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Fotografia Digital

Um século e meio da invenção da fotografia, e muitas inovações aconteceram, principalmente neste que ora termina. Mas nada se compara com a invenção da fotografia Digital. E que como a informática em geral, tem evoluído com velocidade .

TIPOS

De primeira geração: são as fotos obtidas com uma câmara fotográfica digital. Podemos dizer que a característica principal desta máquina é que a mesma utiliza os mesmos princípios óticos de uma câmara convencional. Mas que captura a imagem fotográfica através de um chip CCD (componente eletrônico, uma sigla de: Charge-Coupled Device ou Dispositivo com Acoplamento de Carga), que é à parte que substitui o uso do filme comum. Como as câmaras que usam filme, a digital também é encontrada em diversos tipos. Cada uma mais adequada a um determinado uso, isto devido as suas características técnicas que a tornam mais indicada a um uso simples, ou sofisticado para trabalhos de cunho profissional. Por causa disso podemos encontrá-las de preços os mais variados: desde US$100,00 a mais de US$30.000,00.

Fotografia Digital de Segunda Geração: É o tipo em que as imagens fotográficas são feitas com equipamentos, filmes, processamento e cópias no processo convencional da fotografia de base química. Só então se converte as cópias em papel ou os filmes negativos ou positivos para o processo digital (digitalização). O que é feito através de um periférico chamado Scanner, que pode ser de mão ou de mesa, que neste caso possui melhor qualidade de imagem e facilidade de manuseio.

E pode ser do tipo que escaneia imagens opacas, como as cópias em papel. Ou o que escaneia transparências, filmes positivos (slides) ou negativos. Neste processamento as imagens digitalizadas são transferidas para o computador, onde são armazenadas.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA FOTOGRAFIA DIGITAL

Vantagens da Fotografia Digital:
As câmaras digitais não necessitam de filmes e revelação dos mesmos, o que é uma grande economia de gastos. E também você mesmo pode fazer todo o processo fotográfico: tirar as fotos descarrega-las no computador e se necessário imprimi-las na sua impressora doméstica.

Todo este processo é muitíssimo mais rápido do que o convencional que utiliza filmes de base química. Sem contar a poluição ambiental causada pelos mesmos no seu processamento. Também é possível ver as fotos da sua câmara digital em uma tv comum, bastando para isto liga-la com um cabo na mesma. As câmeras digitais são capazes de tirar de dezenas a milhares de fotos, dependendo de sua memória.

Muitos modelos atualmente são capazes de também gravar som durante alguns segundos ou até mais de uma hora. Também podem capturar seqüências de imagens por até quase um minuto, caracterizando-se aí um pequeno "clip".E para aqueles que não gostam ou não querem utilizar o computador, já existem câmaras digitais que dispensam o seu uso e imprimem as suas fotos ligadas diretamente numa impressora.

Ou conectadas diretamente a um telefone celular enviam suas fotos via e-mail na Internet para qualquer lugar do planeta. Como se vê as potencialidades das câmaras digitais parecem não ter fim. E depois do investimento inicial de compra do computador e câmara, suas fotos terão um custo quase zero.

Desvantagens da Fotografia Digital:
São poucas as desvantagens das câmaras digitais. Sendo que a principal é sem dúvida ainda o seu custo, comparativamente com as câmaras tradicionais elas são muito mais caras, principalmente os modelos mais sofisticados para uso profissional. Você não terá gastos com filmes e revelação, mas gastará com pilhas.

E estas duram pouco nas digitais. Talvez por isto uma boa pedida seja a utilização de pilhas ou baterias recarregáveis, pois mesmo que tenham um custo maior inicialmente, podem ser recarregadas cerca de umas mil vezes em média. Se você necessita de tirar fotos em seqüência rápida, saiba que os modelos mais simples não conseguem faze-lo levando vários segundos entre uma foto e outra. Se este é a sua exigência não deixe de ver as especificações da câmara que deseja adquirir.

Saiba também que as câmaras de baixa resolução (320x240, 640x480 pixels) não permitem uma cópia impressa de boa qualidade maior do que uns 10x15cm no máximo numa impressora a jato-de-tinta. Cópias proporcionalmente maiores só com as câmaras de resolução bem mais alta.

 

TIPOS DE CÂMARAS DIGITAIS

Câmara Digital de Visor Direto: são o tipo mais simples e barato, pequenas e de fácil manuseio. Por ter visor direto, a imagem vista não é a mesma que esta sendo fotografada. E quanto mais perto estiver o objeto a ser fotografado maior será o erro de paralaxe, isto porque a imagem vista pela lente da câmara é diferente da observada pelo visor, uma vez que eles estão em posições diferentes em relação um ao outro. Um exemplo deste tipo de câmara é a Kodak DC25, que apesar de ter um visor de cristal líquido, este só é usado para ver as fotos depois de feitas.

