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04. MACROFOTOGRAFIA
Técnica de realizar fotografias de tamanho maior que o natural, com as objetivas especiais ou com objetiva normal equipada com acessórios.
4.1. Escala de Reprodução (E.R) ou Proporção da Imagem Relaciona o tamanho real do objeto sobre a película do filme, ou seja a escala de reprodução da macrofotografia. Quando a imagem registrada no filme mostra o objeto em menor dimensão que na realidade, a relação de reprodução é indicada por 1:X. Quando ela é maior, é indicada por X:1 (com X um número maior que 1). A macrofotografia tem a escala de reprodução menor que 1:7, ou seja, um centímetro na fotografia equivalente a sete centímetros no real. Na fotografia cujo interesse é mais estético que documental, a escala de reprodução não tem praticamente importância , já nas aplicações científicas ou técnicas, é útil e às vezes indispensável conhecer tal escala para que o observador possa deduzir o tamanho real do objeto fotografado. Esta escala deve ser informada na legenda da fotografia. Por exemplo, se o objeto tem 10mm de altura e na película do filme ele também tem 10mm de altura, a proporção da imagem é de 1:1. Se esta imagem tem 5mm de altura no filme a sua proporção é de 1:2. Se esta imagem tiver 20mm de altura no filme a proporção será de 2:1.
Padronização da Imagem Na fotografia científica, é de fundamental importância que as fotos estejam na mesma escala de reprodução, evitando assim diferença de cor, de tamanho e proporcionando imagens fidedignas para quem está acompanhando as fotos numa aula ou para quem está acompanhando um painel. Esta padronização deverá ser da abertura do diafragma do tipo e sensibilidade do filme e do enquadramento.
4.2. Equipamento para Macrofotografia
Objetivas Macro Existem objetivas macro originais (Canon, Nikon, Pentax) e fabricantes de objetivas para os diversos corpos de câmera (Vivitar, Sigma, Tamron, Tokina...). São projetadas para se ter o máximo de focalização em toda a foto, pois utilizando acessórios para macrofotografia temos grandes perdas nas bordas do quadro. As objetivas Macro possuem um cilindro helicoidal, podendo focalizar de infinito até em escala de 1:1 (um centímetro do filme eqüivale a um centímetro do real). São desvantagens das Objetivas Macro possuem custo elevado e pequena luminosidade, pois, geralmente tem abertura máxima na ordem de f 4.
a) Objetivas normais macro: Praticamente não existem modelos de pequena distância focal, há contudo, vários modelos na faixa de 50/60 mm, a maioria permite focalização até de 15 cm de distância. Ex.: TAKUMAR 50 mm, NIKKOR 55 mm.
b) Teleobjetiva macro: A maior parte dos modelos disponíveis situa-se na faixa de 105 mm, apesar disso, pode-se encontrar equipamentos com distancia focal em torno de 200/300 mm. Ex.: MEDICAL NIKOR 120 mm (com vantagem de ter um flash circular para macrofotografia embutida na própria objetiva), macro de 105 mm VIVITAR de 100mm (com a desvantagem de não dar escala de reprodução 1:1), PENTAX 100mm, SIGMA, 100mm, TOKINA 100mm, TAMRON 90mm, CANON auto focus de 100mm... A grande vantagem é que fotografamos a distância maiores do objeto, comparando com as objetivas de 50mm. c) Objetivas Zoom Macro: São de dois tipos básicos. O primeiro só oferece focalização para closes a uma certa distância focal. O segundo pode ser regulado para proporcionar essa focalização em qualquer distância focal - dando ao fotógrafo oportunidade de fotografar a diferentes distancias do motivo. Ex.: ZOOM MACRO VIVITAR 70 - 210 mm, ZOOM MACRO 35 - 105 mm TAKUMAR.
Distorção da Imagem O efeito muito comum na fotografia macro é o alargamento da imagem quando utilizam uma objetiva macro de pequena distância focal (ex.: 50mm) pois teremos que aproximar muito do objeto a ser fotografado.
