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FITOTERÁPICOS
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BIODIVERSIDADE:
PERSPECTIVAS E OPORTUNIDADES TECNOLÓGICAS
|
Fitoterápicos
B.
Plantas Medicinais e seus Derivados -Produção e Comércio
1.
Classificação:
No
levantamento do uso e comércio de plantas medicinais é necessário
em primeiro lugar distinguir diversas classes do produto.
Algumas plantas são comercializadas como tais, geralmente em
forma seca, inteiras ou pulverizadas, outras vem como extratos,
outras como óleos distilados ou expressos, e finalmente várias
são comercializadas na forma de um componente químico
definido. Uma outra divisão, distingue as plantas cujo uso é
principalmente medicinal (como Digitalis) daquelas cujo uso é
principalmente em um produto alimentício (como quinino ou
guaraná). Ainda se distingüe plantas inteiramente exóticas,
de plantas nativas ou aclimatizadas no Brasil. Em muitos casos o
mesmo nome é dado a uma planta exótica (boldo, Peumus boldus
do Chile) e a plantas nativas (boldo, Coleus barbatus ou
Vernonia condensata) confundindo os dados comerciais que não as
distingue. Em uma tentativa de facilitar um levantamento mais
profundo nove classes foram separadas na Tabela 1, em listas de
substâncias ou espécies ainda se encontram bastante
incompletas.
Nota-se
que quanto à conservação da biodiversidade brasileira, o que
importa é a resposta a duas perguntas: (I) a planta é colhida
exclusivamente ou principalmente no Brasil? Caso a resposta sejá
sim (II) a planta é cultivada com êxito (valor medicinal
retido no cultivar) e em escala adequada?
Parece-nos
que na maioria dos casos onde a resposta da primeira pergunta é
"sim" a da segunda é "não" e mesmo quando
é "sim" é um cultivo que satisfaz apenas parte do
mercardo, como é o caso do jaborandi. Portanto a tendência
atual é de extinção das plantas medicinais brasileiras.
Tabela
1. CLASSIFICAÇÃO
-
1.1.
Produtos naturais de origem vegetal quimicamente definidos
cujo uso principal é medicinal (*também disponíveis por
via sintética)
-
Aloína
-
Atropina
-
Codeina
-
Digitoxina
-
Digoxina
-
Emetina
-
Escopolamina
(Hioscina)
-
Morfina
-
Pilocarpina
-
Quercetina
-
Quinidina
-
Reserpina
-
Rutina
-
b-Sitosterol
-
Teofilina*
-
Vimblastina
-
Vincristina
1.2.
Produtos naturais de origem vegetal quimicamente definidos
empregados na medicina mas cujo uso principal é outro que
medicinal
-
Bromelaina
-
Cafeína*
-
Cumarina*
-
Papaína
-
Quinina
-
Teobromina
1.3.
Produtos naturais de origem vegetal não definidos
quimicamente cujo uso principal é medicinal, formulação
farmacêutica ou cosmético/alimentício com implicações
medicinais e que são comercializados mundialmente por longo
tempo
-
Agar-agar
-
Alcaçuz
, Glycirrhiza glabra
-
glicirrizina
-
extrato
de alcaçuz
-
Alcaçuz
brasileiro, extrato da raiz, Periandra dulcis
-
Alfarroba
(pó ou farinha para a indústria farmacêutica)
-
Aloes,
extrato ou gel, e Aloína
-
Assa
fetida, resina da raiz, Ferula foetida ou F. asa-foetida
-
Bálsamo
de Peru
-
Bálsamo
de Tolu
-
Capim
limão, óleo essencial, Cymbopogon citratus
-
Castanha-do-pará,
óleo da semente
-
Catharanthus
roseus ou Vinca rosea, extrato da raiz
-
Copaíba,
óleo ou balsamo
-
Copal
(podendo ser de outros gêneros que não Copaifera)
-
Cumaru,
extrato
-
Cumaru,
favas ou sementes (Tonka beans)
-
Datura
sp., suco
-
Digital,
extrato
-
Eucalipto,
óleo essencial
-
Guaraná,
extrato ou solúvel
-
Ipeca,
raiz
-
Ipê
roxo ou pau d'arco, extrato
-
Jalapa,
resina ou pó
-
Noz-de-kola,
pó de semente, Cola acuminata, C. nitida
-
Ópio,
resina da cápsula, Papaver somniferum
-
Pfaffia
paniculata, extrato
-
Taiuia,
pó de raiz, Cayaponia tayuya
-
Yoimbina,
casca rasurada, ?
