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Maricultura
amplia produção de camarão na Bahia
ou
Carcinicultura
07 de Janeiro de 2002 -
Maricultura amplia produção
de camarão na Bahia
Empresa do grupo MPE
programa, neste ano, investimentos de R$ 12 milhões nos
viveiros instalados em Valenças e Salinas das
Margaridas
Mariana Carneiro
de Salvador
A Maricultura da Bahia,
do grupo MPE (Montagem de Projetos Especiais), programou
investimentos da ordem R$ 12 milhões para elevar, em
2003, a capacidade de produção de camarão nos
viveiros instalados em Valença e Salinas das
Margaridas, na Bahia.
A meta é aumentar, já
em janeiro, em 15% a média mensal de 400 toneladas,
chegando ao volume de 460 toneladas. O percentual supera
o crescimento registrado ao longo de todo o exercício
de 2002, de 10%.
O número inclui apenas a
produção própria da empresa, deixando de fora os 30
pequenos produtores que atuam como consorciados e que
respondem por uma produção adicional de camarão de
cerca de 15%. Os R$ 12 milhões serão aplicados na nova
divisão dos viveiros e na instalação de aeradores,
para suprimento de oxigênio às águas das lagoas.
`A área total de
viveiros de engorda continuará sendo de mil hectares, o
que vai ocorrer é um melhor aproveitamento do espaço e
avanços em termos de produtividade`, explica o
diretor-superintendente do grupo MPE e presidente da
Maricultura da Bahia, Mário Aurélio Pinto.
Além do
aumento quantitativo, a empresa direciona esforços,
segundo ele, para a agregação de mais valor ao
produto, de forma a oferecer um atendimento cada vez
mais satisfatório da demanda por camarão existente no
Brasil e principalmente no exterior.
A empresa destina
atualmente cerca de 75% de sua produção ao mercado
externo, com destaque para os Estados Unidos, que
respondem por 60% das vendas da Maricultura da Bahia
para fora do Brasil.
O
percentual restante se divide entre a Europa e o Japão.
A partir deste mês, a empresa passa a exportar,
mensalmente, quatro contêineres de camarão - com 20
toneladas cada um - para a rede Carrefour, na França.
O contrato de exportação
foi fechado depois do envio do primeiro lote, ocorrido
em novembro de 2002, então com dois contêineres. Na
Europa, a Maricultura trabalhava apenas com compradores
da Espanha.
No Brasil, a companhia
comercializa camarão na Bahia, Rio de Janeiro e São
Paulo. De acordo com Pinto, a tendência é de manutenção
do percentual de exportação.
`O mercado
externo sempre foi o nosso maior foco, apesar de haver
também uma atenção especial para os clientes do
Brasil`, aponta. Enquanto no exterior os grandes
compradores do camarão baiano são distribuidores e
redes de supermercados, no Brasil a clientela é formada
basicamente por restaurantes, redes de fast-food de
camarão e butiques de alimentos.
Incorporada ao MPE em
1996, a Maricultura da Bahia ganhou novo fôlego a
partir da atuação conjunta com a Valença da Bahia
Maricultura, que já era controlada pelo grupo.
Apesar da
unificação operacional ter ocorrido logo após a
compra, junto ao grupo OAS, apenas no ano passado as
duas empresas foram de fato transformadas em uma só,
levando o nome da primeira. Com maior poder de fogo e
investimentos progressivos, a companhia planeja chegar
ao ano de 2005 com uma produção mensal de 800
toneladas, o dobro da atual.
A empresa produz e
comercializa o camarão da espécie Penaeus vannamei, um
dos três tipos mais apreciados no mercado mundial,
oferecidos em tamanhos diversos.
A maior
parte da produção é comercializada no tamanho médio,
de 12 gramas por peça, de forma a evitar os elevados
custos com ração, necessários para se chegar ao
patamar de 16 gramas.
Laboratórios
A estrutura da empresa
inclui laboratórios próprios para desenvolvimento das
algas consumidas pelos camarões no primeiro ciclo de
vida e ainda cinco frigoríficos.
O processo
produtivo é quase totalmente automatizado, incluindo as
etapas de lavagem e classificação dos camarões, que
chegam ao mercado inteiros, descabeçados e descascados,
de acordo com a necessidade do comprador.
Com uma área estimada em
1,7 mil hectares, a segunda maior do País, atrás
apenas do Rio Grande do Norte, a Bahia vem ampliando a
sua produção de camarão, através da implantação de
4 mil novos hectares de área de cultivo e também da
difusão de modernas técnicas junto aos
produtores.
No ano
passado, o Estado ficou na oitava posição do País em
toneladas exportadas e em quinto lugar em valores
arrecadados com a venda de camarão para o exterior.
A Maricultura da Bahia
respondeu, em 2002, por 7% do faturamento global do
grupo MPE, de R$ 700 milhões.
O
conglomerado inclui a AAT International, produtora de
tilápias na região de Paulo Afonso (BA), a Agromon,
que cultiva soja e algodão no Mato Grosso, a Bela
Joana, que atua na área de fruticultura (RJ) e ainda a
MPE Montagem, da área de montagem industrial e projetos
especiais, também com sede no Rio de Janeiro.
Em Paulo Afonso, o grupo
produzirá e exportará para os Estados Unidos, este
ano, um volume calculado em 2,5 mil toneladas de tilápias
originadas de produção própria, e mais 2 mil vindas
de terceiros.
O `Tilápia
do São Francisco`, como foi batizado o projeto, entrou
em operação no final do ano passado, com o embarque
das primeiras 40 toneladas do peixe.
A meta é
chegar, nesta primeira etapa, a 5 mil toneladas de tilápias
e 100 milhões de alevinos por ano, com investimentos de
R$ 15 milhões. O projeto final prevê investimentos de
R$ 50 milhões, para produzir 25 mil toneladas do peixe
por ano.
Projetos da
Maricultura da Bahia
Empresa está aplicando
R$ 12 milhões na redistribuição dos viveiros e
instalação de aeradores, visando aumentar a produção.
Somente em janeiro o
cultivo de camarão será elevado em 15%, atingindo uma
média mensal de 460 toneladas
A idéia é manter os
atuais mil hectares de viveiros e melhorar o
aproveitamento de espaço e do índice de produtividade
A partir deste mês, serão
remetidos quatro contêineres de camarão (20 toneladas
cada) para a França, a cada mês. A empresa já
exporta para Estados
Unidos, Espanha e Japão
Apenas 25% da produção
total se destinam ao mercado interno, com vendas na
Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
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