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Programa do governo incentiva
estudo de cenários de exploração da Amazônia
O Ministério da Ciência e Tecnologia e uma rede de pelo menos 50
pesquisadores de todo o país lançam hoje em Belém o programa
Geoma, que tem como meta desenvolver modelos para avaliar e prever
cenários de atividades humanas na Amazônia, além de ajudar a
implantar políticas públicas na região.
Pela primeira vez, governo e pesquisadores se unem para traçar um
mapeamento geral das atividades na região. Os recursos para a
fase inicial serão anunciados em solenidade no Museu Paraense Emílio
Goeldi pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg.
Além do museu, outras seis instituições participam da rede:
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia, Instituto Nacional de Matemática Pura e
Aplicada, Laboratório Nacional de Computação Científica,
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e Instituto Mamirauá.
A rede de pesquisadores foi formada no segundo semestre do ano
passado e a primeira fase do programa deve apresentar resultados
em quatro anos, segundo a coordenadora de pesquisas e pós-graduação
do Museu Emílio Goeldi, Ima Vieira. "O programa vai avaliar
cenários do modelo de uso da terra, dinâmica das populações,
modelos hidrológicos e de biodiversidade", diz a
pesquisadora.
A rede enfocará temas como as relações entre mudanças do uso
da terra e sistemas de produção, além de desenvolver modelos
para subsidiar a escolha de áreas para conservação da
biodiversidade.
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