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Porto
Digital cumpre metas e amplia investimentos
06 de Janeiro de 2003 -
Carlos André Carvalho
do Recife
O Porto Digital, pólo de
negócios e inovação no Centro Histórico do Recife,
que integra empresas, centros de pesquisas e instituições
de Tecnologia da Informação e Comunicação, entra
2003 com 50 empresas instaladas. Ao fazer um balanço do
Porto Digital, o diretor Fábio Silva diz que foram
aprovados três grandes projetos, dois deles na
Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finepe). Um com
recursos para o plano de negócios e de tecnologia, orçado
em R$ 1,5 milhão, que terá duração de 12 meses; e o
outro para definir e estudar metodologias adequadas para
gestão de empresas de software, no valor de R$ 360 mil,
com prazo de 24 meses. `O terceiro projeto aprovado -
uma articulação entre o Porto Digital, o Sebrae e o
Softex - é de R$ 3,3 milhões, que já foi submetido e
aprovado pela Agência de Promoção de Exportações
(Apex), terá como finalidade viabilizar exportação
para 30 empresas de softwares. `Em 2002, captamos quase
R$ 5 milhões fora do Governo do Estado`, comemora Fábio
Silva.
De acordo com o
executivo, o contrato anual de gestão do Governo para o
Porto Digital era de R$ 1 milhão e até agora foram
repassados R$ 670 mil. Com o projeto de reurbanização
da Comunidade do Pilar serão investidos R$ 1,15 milhão
e, para 2003, espera-se mais recursos da ordem de R$ 1,5
milhão.
No planejamento para 2002
constava a construção de uma incubadora, o C.A.I.S do
Porto, que foi inaugurada no final do mês passado onde
foram investidos R$ 2,9 milhões. `Nas metas deste ano
estava incluída também a incubação de dez empresas.
Temos um número um pouco maior de empresas interessadas
e já estamos fazendo a seleção`, lembra Silva.
Infocentro
Para 2003, mas Silva
adianta alguns investimentos que já estão na pauta. Um
deles é o da construção do Prédio do ITBC, uma das
quatro âncoras do Porto Digital, que deverá exigir
investimentos da ordem de R$ 6 milhões. `Também vamos
dar continuidade a reurbanização da comunidade do
Pilar e fazer a prospecção arqueológica do Forte São
José`, explica ele.
O forte, que se supõe
ficar sob a Igreja do Pilar, se realmente existe, vai
fazer com que o Porto Digital refaça as obras de
infra-estrutura para começar as obras de novas habitações
para a comunidade carente daquela área.
Ainda dentro do projeto
de inclusão digital foi planejado, para este ano, a
capacitação de 240 pessoas. O Porto Digital capacitou
200. A implantação de um infocentro - espaço com
internet a custo baixo - também foi concretizada. O
espaço, na comunidade do Pilar, tem uma média de 290
usuários por mês. `Também realizamos 30 oficinas de
inclusão digital das quais participaram 716
adolescentes`, lembra ele.
Nas metas para 2002, o
Porto Digital havia planejado a capacitação de 80
empreendedores. Segundo Silva, mais de 60 foram
capacitados. Também constava a realização de 10
planos de negócios - trabalhar com dez empresas
voltadas para a exportação, mas para isso precisava-se
de recursos de maior porte. Na área de infra-estrutura,
estava prevista a conexão de quatro empresas ao Porto
Digital. O pólo vai fechar o ano com cinco empresas
conectadas.
O C.A.I.S do Porto, o
Instituto Porto Digital, o Centro de Estudos e Sistemas
Avançados do Recife (Cesar), o Escritório de
Revitalização e, quando ficar pronta, a Secretaria de
Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma).
Dos dez edifícios
recuperados no Bairro do Recife para serem utilizados
pelas empresas do Porto Digital, faltaram três. Dos
sete recuperados, cinco foram do próprio Porto.
candre@gazetamercantil.com.br
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