por frutos de 1 a 2 kg.

Os valores obtidos para EP variaram de 1,67cm a 3,94cm nos acessos 8 e 18, respectivamente. Os acessos 4, 11, 17, 18, 24 e 26 apresentaram maior espessura de polpa, não diferindo estatisticamente entre si pelo teste Scott & Knott.

Os valores obtidos para EP, foram coerentes com aqueles encontrados por Chitarra et al. (1979), Pedrosa (1981) e Almeida (1988) em introduções de moranga e abóbora.

O fato dos frutos possuírem mesmo tamanho e apresentarem polpa mais espessa, confere maior rendimento em polpa, o que é importante na comercialização e industrialização dos frutos, tendo ao mesmo tempo melhor aproveitamento ao serem descascados ou transportados (Pedrosa, 1981). Sendo assim, torna-se necessária a seleção de acessos que possuam valores elevados de espessura de polpa.

Não houve relação constante entre maior espessura de polpa e menor tamanho da cavidade interna (DCI) pois, os frutos com maior EP, nem sempre apresentaram menores valores de DCI. Constatou-se que o DCI é também função do formato do fruto.

A variação nos sólidos solúveis, foi de 14,96% a 8,16% nos acessos 30 e 18, respectivamente. Os maiores valores foram apresentados pelos acessos 7, 16, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35 e 36. Os valores obtidos foram consideravelmente elevados em relação às variações encontradas por Culpepper et al. e Philipps, citados por Pedrosa (1981), tanto em C. maxima quanto em C. moschata; por Pedrosa (1981), em C. moschata, e por Silva (1994), em C. pepo.

Provavelmente, tais valores sejam dependentes do ambiente onde foi conduzido o experimento e o manejo da cultura, bem como, do controle efetuado para a época da colheita, pois, sabe-se que o teor de sólidos solúveis constitui-se numa medida do estado de maturação dos frutos por ocasião da colheita e seu ponto máximo é alcançado em períodos mais avançados de maturação. Além disso, o método de obtenção do teor de sólidos solúveis, onde a amostra analisada foi obtida diretamente da parte central da polpa do fruto, pode também ter contribuído para uma leitura acurada.

O teor de matéria seca (MS) variou de 9,13 a 23,87% nos acessos 20 e 7, respectivamente. Estes valores estiveram relativamente próximos aos extremos mínimos e máximos encontrados por Peixoto (1987) em linhagens (12,5 a 18,47%) e híbridos (10,35 a 13,21%) de C. moschata, por Pedrosa (1981) em introduções de C. maxima e C. moschata (7,1 a 21,8%) e por Moura (1989) em progênies (6,96 a 26,13%) de C. maxima.

A fim de que o fruto seja considerado de alta qualidade, é necessário apresentar o mínimo de 17% de teor de sólidos totais ou matéria seca (Yeager e Latze , citados por Pedrosa, 1981)

Pedrosa (1981) propôs o agrupamento de acessos de Cucurbita em três classes, quanto ao teor de MS: teor alto (mais de 15%), teor médio (10 a 15%) e teor baixo (menos de 10%). Considerando esta classificação, 55% dos frutos analisados apresentaram teores altos de matéria seca.

Os altos teores de MS conferem ao fruto maior valor como matéria prima para a indústria, além de ser a principal característica que classifica o fruto em "enxuto" (alto teor de matéria seca) e " não enxuto" (Pedrosa, 1981), afetando diretamente a sua utilização.

Levando-se em conta a avaliação geral, os acessos apresentaram características bastante variáveis, não existindo um único acesso que reunisse todos os caracteres comerciais desejáveis. Provavelmente, a variabilidade encontrada está relacionada com a preferência particular de cada agricultor e ao manejo conferido aos recursos genéticos. Verifica-se que, por exemplo, o teor de sólidos solúveis (BRIX) encontrado nesses acessos são elevados revelando claramente a predileção do agricultor nordestino por frutos mais doces, o que provavelmente pode não ser válido para a região Centro - Sul, considerando-se a preferência e o consumo do híbrido ‘Tetsukabuto’ que apresenta o teor de sólidos solúveis em torno de 5,2 - 6,8% (Pedrosa, 1981).

Contudo, o conhecimento das características morfo-agronômicas apresentadas pelo estudo inicial desses 40 acessos de abóbora permite a identificação de acessos com características que podem constituir futuras populações para seleção derivando as seguintes estratégias:

-       Precocidade: B8, B9, P31, P35, P39 e P40

-       Ciclo longo: B1, B4 e B5

-       Maior brix: B7, M16, P29, P30, P31, P32, P33, P34, P35, P36

-       Menor brix: B1, B4, B5, B6, B9, B10, B14, M17, M18, M19, M20, M24, M26, M27, P40

-       Maior espessura de polpa e menor espessura de casca: B4, B11, M17, M26

-       Maior peso (5 a 7kg): B11, B12, M18, M20

-       Menor peso (1 a 4 kg): B1, B2, B3, B4, B5, B6, B7, B8, B9, B10, B13, B14, M15, M16, M17, M19, M21, M22, M23, M24, M25, M26, M27, M28, P29, 30, P31, P32, P33, P34, P35, P36,P37, P38, P39, P40

-       Alto teor de matéria seca: B3,B7,B8,B9,B12,M15, M16, M25, M27, P28, P29, P30, P31, P32, P33, P34, P35, P36, P37, P38, P39, P40

 

 


Tabela 1 - Estimativas das médias1/ dos 40 acessos de abóbora de 16 características2/ morfo-agronômicas analisadas. Petrolina, PE, 1993.

 

Acessos

CPTI

PFM

NPFM

PFF

NPFF

PF

CPT

DM

ACS 1

76,419B

76,750B

14,043C

81,963A

33,459A

3010,500C

19,209C

17,686D

ACS 2

81,356A

67,793D

11,919C

77,169B

25,919B

4212,223B

26,303B

20,443C

ACS 3

76,376B

72,793C

12,543C

78,836B

27,209B

3876,430B

23,499B

18,609D

ACS 4

76,669B

75,586B

13,963C

82,333A

33,129A

4391,109B

17,289C

22,719B

ACS 5

67,753C

82,503A

18,083A

79,669A

29,750A

2096,667C

14,363C

17,036E

ACS 6

77,209B

68,626D

14,250C

76,169B

26,500B

3761,428B

23,499B

18,239D

ACS 7

74,793B

68,459D

11,586D

77,626B

24,126B

2334,029C

31,759A

15,043E

ACS 8

69,063C

64,916E

9,250E

74,376B

23,253B

1997,223C

24,926B

15,990E

ACS 9

79,896A

63,503E

10,379D

74,669B

31,003A

3513,333C

16,219C

21,449C

ACS10

77,043B

66,836D

11,503D

81,209A

30,836A

3746,667B

21,896C

20,393C

ACS11

76,376B

68,379D

13,293C

78,046B

28,543B

5165,234B

31,716A

20,216C

ACS12

81,046A

68,086D

10,920D

80,836A

29,919A

5843,109A

25,063B

23,216B

ACS13

84,543A

71,209C

13,670C

85,046A

30,916A

3588,332C

22,136C

19,333D

ACS14

75,253B

68,169D

12,670C

83,126A

29,043A

2742,167C

25,983B

16,326E

ACS15

81,626A

64,836E

11,546D

84,793A

33,709A

2446,083C

23,769B

17,276E

ACS16

75,209B

67,919D

12,000C

76,043B