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DuPont
e Bunge fazem parceria: produzir
e distribuir proteínas de soja para a indústria
alimentícia
7 de Janeiro de 2003 -
Nova joint venture vai produzir e distribuir proteínas
de soja para a indústria alimentícia. A Bunge Limited
e a DuPont anunciaram ontem que formarão uma aliança
global para ampliar seus negócios de agricultura e
nutrição no Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia. O
acordo inclui a formação de uma joint venture para a
produção e distribuição de ingredientes para
alimentos. A aliança prevê ainda um acordo de
biotecnologia para o desenvolvimento e comercialização
de soja e o desenvolvimento de um leque mais abrangente
de serviços e produtos para os produtores rurais.
A joint venture - chamada
Solae L.L.C. - atuará inicialmente no mercado de proteína
de soja e lecitina. Posteriormente, se dedicará também
à produção de ingredientes alimentares baseados em
milho e soja. A expectativa inicial das empresas é de
que as receitas globais da Solae L.L.C. superem US$ 800
milhões por ano.
Estados Unidos
A DuPont - maior
companhia química dos Estados Unidos - ficará com 72%
de participação enquanto a Bunge deterá os 28%
restantes. O acordo prevê que a DuPont contribuirá com
seu negócio de ingredientes alimentícios com
tecnologia de proteínas e em troca a Bunge receberá a
participação na parceria, além de aproximadamente US$
260 milhões. A joint venture terá sua base em Saint
Louis, nos Estados Unidos, e deverá começar suas
atividades em cerca de seis meses, após a finalização
do acordo e aprovação dos órgãos reguladores
competentes.
Maior fatia
Maior processadora de
soja das Américas, a Bunge terá ainda a possibilidade
de ampliar sua fatia na joint venture para até 40%,
segundo critério pré-acordado. A diretoria da joint
venture contará com quatro membros, sendo dois da
DuPont e dois da Bunge.
De acordo com o diretor
financeiro da Bunge, Bill Wells, a Solae L.L.C., quer
repetir o sucesso do projeto-piloto que as companhias
desenvolvem há cerca de um ano no Brasil e que foi
recentemente levado à Argentina. O executivo diz
esperar que haja mais abertura do novo ministério da
Agricultura brasileiro - Roberto Rodrigues está à
frente da pasta - para o desenvolvimento e uso de
biotecnologia nas plantações locais.
"Por enquanto,
devemos ter paciência." A Solae vai concentrar
esforços iniciais na América do Sul, sobretudo no
Brasil, além da Ásia, sobretudo Índia. Para Telles,
estão no País as principais operações de
processamento de grãos.
A aliança também quer
pegar carona no crescimento da ordem de 10% ao ano do
mercado mundial de proteínas de soja. A joint venture
inclui, além de ingredientes alimentares especiais o
desenvolvimento e comercialização de soja com alto
valor agregado.
De acordo com informações
de Wells, a nova empresa vai oferecer ao mercado a mais
completa gama de produtos à base de soja.
Características
"Vamos desenvolver e
distribuir soja com melhor sabor e melhorando suas
características para produtos funcionais", disse
Erik Fyrwald, vice-presidente e diretor geral da DuPont
Nutrition & Health. "A cooperação também vai
atingir as áreas de química, agronomia, marketing e
logística, fortalecendo as sinergias em toda a cadeia
de produção." Frywald será o chairman da joint
venture.
De acordo com informações
dos diretores, tanto a Bunge quanto a DuPont vão
continuar operando com independência suas outras áreas
de atuação.
Parceria no Brasil
A bem-sucedida parceria
na distribuição de produtos da DuPont e da Bunge no
Brasil e na Argentina deverá ser usada como modelo.
Para o gerente corporativo de comunicação da Bunge,
Adalgizo Telles, com escritório em São Paulo, a união
das duas empresas vai aumentar muito a gama de produtos
e também serviços oferecidos aos produtores rurais.
Na opinião do executivo
da Bunge, os esforços conjuntos das duas empresas também
têm como objetivo conquistar uma participação
significativa no bilionário mercado de proteína
vegetal. Já os negócios com proteínas animais
registram crescimento anual da ordem de só 1%. "Há
uma tendência de se buscar alimentos mais saudáveis e
com menos teor de gordura", afirma Telles A melhora
do sabor da soja e de seus derivados será um dos
objetivos da cooperação biotecnológica entre as
empresas.
(Gazeta Mercantil/Página
B16)(de São Paulo)
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