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Menos resíduos
e mais filantropia
São José dos Campos, 8 de
Janeiro de 2003 - Programa da Johnson & Johnson aproveita
bem o lixo industrial e gera ganhos financeiros.
O complexo
industrial da Johnson & Johnson, em São José dos Campos
(SP), aumentou de 42% para 71% o índice de reciclagem de resíduos
industriais entre 1996 e 2002. Os resíduos estão sendo
aproveitados como matérias-primas para produtos que vão de
bancos de madeira plástica e brinquedos a roupas de bebês.
O incremento da
reciclagem na empresa foi alcançado com a implantação do
programa de seletividade, que inclui as áreas de escritório e
restaurante e também com a reestruturação do Centro de
Reciclagem de Resíduos (CRR) da fábrica.
Segundo o supervisor do centro,
José Ivan Ribeiro, a empresa coleta e encaminha mensalmente
para a reciclagem seis toneladas de papéis, mais de uma
tonelada de copos descartáveis e 200 cartuchos de
impressoras.
Nos últimos seis
anos, a companhia também reduziu em 11.800 toneladas a
quantidade de resíduos dispostos em aterros. Outras 870
toneladas de resíduos deixaram de ser incineradas e 12.670
toneladas de lixo industrial foram recicladas.
Com o reaproveitamento, as sobras
de hastes e algodão de cotonetes, aparas de tela não tecida (perfex),
escovas de dente, látex, entre outros resíduos do processo
produtivo passaram a ser enviados para instituições
assistenciais e empresas que os transformam em produtos.
Um exemplo são as
sobras de absorventes que viram palmilhas de sapatos e as de
fraldas, transformadas em cabides, banheiras plásticas e
tomadas.
Tudo se transforma
Entidades filantrópicas como a
Fazenda da Esperança, dedicada à recuperação de dependentes
químicos, com vinte unidades no Brasil e duas no exterior,
recebeu no ano passado cerca de 55 mil quilos de resíduos plásticos.
Localizada em Guaratinguetá (SP), a fazenda desenvolve um
material chamado madeira plástica, feito a partir da reciclagem
de resíduos de hastes flexíveis (os cotonetes) e de escovas de
dente. Outro exemplo de utilização de resíduos reciclados são
as sobras de látex provenientes do preservativo Jontex, usadas
na fabricação de solas de sapato.
A receita resultante da venda de
resíduos reciclados, que até 2002 somou R$ 10,5 milhões, é
revertida para instituições filantrópicas da região do Vale
do Paraíba, onde a companhia está instalada.
Além dos resíduos reciclados, a
Johnson & Johnson envia 25% do lixo gerado pela fábrica de
São José dos Campos para aterros sanitários e outros 5% para
incineração. Até 1996 a empresa remetia quase 60% dos resíduos
para os aterros.
O programa de reciclagem da
Johnson & Johnson inclui também os seus funcionários. Em
parceria com a Urbam, ligada à prefeitura de São José dos
Campos, a companhia instalou na fábrica um posto para
recebimento de resíduos recicláveis das casas dos funcionários.
Esses resíduos são encaminhados para o centro de triagem da
prefeitura e vendidos na região.
(Gazeta Mercantil/Página
C2)(Virgínia Silveira)
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