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5. FLASH
5.1. Flash Eletrônico
A luz do Flash talvez seja a mais conveniente e versátil forma de iluminação. Pode igualmente produzir luz errada, fotografias incorretas, expostas mais facilmente do que outras fontes de luz pois possui uma iluminação frontal muito forte.
A finalidade essencial da sincronização consiste em assegurar que o relâmpago (ou a maior parte dele) se verifique quando o obturador se encontra completamente aberto.
Todos os OBTURADORES modernos possuem contato de sincronização para a luz do flash, estes contatos disparam o flash durante o percurso do obturador.
Como o flash é instantâneo, ajusta-se a velocidade de sincronismo da câmera para que, durante o clarão do flash (altíssima velocidade), a primeira cortina do obturador esteja totalmente aberta e a segunda cortina ainda não comece a se fechar (toda a chapa do filme é iluminada igualmente pelo disparo do flash).
Se você escolhe uma velocidade de menor tempo de exposição ex.: 1/500s, você terá uma fenda estreita - a qual descobre apenas parte do fotografa, teremos assim uma pequena parte exposta à luz (a parte descoberta no momento do relâmpago) numa extremidade do quadro e a outra parte escura.
Nas câmeras mecânicas, deve ser consultado o manual, o qual indica a velocidade que deve ser usada com o flash, geralmente sincronizam com 1/60s, algumas sincronizam com a velocidade de 1/125s, ou com o símbolo X (1/90s).
A exposição do filme só se modifica quando alteramos a abertura do diafragma, e esta abertura aumenta quanto maior for a distância do objeto. A determinação da abertura correta do diafragma é através da tabela que acompanha o flash. A tabela traz diversas aberturas do diafragma para várias distâncias do objeto de acordo com a sensibilidade do filme. A maioria dos flashes que possuem SENSORES ELETRÔNICOS regulam automaticamente a intensidade da luz refletida, de acordo com a distância e luz ambiente, permitindo fotos sempre uniformes e perfeitas (Flash TTL). Essa tecnologia (TTL) é encontrada na maioria das câmaras e "flashs" modernos e representam uma evolução considerável mas apresentam algumas limitações em fotografia. Nas câmeras eletrônicas modernas, quando usamos o flash TTL, ao escolhermos uma abertura qualquer do diafragma, estamos programando ao mesmo tempo a intensidade da luz do flash para aquela abertura.
5.2. Tipos de Flash a) Flash Manual Tem potência fixa, emitindo sempre a mesma quantidade de luz, possuem tabelas da distância do objeto, para um determinado diafragma. A Velocidade é fixa: 1/60s, 1/80 b) Flash Automático Possui uma unidade sensora, que mede a luz refletida do objeto. Quando o flash é disparado, e o objeto receber a luz necessária, o disparo com o flash é anulado. c) Flash Dedicado TTL Possuem contatos eletrônicos que trocam informações com os contatos da sapata da câmara. d) Flash Incorporado As câmaras modernas geralmente possuem este flash, que tem potência fraca de disparo. Possuem eliminação do "olhar-vermelho", e flash de preenchimento.Sua força luminária é limitada deixando muito a desejar quando necessário fotografar um objeto em grande aumento.
OBS: "Flash" frontal exterior - colocado frontalmente em uma inclinação de 85 graus possibilita boa iluminação com detalhe em imagens de relevo.
O uso de "flash" eletrônicos duplos, de luz refletida e de grande potência apresentam grande performance, mas exigem maior espaço físico e maior investimento financeiro.
