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Lagoa da Serra
inicia exportação de sêmen bovino para o Paraguai
A exportação
de 20 mil doses de sêmen bovino para o Paraguai foi o primeiro
passo de uma nova política que a Lagoa da Serra, empresa
controlada pela holandesa Holland Genetics, passará a adotar a
partir de 2003. A partir deste ano a meta de exportações da
empresa será de 50 mil doses, que segundo a direção da empresa
pode ser facilmente superado ainda em 2003. Esse foi o primeiro
grande embarque de sêmen ao mercado externo e o primeiro da
empresa para o Paraguai.
A partir de agora, a empresa
pretende abrir mercados na América Latina, mas não descarta a
possibilidade de atuar em países de outros continentes.
"Colômbia e Venezuela são países
promissores, principalmente no segmento de sêmen para pecuária
de corte. Já para o sêmen para pecuária de leite a aceitação
é mais fácil e toda a América Latina tem interesse nesse
produto", afirma Maurício José de Lima, gerente de
marketing da Lagoa da Serra.
Decisão histórica
Historicamente, segundo o
executivo, a posição da empresa era de não agredir o mercado
externo. A falta de acordos fitossanitários em um passado não
muito distante e o grande mercado interno a ser conquistado no
Brasil fizeram com que a Lagoa da Serra deixasse de lado as
exportações. Segundo Lima, essa foi uma estratégia adotada
antes mesmo da aquisição da empresa pela Holland, em 1998.
Além do Mercosul, o Brasil possui
acordos fitossanitários com Venezuela e Colômbia e, segundo
Lima, está em andamento protocolos para acordo com outros países
do bloco latino. No que se refere ao mercado de inseminação no
Brasil, apenas 10% do rebanho bovino nacional utiliza a técnica.
Potencial do setor
Levantamentos preliminares
demostram que as exportações brasileiras de material genético
bovino (animais puros, sêmen e embriões) têm potencial de
atingir US$ 50 milhões até 2004. A estimativa é de Sílvio
Castro Cunha Júnior, diretor de relações internacionais da
Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
A entidade brasileira realizou no
ano passado uma série de missões internacionais para mostrar o
gado brasileiro a potenciais compradores estrangeiros. Entre os países
que estiveram no Brasil em 2002, África do Sul e China foram as
que mais mostraram interesse no material genético nacional.
"No próximo dia 21 teremos
reunião na ABCZ para discutir iniciativas que possam ser tomadas
em parceria com outras centrais de inseminação para conseguir
entrar de forma mais agressiva no mercado externo", afirma
Lima.
A idéia do gerente da Lagoa da
Serra é tentar fortalecer o sêmen de animais para corte, mas
destaca que a genética leiteira é mais procurada. "Os
potenciais compradores têm procurado principalmente a raça gir
leiteiro", afirma Lima.
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