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Chuvas
prejudicaram as lavouras de algodão nos Estados Unidos
Washington, 9 de Janeiro de 2003 -
O mercado espera que a estimativa final do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a colheita de algodão
do país em 2002 seja 0,6% inferior à previsão do mês passado,
segundo analistas, citando os efeitos das chuvas nas plantações.
A previsão é de que a estimativa
seja de 17,28 milhões de fardos, abaixo dos 17,38 milhões
avaliados em dezembro, o que constitui a quinta queda consecutiva
em cinco meses, segundo a média da estimativa de sete analistas
pesquisados pela Bloomberg News. No mês passado, o USDA baixou
sua previsão de 17,82 milhões de fardos, porque o tempo chuvoso
afetou as plantações em estados como o Texas, maior produtor de
algodão do país.
Segundo John Flanagan, presidente
da Flanagam Trading, em Fuquay-Varina, estado da Carolina do
Norte, "tivemos mau tempo no outono passado, o que atrasou
muito a colheita, causando prejuízos. Teremos ainda mais prejuízos,
em particular no Texas e no sudeste, da Virgínia a Georgia."
O relatório do USDA está prevista para amanhã, em Washington.
A colheita de 17,28 milhões de
fardos de algodão será 15% menor que o recorde de 20,3 milhões
de fardos colhidos em 2001.
Os preços futuros do algodão
registraram uma alta de 36% em relação ao ano anterior, e alcançaram
52,25 centavos de dólar no dia 23 de dezembro, o maior preço
desde março de 2001. A pesquisa estima que a previsão do
departamento americano para os fornecimentos de algodão dos EUA não
vendido até o dia 31 de julho, final do ano de comercialização,
será de 6,82 milhões de fardos, ou 4,9% acima dos 6,5 milhões
de fardos previstos em dezembro.
A estimativa para as exportações
de algodão do país, de 10,8 milhões de fardos em dezembro,
provavelmente será mais modesta, dizem analistas. Os compradores
estrangeiros se comprometeram a adquirir 6,6 milhões de fardos no
atual ano de comercialização, até o dia 26 de dezembro,
informou o USDA em relatório do dia 3 de janeiro.
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