SUGESTÕES NO USO DO FLASH Ø O método mais prático para fotografar com flash consiste em acoplá-lo à máquina e apontá-lo para o modelo. Entretanto, as fotos obtidas através deste sistema não têm relevo e apresentam sombras duras. Ø Nunca apontar o flash diretamente para superfícies refletoras, como espelhos ou janelas. Ø Quando a luz do flash é rebatida ( esse efeito é obtido, por exemplo, ao apontar o flash para o teto), obtêm-se resultados mais satisfatórios pois o modelo é atingido por uma luz difusa e refletida, produzindo apenas sombras suaves. Ø Quando se mantêm o flash suspenso longe da câmera para iluminar o modelo por cima ou por um dos lados, obtêm-se um melhor efeito de relevo e consegue-se eliminar o problema dos " olhos vermelhos". Pode-se usar um outro flash como luz de enchimento para as áreas de sombras. Ø Para clarear áreas de sombra, regule a câmera normalmente, como se não estivesse usando flash, de modo que ele produza uma superexposição correspondente a um ou dois pontos. Ø O sol do meio dia é problemático, sua luminosidade densa, dura e cheia de sombras desfigura o motivo fotografado. Para amenizá-la, o ideal é usar o flash como luz de enchimento ou recorrer a um rebatedor de papel de alumínio ou cartolina branca. Voltados para o sol, eles rebatem a luz, que volta para o motivo, suavizando sombras e contornos. Ø Utilizando um papel vegetal ou um lenço branco na frente da cabeça do flash, a luz se dispersa e suaviza o registro. Ø Pode-se usar um guarda-chuva como refletor para controlar o flash refletido. Os modelos comerciais são fabricados com material refletor, e montados sobre um suporte, porém é fácil improvisar um substituto: basta pintar de branco uma sombrinha. Ø Flash Múltiplo - Exemplo: pode-se usar o flash para fotografar interior de edifícios, ou de uma caverna, deixando-se o obturador da câmera aberto, em "B", e descarregando-se flash sucessivos, por trás de cada uma das colunas ou espeleotemas. É preciso tomar cuidado para que a luz do flash não penetre diretamente na objetiva. Ø É possível conseguir uma sincronização entre diversos aparelhos de flash quando se usam células fotoelétricas ou vários cabos conectados. Ao ser descarregado o flash principal acoplado à câmera, os outros são disparados ao mesmo tempo. A vantagem desse sistema consiste em permitir o uso de diversos aparelhos de flash, sem a necessidade de recorrer a cabos de interligação.
5.3. Flash Circular (para macrofotografia) O flash circular é indispensável para fotos "close-up" ou macrofotografia pois fornece uma iluminação uniforme e sem sombras, com luz similar à do sol, que garante ótima reprodução das cores. Devido à curta duração do relâmpago, a luz do flash não afeta os objetos pelo calor, mesmo à distância de somente poucos centímetros. São rosqueados na frente das objetivas. O flash circular oferece grandes vantagens para fotografias científicas e tecnológicas, em Medicina, Odontologia, Biologia, Eletrônica, Mecânica de Precisão, Metalurgia, controle de Qualidade e muitos outros campos. Para determinarmos abertura do diafragma devemos usar a tabela fornecida pelo fabricante. As aberturas do diafragma assim calculadas são somente orientativas, pois dependem muito dos objetos a serem fotografados. Para objetos claros ou de alto brilho, pode-se fechar um ponto do diafragma, e para objetos escuros, pode-se abrir um ponto. "Flash" circular - por longo tempo considerado indispensável para fotografia médica por possibilitar foto de mucosa e cavidades e ainda diminuir reflexos e sombras sendo contudo, imperfeito nas fotografias onde o relevo é fundamental.
Exemplos de flash circular : 1. Flash Circular Vivitar Não utiliza "estojo" para compartimento de pilhas, eliminando assim cabos e o próprio estojo. Funciona apenas com duas pilhas. Possui uma tabela da relação distância/abertura do diafragma, de acordo com a sensibilidade do filme. É de fácil manuseio e bem leve. 2. Flash Circular SUNPUK, CÂNON ML 3 e SOLIGOR Permitem variação na intensidade da luz, e controle TTL (Trougth the lens). Lâmpada para focalização que desliga quando acionamos o botão de disparo. Estes flash permitem a sincronização em velocidades diferentes (de 1/30s até 1/250s) pelo controle TTL, dependendo do corpo da câmera, que deverá ter acoplamento para estes tipos de flashes. 3.Macro flash /200Af - Minolta Flash TTL para câmera Minolta 500 com ajuste no modo de exposição M, para Minolta 7000 e 9000 no modo de exposição A (prioridade de abertura) ou de M (manual).-
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