1.4.
Produtos naturais de origem vegetal, não definidos
quimicamente, empregados na medicina mas cujo uso principal
é outro que medicinal e que são comercializados
mundialmente por longo tempo
-
Musgo
de irlanda ou carrageenan ou hipnean
1.5.
Plantas usadas e comercializadas in natura no Brasil e no
exterior e que têm uso medicinal. (Em alguns casos a espécie
empregada no exterior difere daquela mais usada no Brasil
embora o nome comum possa ser o mesmo).
-
Abacateiro,
folhas, Persea americana
-
Absinto/losna,
folhas e flor, Artemisia absinthium
-
Abutua/
parreira brava, raiz, caule, Chondodendron platyphyllum
-
Agrimônia,
Agrimonia eupatoria
-
Alcachofra,
folhas, Cynara scolymus
-
Alecrim-do-norte,
fruto, Vitex agnus-castus
-
Alho,
bulbo, Allium sativum
-
Aloes,
folha, Aloe barbadensis
-
Angélica,
raiz, Angelica archangelica
-
Angico,
folhas (?), Piptadenia colubrina
-
Aniz,
semente, Pimpinella anisum
-
Arnica,
flor, Arnica montana
-
Aroeira,
folhas, casca, Schinus terebinthifolius
-
Arruda,
Ruta graveolens
-
Baicuru,
folhas, Statice brasiliensis
-
Beladona,
fruto, Atropa belladona
-
Bonina,
folha, Bellis perennis
-
Cambará
branco, folhas, Lantana camara
-
Cambuí,
casca e lenho, Piptadenia colubrina
-
Camomila,
flor, Matricaria camomilla
-
Cânhamo-do-canadá,
raiz, Apocynum cannabinum
-
Capuz-de-frade,
túbero, Aconitum napellus
-
Cardamomo,
fruto, Elettaria cardamomum
-
Caroba,
raiz, (?)
-
Carqueja,
Baccharis trimera, B. stenocephala, B.gaudichaudiana, B.
Triptera
-
Cascara
sagrada, casca, Rhamnus purshiana
-
Castanha-da-índia,
Aesculus hippocastanum (Hippocastanum vulgare)
-
Catuaba,
Erythroxylum catuaba
-
Chapeu
de couro, Echinodorus muricatus ou E.macrophyllus
-
Digital
"droga" (droga quer dizer vegetal seco), Digitalis
lanata
-
Erva-de-bicho,
Polygonum hidropiper (seg. Meira Penna e Cruz mas poderia
ser uma de várias espécies antelmínticas)
-
Erva-de-bugre,
folhas, Casearia sylvestris
-
Erva-príncipe,
não identificada
-
Espinheira
santa, Maytenus ilicifolia
-
Gengibre,
rizoma, Zingiber officinale
-
Ginseng,
Panax ginseng e outras espécies de Panax, and Siberian
ginseng, Eleutherococcus senticosus
-
Guaçatonga,
folhas, (?)
-
Hortelã-pimenta,
folhas, Mentha piperita
-
Ipeca,
raiz, Cephaelis ipecacuanha
-
Ipê
roxo ou pau d'arco, casca, Tabebuia avellanedae, T.
heptaphylla, T. Impetiginosa e outras
-
Jaborandi,
folha, Pilocarpus jaborandi, P. microphyllus
-
Jagube,
chá, (?)
-
Jambolão,
fruto, Syzigium jambolanum
-
Japecanga,
casca, Smilax japecanga
-
Jatobá,
casca triturada, Hymenea courbaril
-
Losna,
folha, Artemisia absinthium
-
Malva
branca ou malvaísco, Althaea officinalis
-
Maracujá,
folha
-
Marapuama
ou muirapuama, caule, casca, raiz, Ptychopetalum olacoides
ou P. uncinatum
-
Mate,
folhas rasuradas, Ilex paraguariensis
-
Melão-de-São-Caetano,
frutos, Momordica charanthia
-
Mil-folhas,
flor, Achillea millefolium
-
Mil-homens,
raiz e caule, Aristolochia arenata e outras espécies
-
Mutamba,
(?)