4.3. Acessórios para Macrofotografia: 4.3.1. Lentes de Aproximação Funcionam como uma lente de aumento comum, sendo atarraxada na objetiva, são chamadas também de "Filtros Close-up". Têm como vantagens o de seu uso não envolver modificações na exposição das fotos; são baratas e fáceis de usar. E como desvantagens não permitem ER alta; provocam perda de nitidez e distorção da imagem, exigem diafragma fechado pela sua esfericidade. As lentes de aproximação aumentam a imagem quanto ao seu número de dioptrias (medida de convergência de uma lente); as mais usadas têm 1,2 ou 3 dioptrias. Podem ser montadas em conjunto na frente da objetiva; por exemplo, lentes de 2 e 3 dioptrias produzem juntas 5 dioptrias. Deve-se tomar o cuidado de colocar sempre a lente de maior dioptria em primeiro lugar. A profundidade de campo com as lentes de aproximação fica bem intensa com o diafragma mais fechado possível. É indispensável sempre o uso do tripé e um disparador manual na macrofotografia.
Como usar as Lentes de Aproximação: Ø faça sempre com que o motivo preencha todo o quadro: não há nada pior do que uma imagem em close de um objeto perdido no meio de um espaço inútil; Ø os melhores motivos são os de forma simples e clara, dos quais a câmera possa revelar detalhes insuspeitos; Ø use a iluminação mais intensa que conseguir, assegurando-se de que todas as regiões importantes do motivo estão bem nítidas; esqueça-se do fundo ou do primeiro plano, pois aparecerão sem foco; Ø mantenha a câmera paralela ao plano principal do motivo. Nesse caso, o exemplo típico é uma borboleta; você obterá o melhor resultado fotografando-a de modo que o plano de suas asas fique paralelo ao plano do filme. Ao fotografar animais, focalize nos olhos ou na cabeça, como se tratasse de uma pessoa; Ø o vento pode se transformar num problema. Com uma objetiva normal não se costuma perceber que as flores balançam com a brisa; já com uma lente de aproximação o fato se torna imediatamente evidente. Por isso, talvez você seja obrigado a proteger a área fotografada com um anteparo, para cortar o vento; Ø outra forma seria utilizar filmes mais sensíveis (ex.: ASA 800) para utilizar velocidades de obturação rápida (ex.: 1/1000s), congelando o movimento; Ø da mesma forma como acontece com o uso de teleobjetivas, os equipamentos para close são muito suscetíveis a vibrações: caso não se empregue um tripé ou outro suporte, isso se refletirá em fotos tremidas. O uso de flash eletrônico circular, mesmo quando há boa iluminação natural, ajuda a minimizar este perigo; Ø examine bem seus motivos à procura de imperfeições ou pequenas sujeiras: elas seriam registradas detalhadamente na imagem aumentada.
4.3.2. Tubos (anéis de extensão) São tubos, sem lentes, que aumentam a distância entre a objetiva e o filme. São colocados entre a objetiva e a câmera. Os tubos de extensão são vantajosos pois possuem peso reduzido, não exigem lentes (não provocando distorção óptica), mas dificultam a operação de troca, e para se conseguir tamanho exato de imagem, interferem na fotometria. Costumam ser vendidos em jogos de três unidades que podem ser usadas em diversas combinações. Há tubos manuais e automáticos: no primeiro caso, não há conexão entre a câmera e o mecanismo de fechamento do diafragma da objetiva; no último, este continua a funcionar normalmente. 4.3.3. Fole Aparelho com 2 suportes ligados por uma "Sanfona" que correm em trilho. Em um se encaixa a objetiva e no outro o corpo da máquina. Têm como vantagens: escala de ampliaçãom contínua devido ao afastamento dos dois suportes e como desvantagens: maior peso, maior dificuldade de instalação, e interferem na fotometria. 4.3.4. Tele-Extensor ou Tele Conversor É um acessório que tem uma lente especial, sendo acoplada entre a objetiva e o corpo da câmera, os tele conversores são de 1,4x, 2x e 3x, que indicam o aumento da distância focal da objetiva. A desvantagem é a perda de luz, um tele conversor 1,4x perde 1 ponto de luz, 1 de 3x perde 3 pontos de luz, sendo então necessário abrir 1 ou 2 pontos do diafragma após a fotometria. O tele conversor 2x pode também duplicar uma objetiva zoom de 70/210mm para 140/420mm, ou seja aumenta a distância focal com a vantagem de ser mais barato que uma tele objetiva. 4.3.5. Anel Inversor Inverte a objetiva, a parte anterior da objetiva é acoplada na câmera com o uso deste anel, possibilitando fotos a curta distância.
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