Câmara Digital Reflex: tem as mesmas características de uma câmara reflex comum. Ou seja, a imagem vista pelo visor é a mesma que chega até o CCD da câmara digital. Exemplo: Kodak DCS-420, que é montada num corpo de uma Nikon N90 convencional, usa-se neste caso um back digital acoplado a mesma.

Câmara Digital c/ Visor de Cristal Líquido (LCD): neste tipo de câmara o fotógrafo vê a imagem a ser fotografada num pequeno visor de cristal líquido que mede em torno de 2,5 polegadas e esta colocado na parte traseira da máquina. Esta é a tendência atual das novas câmaras. Exemplo: Casio QV-300, Sony Mavica, Nikon Culpix.

Backs Digitais: São acoplamentos digitais feitos na parte traseira das câmaras convencionais que usam filmes. Normalmente são colocados nas câmaras de estúdio: Hasselblad, Mamiya, Sinar e outras. Mas também é usado em modelos de 35 mm, como é o caso da Nikon-N90 e a Cânon-EOS 1-N. A vantagem aí é se usar uma câmara, lentes e acessórios de alta qualidade juntamente com a tecnologia digital. Estes conjuntos podem custar até mais de US$50.000,00. Daí o seu uso ainda muito restrito.

 

COMO ARMAZENAR AS FOTOS DIGITAIS

Armazenagem das fotos: as imagens fotografadas na câmara digital normalmente são guardadas na memória interna que elas possuem. E que em alguns modelos esta capacidade pode ser aumentada colocando-se mais módulos de memória. Ou utilizando cartões de memória tipo PCMCIA ou Flashcards.

A capacidade de armazenar fotos varia nos modelos atuais, temos modelos que podem guardar 16 e outros podem chegar até cerca de algumas centenas de imagens ou mesmo milhares. O que depende sempre da resolução utilizada nas mesmas e da memória disponível.

Em alguns modelos de câmaras profissionais de alta resolução as fotos a medida que são feitas vão sendo enviadas para o computador, no qual estão conectadas via cabo, pois as mesmas não tem memória interna. Por isto são utilizadas para fotografias de estúdio. Existem ainda câmaras que guardam suas fotos em disquetes de 3,44 Mb comuns.

Que sem dúvida é a forma mais barata de memória existente e muito prática. Uma vez que só é preciso retirar o disquete da câmara e inseri-lo no driver do computador, sem a necessidade de cabos como fazem todas as outras máquinas digitais. Mas como as imagens fotográficas consomem muita memória, outros tipos de midia para armazenar as fotos estão a caminho de serem utilizadas: como os mini cds e dvds.

Armazenamento final das fotos: as fotos feitas nas câmaras digitais devem ser descarregas depois de esgotada a capacidade da câmara de guarda-las. Ou seja, devem ser mandadas para o computador, onde serão armazenadas e lá poderão ser editadas caso necessário.

Para isso utiliza-se programa próprio para tratamento de imagens, como exemplo o Photoshop ou Photo-Paint. Após este processo estas fotografias também poderão ser gravadas para maior segurança em um CD ROM. O foto Cd da Kodak tem vida estimada de 100 anos. Nos comuns este tempo é bem menor, estima-se em cerca de 15 anos no mínimo e este tempo também depende das condições em que será guardado.

Mas de qualquer modo os atuais cds são mais seguros e duráveis que os filmes do processo fotográfico convencional. Mas como a tecnologia digital de uso fotográfico é muito recente, só o futuro confirmará essa durabilidade acima citada.

RESOLUÇÃO:

Resolução: é a quantidade de pontos que formam a imagem e a sua distribuição no espaço por ela ocupado, normalmente medida em pixels por polegada (ppi). Quanto maior a resolução, mais informação a imagem possui.

A resolução das câmaras atuais varia de acordo com os modelos. Nas mais simples podemos ter uma resolução, por exemplo, de 320x240 pixels por polegada. Em modelos médios esses valores são de 640x480 à 1280x960pixels/pol. E nos modelos profissionais podem chegar a mais de 4096x4096 pixels/pol. Quanto maior o número de pixels, maior o tamanho da imagem e melhor a sua qualidade.

EXIBINDO AS FOTOGRAFIAS:

Exibição das fotografias: As mesmas podem ser vistas nos próprios monitores de cristal líquido dos modelos que o possuem, mas com a restrição do pequeno tamanho, como citado anteriormente. Também poderão ser exibidas no monitor do computador.