-
Pacová,
raiz e semente, Alpinia speciosa
-
Pata-de-Vaca,
folhas, Bauhinia forficata
-
Pau-ferro,
casca, Apuleia ferrea ou Caesalpinia ferrea
-
Pau-pereira,
casca, Geissospermum laeve
-
Pedra-umê-caa,
Myrcia sphaerocarpa
-
Pfaffia,
Pfaffia paniculata, pó
-
Quassia,
folha e madeira, Quassia amara
-
Quebra-pedra,
planta inteira, Phyllanthus niruri
-
Velamen-do-campo,
raiz e folhas, Croton campestris
-
Vinca
minor, folha
1.6.
Plantas usados e comercializados in natura no Brasil e no
exterior, as quais têm uso medicinal, mas cujo uso
principal é outro
-
Aipo,
parte aérea, raiz, Apium graveolens
-
Aspargo,
Asparagus officinalis
-
Caju,
casca, flor e semente, Anacardium occidentale
-
Guaraná,
semente ou pó de semente, Paullinia cupana
-
Urucum,
sementes, Bixa orellana
1.7.
Produtos naturais quimicamente definidos cujo uso ou comércio
é principalmente no país mas que eventualmente começam a
atrair atenção do exterior
-
Lapachol
1.8.
Produtos naturais de origem vegetal não definidos
quimicamente cujo uso principal é medicinal, formulação
farmacêutica ou cosmético/alimentício com implicações
medicinais cujo uso ou comércio é principalmente no país
e que eventualmente começam a atrair atenção do exterior
-
Andiroba,
óleo da semente, Carapa guianense
-
Jatobá
ou Jutaicica, resina do tronco, Hymenea courbaril
1.9.
Plantas usadas e comercializadas in natura no Brasil mas
aparentemente não no exterior e que têm uso medicinal.
-
Andiroba,
sementes (amêndoa), Carapa guyanense
-
Angico,
casca, Piptadenia colubrina
-
Barbatimão
(1), casca, Stryphnodendron barbatiman, S. guyanense var.
Floribunda, S.microstachyum
-
Barbatimão
(2) Jacaranda brasiliana
-
Barbatimão
(3) Vaitarea macrocarpa
1.10.
Produtos naturais não discriminados, incluídos nas
categorias aromático, medicinal, tóxico ou corante (Comércio
ou Produção interna)
-
Outros
2.
Importação:
Os
dados de importação, (Tabela 2, segundo as classes) razoáveis
(embora incompletos nesta revisão) para substâncias puras e
extratos, possuem a sua relevância principal no tocante à
possibilidade de criar uma indústria local produtora dos
importados. Em alguns casos não podemos distingüir à primeira
mão entre origem natural ou sintética (cafeina - natural
aumentando, sintética provavelmente decrescendo: cumarina e
teofilina sintéticas dominam).
Quando
examinamos as plantas medicinais in natura os dados parecem
inteiramente falhos. Apenas algumas plantas mais conhecidas de
volume comercial grande figuram individualmente e o levantamento
do comércio real necessitará um exame fartura por fartura para
ter um quadro verdadeiro. Dados solicitados ao Banco do Brasil,
Setor de Comércio Exterior, quando recebidos, deverão melhorar
os quadros falhos da Tabela 2.
3.
Exportação:
Falta
a maior parte dos dados. A mesma informação é aguardada do
Banco do Brasil.
