Produtores
pedem definição sobre transgênicos
Brasília - A Associação Brasileira dos Produtores de
Sementes (Abrasem) quer que a Justiça Federal se manifeste
sobre a regulamentação do plantio e comercialização de
produtos transgênicos no Brasil.
Segundo o presidente da entidade, João
Lenine Bonifácio, o objetivo é evitar que as sementes de
soja transgênica contrabandeadas, resistentes ao herbicida
glifosato, tomem conta das lavouras do País.
Para esta safra (2002/03), cujo plantio está começando, a
demanda por sementes de soja é de cerca de 1,1 milhão de
toneladas, sendo que somente 700 mil toneladas deverão ser
certificadas.
A diferença será preenchida com 400 mil
toneladas de sementes de soja cultivadas ilegalmente, das
quais 200 mil toneladas correspondem a contrabando.
O restante se refere a produto pirateado -
semente onde o fabricante, amparado pela Lei de Cultivares,
que corresponde à lei de patentes agrícolas, não recebe
nenhum royalty. O plantio e a comercialização de
transgênicos aguardam decisão da Justiça há quatro anos.
Gecy Belmonte
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