Ou impressas nas impressoras dos diversos tipos existentes atualmente tais como: jato-de-tinta, laser, sublimação-de-cera, etc ou nos plotters para os grandes formatos. Sendo que cada tipo acima produz uma qualidade diferente da outra. Por isso é importante saber escolher o tipo de saída dada aos trabalhos fotográficos, para se conseguir um resultado de acordo com o que se necessita.

 

EDITANDO AS FOTOGRAFIAS DIGITAIS:

Programas de Tratamento da Imagem Digital: Ou softwares, que utilizamos para fazer todos os tipos de edição da imagem fotográfica no computador. Estes aplicativos nos permitem manipular as fotografias digitais de uma maneira só possível com os mesmos.

Podemos salvar, retocar, modificar, recortar, pintar, desenhar, colar, aplicar filtros, etc, numa lista de possibilidades interminável. Já se encontram disponíveis muitos destes programas, alguns mais simples e outros para uso profissional. Como melhores podemos citar: Photoshop, Photo-Paint, Paintshop, Fauve Matisse e muitos outros.

Tipos de Arquivos de Bitmap: As imagens fotográficas quando guardadas na câmara digital, na memória do computador, em disquete ou cd rom, são chamados normalmente de arquivos de bitmap. E como tal pode ter diferentes formatos. E que citaremos os mais usados: BMP, TIF, JPG, PCX, GIF, PSD, etc. Quanto ao uso dos mesmos e a escolha de qual usar, teremos que considerar qual a finalidade que daremos a imagem digital e em que programas utilizarão a mesma. Pois determinados programas não abrem qualquer formato de arquivo. Certos formatos podem ser comprimidos, e assim diminuído o tamanho ocupado na memória utilizada, como o TIF e no caso sem perda de qualidade. Já o formato JPG que permite um alto grau de compressão, mas sempre com perdas, na razão proporcional quanto maior a compressão, maior a perda de qualidade. Mas sem dúvida é de muita utilidade, pois muitas vezes precisamos diminuir o tamanho dos arquivos fotográficos, pois os mesmos podem chegar a números altíssimos, o que pode tornar inviável o seu uso. Por isso mesmo praticamente todas as câmaras digitais utilizam o formato JPG para armazenar suas fotos, mas também utilizam algum tipo de arquivo com compressão, mas sem perda de qualidade como opção para as fotos que necessitam de melhor qualidade.

 

Discussão

Fotografia Digital: Fronteira Final????

Prof. Enio Leite
Focus
– Escola de Fotografia & Tecnologia Digital

As câmaras digitais já estão chegando a uma nova geração. Os novos equipamentos cabem na palma da mão, mostram imagens em sua pequena tela e ainda apresentam as possibilidades de também gravar imagens em movimento e sons. São, na realidade, um tipo de fusão entre câmara de vídeo e os anteriores modelos de digital.

Parecem estar prontas para desbancar a fotografia tal qual a conhecemos há quase um século, depois da primeira câmara Kodak, a famosa “Brownie”.

O mérito da popularização da fotografia deve-se exclusividade a um único homem, o norte americano George Eastman, cuja contribuição democratizou o uso fotografia enquanto forma de expressão.

Desde que se interessou por fotografia, Eastman desaprovou os complicados e trabalhosos processos de sua época. Até então, além de ter que fabricar sua própria câmara, o fotógrafo ainda tinha que produzir seus próprios filmes.

Utilizava uma chapa de vidro, preparada com clara de ovo, adesivo então comum, e sobre este depositava uma solução de nitrato de prata. As chapas deveriam ser expostas e processadas ainda úmidas, para não perder sua sensibilidade.

Quando, numa publicação inglesa, tomou conhecimento da utilização das “chapas secas”, passou a pesquisar novos meios que simplificassem a tarefa de fotografar. Descobriu na técnica da gelatina e brometo de prata, qualidades necessárias para não só para melhorar o resultado das imagens, mas também para a sua industrialização.

Entretanto, para tornar esta técnica economicamente acessível, era indispensável encontrar um filme mais leve, de menor custo e flexível, ou seja, o filme em rolo. Assim a popularização se completou quando finalmente, em junho de 1888, lançou a “Brownie”, a primeira câmara portátil.

A tarefa era muito simples: o interessado adquiria por US$ 1 uma “Kodak” já carregada com filme para 100 fotos e seguia as recomendações da propaganda: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto...”.

Destronar uma tecnologia tão aperfeiçoada não é tarefa fácil. Os fabricantes das digitais reconheciam que o maior desafio seria o de conseguir uma resolução eletrônica comparável a dos grãos químicos dos filmes populares. Hoje garantem que os últimos modelos, lançados agora no Brasil, já atingiram essa perfeição ao apresentar definições iguais ou superior a de 3,3 megapixels.