Tabela
2. IMPORTAÇÃO
|
|
|
Produto
|
Peso, t=ton
|
Valor,
US$1.000
|
|
Classe
1.1
|
1977
|
1978
|
1979
|
1981
|
1982
|
1983
|
1977
|
1978
|
1979
|
1981
|
1982
|
1983
|
|
Aloina
|
3,6
|
2,2
|
1,9
|
-
|
-
|
-
|
44
|
29
|
22
|
-
|
-
|
-
|
|
Atropina
|
0,07
|
0,1
|
0,3
|
-
|
-
|
-
|
16
|
40
|
87
|
-
|
-
|
-
|
|
Codeina
|
-
|
-
|
-
|
-
|
0,6
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
213
|
-
|
|
Digitoxina
|
0,009
|
0,024
|
0,032
|
0,008
|
0,026
|
0,006
|
29
|
125
|
180
|
50
|
101
|
30
|
|
Digoxina
|
-
|
-
|
-
|
0,036
|
0,013
|
-
|
-
|
-
|
-
|
212
|
55
|
-
|
|
Emetina
|
0,002
|
<0,001
|
-
|
-
|
-
|
-
|
2
|
1,4
|
-
|
-
|
-
|
-
|
|
Escopolamina
(Hioscina)
|
0,9
|
1,6
|
1,2
|
-
|
-
|
-
|
121
|
208
|
157
|
-
|
-
|
-
|
|
Homatropina+
|
-
|
0.52
|
-
|
-
|
-
|
-
|
34
|
107
|
-
|
-
|
-
|
-
|
|
Quinidina
|
1,0
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
300
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
|
Reserpina
|
0,05
|
0,046
|
-
|
-
|
-
|
-
|
46
|
21
|
-
|
-
|
-
|
-
|
|
Teobromina*
|
1,8
|
1,0
|
-
|
-
|
-
|
-
|
16
|
17
|
-
|
-
|
-
|
-
|
|
Vimblastina
|
-
|
-
|
-
|
0,00012
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
39
|
-
|
-
|
|
|
|
*Pode ser
obtido por síntese
|
|
|
|
+Semi-sintética
|
|
|
|
Produto
|
Peso, t=ton
|
Valor,
US$1,000
|
|
Classe
1.2
|
1977
|
1978
|
1979
|
1977
|
1978
|
1979
|
|
Bromelina
|
3,7
|
2,9
|
1,7
|
185
|
1 32
|
77
|
|
Cafeína*
|
196
|
167
|
235
|
147
|
1657
|
2429
|
|
Cumarina*
|
~45
|
38
|
-
|
~450
|
399
|
-
|
|
Papaína
|
15,4
|
9,7
|
10,6
|
477
|
684
|
627
|
|
Teobromina*
|
1,8
|
1,0
|
1,2
|
16
|
17
|
17
|
|
Classe
1.3
|
1977
|
1978
|
1979
|
1977
|
1978
|
1979
|
|
Alcaçuz
|
51
|
84
|
168
|
49
|
76
|
129
|
|
glicirrizina
|
0,7
|
0,4
|
2
|
336
|
39
|
166
|
|
extrato
raiz Glycyrrhiza glabra
|
24
|
23
|
44
|
63
|
78
|
157
|
|
Alfarroba
|
12
|
2,6
|
0,7
|
24
|
7
|
32
|
|
Aloes
|
15
|
12
|
-
|
29
|
17
|
-
|
|
Arruda,
óleo
|
0.01
|
0.02
|
-
|
0.3
|
0.6
|
-
|
|
Bálsamo
de Peru
|
5
|
5,6
|
3,2
|
64
|
73
|
37
|
|
Bálsamo
de Tolu
|
2
|
2
|
1,6
|
23
|
18
|
13
|
|
Camomila,
flor extrato
|
0,08
|
0,01
|
<0,001
|
1,1
|
0,1
|
0,03
|
|
Capim limão,
óleo essencial
|
14
|
4,3
|
25
|
86
|
41
|
227
|
|
Copal
|
1
|
1,2
|
2
|
20
|
13
|
22
|
|
Cumaru,
extrato
|
-
|
169
|
-
|
-
|
1160
|
-
|
|
Digital,
extrato
|
0,002
|
-
|
0,002
|
11
|
-
|
16
|
|
Eucalipto,
óleo essencial
|
5,7
|
2,1
|
32
|
42
|
14
|
164
|
|
Guaraná,
extrato ou solúvel
|
35
|
18
|
-
|
93
|
50
|
-
|
|
-
|
1981
|
1982
|
-
|
1981
|
1982
|
-
|
|
Podofilina
|
0.4
|
-
|
-
|
32
|
-
|
-
|
|
Psyllium,
mucilóide
|
31
|
-
|
-
|
145
|
-
|
-
|
|
Rícino,
óleo
|
-
|
0.6
|
-
|
-
|
2
|
-
|
|
Classe
1.5
|
1977
|
1978
|
1979
|
1977
|
1978
|
1979
|
|
Arruda
|
0,7
|
2,5
|
5,5
|
1,3
|
3,4
|
4,7
|
|
Camomila,
flor extrato
|
35
|
44
|
57
|
3,8
|
53
|
66
|
|
Cumaru,
favas ou sementes
|
20
|
-
|
-
|
76
|
-
|
-
|
|
Digital
"droga"
|
-
|
193
|
-
|
-
|
412
|
-
|
|
Ipeca,
raiz
|
0,328
|
0,292
|
0,134
|
4,7
|
9,1
|
4,0
|
|
Piretro,
flor
|
50
|
50
|
-
|
63
|
69
|
-
|
|
|
4.
Comércio Interno:
Apenas
uma dezena de produtos foram registrados pelo IBGE na série Anuário
Estatístico do Brasil, e mesmo os dados sobre estes, inspiram dúvidas,
por causa do imenso comércio não documentado. Ainda a metade
ou mais dos produtos registrados pelo IBGE têm usos principais
fora da medicina (cumaru, em cosméticos; eucalipto em
domissaniantes, caju e urucum em alimentos, barbatimão e
provavelmente angico, em curtume, etc.)
A
Tabela 4 incorpora dados desta fonte e da monografia de Mors.
5.
Considerações Gerais:
Os
dados de plantas individuais são falhos, mas informações
gerais fornecem uma idéia do volume do comércio. Entre estas
temos as seguintes:
5.1.
O mundo industrializado (Europa Ocidental, América do Norte,
Japáo principalmente) mais China, utilizam 400 plantas
medicinais (dados da GATT, Meares, 1987), das quais 47, que são
tropicais, são listadas por Soejarto & Farnsworth (1989),
Anexo I.
5.2.
Estas 400 plantas pareciam constituir em 1978-80, 85-90% do
"mercado mundial" de plantas medicinais, com um valor
de US$ 355 milhões em 1978 crescendo a $551 milhões em 1980.
No varejo, apenas o mercado dos EUA (Herbs, Health Food Stores)
faturava US$ 360 milhões, em ervas de uso medicinal, farmacêutico
e cosmético em 1981. Receitas envolvendo plantas superiores
(nos EUA) valiam em 1980, US$ 8 bilhões (GATT citado por
Meares, 1987; Tyler, 1986; Soejarto e Farnsworth, 1989).
5.3.
Os valores de algumas drogas individuais de origem
exclusivamente botânica atingem valores medidos em milhões ou
em dezenas de milhões de dólares, ver Tabela 5, mesmo quando
se trata apenas do mercado norte-americano. Estes produtos provêm
de plantas cultivadas, não de ocorrências naturais.
5.4.
No nível nacional o IBAMA/SP soube que 400t/mês de folhas
verdes (talvez equivalente a 100t/mês de folhas secas) saem
apenas do Vale da Ribeira. É quase certo que estas provêm da
coleta de plantas em estado natural e retrata a devastação da
flora medicinal que ocorre atualmente no sul.
5.5
Dados como os apresentados na Tabela 2 Exportação, de óleo de
copaíba, por exemplo, representa apenas uma fração no total
extraído.
Tabela
3. EXPORTAÇÃO
|
Produto
|
Peso
( t)
|
Valor
(US$)1.000
|
|
Classe
1.3
|
1986
|
1990
|
1991
|
1992
|
1986
|
1990
|
1991
|
1992
|
|
Bálsamo
de Peru
|
0,02
|
-
|
-
|
-
|
1
|
-
|
-
|
-
|
|
Copaíba,
óleo ou balsamo
|
47
|
51
|
95
|
47
|
142
|
41
7
|
727
|
174
|
|
Produto
|
Peso
( t)
|
Valor
(US$)1.000
|
|
Classe
1.6
|
1986
|
1992
|
1986
|
1992
|
|
Cumaru,
favas ou sementes
|
54
|
28
|
333
|
106
|
|
Guaraná
- Paullinia sorblis
|
22
|
-
|
100
|
-
|
|
Guaraná
- Paullinia cupana
|
8,4
|
-
|
60
|
-
|
|
Guaraná
- grãos secos
|
34
|
-
|
198
|
-
|
|
Guaraná
- pó
|
2,9
|
-
|
38
|
-
|
|
Guaraná
- outros