A tecnologia digital oferece também outras comodidades inexistentes nas versões que utilizam filmes químicos, como por exemplo: o resultado pode ser aferido imediatamente e, se insatisfatório, pode, também imediatamente, ser re-fotografado; o resultado pode ser ajustado, corrigido e retocado eletronicamente; pode ser ampliado no mesmo instante; permite que seja editado e enviado por telefone, ou Internet.

Aos olhos do leigo, estas inovações confundem a própria concepção da imagem, o que se dá quando se perguntam, “Será que foi originariamente produzida por meios tradicionais ou por câmaras digitais de alta tecnologia?”.

Muitos acreditam que a imagem fotoquímica já está aparentemente “morta” e aplicam tudo nas digitais. Outros, na dúvida, investem discretamente nesta nova vertente fotográfica. A evolução da história da fotografia deu novos e largos passos e o processo para essa evolução, faz a história se repetir.

No século XIX, por exemplo, o teatro era a única forma de entretenimento popular. Na primeira década do século XX, com o advento do cinema, o teatro passou por profundas transformações, quando começou a atender as elites, abordando novas temáticas - mais polêmicas - voltadas para a essência humana, liberando para o cinema o espaço da comédia, da diversão e das amenidades da época.

Em meados da década de 50, a televisão, cujos programas eram todos ao vivo, se transformou ao adaptar-se a nova tecnologia do videotape, que possibilitava agora, uma programação previamente gravada e retocada sem o até então inseparável conhecimento do público. A indagação da época foi se essa nova técnica, iria de fato, substituir o cinema.

O próprio advento da televisão fez com que o fotojornalismo procurasse novas formas de linguagem, para não se tornar uma espécie de “segunda via fatal...”.

A tecnologia digital, como vem se apresentando até agora, não constitui uma ameaça à fotografia tradicional e, muito pelo contrário, representa ferramenta, um recurso adicional, tanto técnico quanto estético para o próprio fotógrafo.

A fotografia tradicional é composta de várias técnicas e procedimentos próprios. Assim como, fotografar em preto e branco, com negativo colorido, ou fotografar em cromo exigem conhecimentos e discursos estéticos diferenciados e outros procedimentos próprios, as câmaras digitais exigirão seus próprios conhecimentos.

O equipamento digital, a princípio, é muito semelhante às câmeras de vídeo. Antes de fotografar, temos que ajustar o “balanceamento de cor” em função da fonte luminosa utilizada. Por exemplo, se fotografarmos com luz incandescente e não efetuarmos o devido ajuste, as imagens se tornarão extremamente amareladas, com luz diurna, azulada e assim por diante.

Dessa forma, devemos aprender como operar esse novo instrumento, da mesma forma que a própria fotografia tradicional apresenta suas técnicas distintas.

A tecnologia digital tem aberto novos horizontes, ampliando recursos que até então dependiam de trabalho artesanal tal como: restauração de imagens, reprodução, montagens e fusão. Possibilita impressão em tecidos, aplicação em madeiras, paredes, porcelanas e outras, até então dependentes de imperfeitos processos alternativos, cujos custos sempre foram proibitivos.

Esta tecnologia vem ocupando cada vez mais o espaço da fotografia Instantânea. É também utilizada para substituir os dispendiosos processos diretos, cópias e ampliações fotoquímicas, a partir de cromos ou mesmo de negativos “imperfeitos”.

Hoje qualquer amador pode entrar em uma loja de fotografia munido apenas da cópia em papel, sem seu respectivo negativo, reproduzi-la e corrigi-la digitalmente em poucos minutos, obtendo novas cópias também em papel fotográfico.

Tem contribuído para a otimização de Bancos de Imagens e para uma reavaliação da estética e do discurso fotográfico.

Rompendo a barreira da realidade virtual, podemos conferir em tempo real, nas redações ou nos sites das agências de notícias, informações visuais de todos os cantos do mundo por um custo quase zero. Ou criar imagens surreais na mesma velocidade.

A imagem digital veio para ficar. Não para substituir o que já foi conquistado, mas para facilitar a vida do fotógrafo, agregando novos valores. Portanto, é mais uma técnica, um recurso de linguagem que devemos aprender e usufruir em todos os seus aspectos.

A despeito de toda esta tecnologia, podemos prenunciar que a “fronteira final fotográfica” ainda não foi atingida e a boa fotografia, independente da mídia utilizada, ainda demanda luz, sensibilidade e intelecto criativo do fotógrafo.

 

 
 

 

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