|
566
|
9,8
|
2240
|
58
|
|
Ipeca,
raiz
|
-
|
6,6
|
-
|
16
|
|
Urucum,
sementes, Bixa orellana
|
261
|
-
|
273
|
-
|
|
Produto
|
Peso,
t=ton
|
Valor,
(US$) 1.000
|
|
Classe
1.10
|
1992
|
1992
|
|
Plantas
-perfumaria/medicina
|
17,8
|
121
|
|
|
Tabela
4. COMÉRCIO OU PRODUÇÃO INTERNA
*
Valor arbitrado em dolares onde a fonte, o IBGE, fornece preço
em Cr$
|
Produto
|
Peso
(t)
|
Valor,
(US$) 1.000
|
|
Classe
1.3
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
$/k*
|
|
Copaíba,
óleo ou balsamo
|
68
|
43
|
84
|
49
|
204
|
129
|
252
|
147
|
3
|
|
Classe
1.5
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
$/k*
|
|
Ipeca,
raiz
|
31
|
38
|
38
|
2
|
1240
|
1880
|
1520
|
80
|
40
|
|
Jaborandi,
folhas
|
1940
|
2078
|
2052
|
-
|
1940
|
2078
|
2052
|
-
|
1
|
|
Classe
1.6
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
1982
|
1983
|
1984
|
1989
|
$/k*
|
|
Cumaru,
favas ou sementes (Tonka beans)
|
48
|
275
|
312
|
9
|
634
|
3630
|
4118
|
119
|
13.2
|
|
Urucum,
sementes
|
852
|
806
|
972
|
845
|
852
|
806
|
972
|
845
|
1
|
|
Classe
1.8
|
1982
|
1983
|
1984
|
1982
|
1983
|
1984
|
$/k*
|
|
Jatobá,
resina
|
39
|
25
|
28
|
117
|
75
|
84
|
3
|
|
Produto
|
Peso
(t)
|
Valor,
(US$) 1.000
|
|
Classe
1.9
|
1982
|
1983
|
1984
|
1982
|
1983
|
1984
|
$/k*
|
|
Andiroba,
sementes
|
334
|
310
|
352
|
33
|
31
|
35
|
0,1
|
|
Classe
1.10
|
1989
|
1989
|
$/k*
|
|
Outros
|
943
|
943
|
1
|
|
|
Tabela
5 -Valores do comércio de alguns produtos medicinais originários
de plantas superiores.
|
|
|
Produto
|
Fonte
botânica
|
Mercado
|
US$
milhões
|
|
Ajmalicina
|
Catharanthus
roseus
|
Mundial
|
5
|
|
Codeina
|
Papaver
somniferum
|
US
|
50
|
|
Di
itoxina+digoxina
|
Digitalis
lanata
|
US
|
20-55
|
|
Piretrina
|
Chrysanthemum
cinerariaefolium
|
US
|
50
|
|
Vimblastina+vincristina
|
Catharanthus
roseus
|
US
|
18-20
|
|
|
Fonte:
Whitaker & Evans (1987)
Tabela
6 - Valores unitários de produtos medicinais ou de formulação
farmacêutica de origem vegetal ou semi-sintética, cotados pelo
Chemical Marketing Reporter 13/09 (1993)
|
|
|
Produto
|
Forma
|
US$
mil/ton
|
|
-
|
-
|
-
|
|
Alho,
óleo
|
egipcio
|
95
|
|
Apium
graveolens ,óleo
|
-
|
55
|
|
Artemísia,óleo
(wormwood)
|
-
|
66
|
|
Balsamo
de tolu
|
-
|
15.4
|
|
Camomila,
óleo
|
Egipcio,
natural
|
1212
|
|
Canfora
USP
|
po,>10t.
lote
|
12.1
|
|
-
|
de
Formosa
|
9.9
|
|
-
|
óleo
de
|
10.2
|
|
Caraia,
goma
|
-
|
5.5-9
|
|
ß-Caroteno
|
30%
em óleo vegetal
|
17.0
|
|
-
|
22%
idem
|
132.5
|
|
-
|
pó,
10%
|
86
|
|
-
|
pó,1%
|
23
|
|
Cera
de carnaúba
|
Parnaíba
1t.lote
|
7.7
|
|
Copaíba,
bálsamo
|
-
|
5.
|
|
Cubê,
raiz
|
5%
rotenona
|
3.1
|
|
Cumarina
|
Chines
> 600k lote
|
16.5
|
|
Cumaru,
sementes
|
>1000tb.
lotes
|
13.2
|
|
Epinefrina*
|
base
|
600
|
|
Escopolamine
|
-
|
| | |